<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769</id><updated>2012-02-04T19:17:40.390-08:00</updated><title type='text'>ROMANTA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://romanta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>237</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-5832294622400904072</id><published>2011-11-21T16:10:00.001-08:00</published><updated>2011-11-26T15:49:43.452-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-_zbeYEvw450/TtF7DpMfnHI/AAAAAAAAD3I/oXfv7ly-tBU/s1600/GNR-%2B20%2Bde%2BMar%25C3%25A7o-ColiseudeLISBOA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_zbeYEvw450/TtF7DpMfnHI/AAAAAAAAD3I/oXfv7ly-tBU/s400/GNR-%2B20%2Bde%2BMar%25C3%25A7o-ColiseudeLISBOA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679455907618987122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-5832294622400904072?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5832294622400904072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5832294622400904072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/11/picin.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_zbeYEvw450/TtF7DpMfnHI/AAAAAAAAD3I/oXfv7ly-tBU/s72-c/GNR-%2B20%2Bde%2BMar%25C3%25A7o-ColiseudeLISBOA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6828257674899116114</id><published>2011-11-20T15:14:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T17:14:52.782-08:00</updated><title type='text'>In Vivo</title><content type='html'>Ouve-se uma voz off das colunas do Coliseu de Lisboa, ligadas à RTP internacional que declara que é fundamental apertar o cinto antes da viagem ao futuro, onde a saudade nunca sera dominante, apenas um pormenor irrelevante. Coloquem os headphones e oiçam os acordes da “Valsa dos Detectives”, que remete para os concertos históricos de 1990 que deram origem ao “In Vivo”. Ovação. Um novo tónico emerge da secção rítmica, o violino insurge-se como uma fibra aguda, se parece uma “selva sem leões”, palmas, “cheira-me a fêmeas fatais”, a lentidão promove uma dolente abstracção, “macacos imitações”, “ideias originais”, eco-“maismaismais”, a bateria ruge. “Rei da pop canta para nós”, as harmonias ganham uma tonalidade de raios solares, tropicalismo chic, eco: “Morreu por nós”, baixo, “as cidades tão iguais”, capital: “Faz das tripas corações”, solo de órgão, “orações”. Eco: “Dá-me a voz”, “nosses”, eco: “Por nós”: “Rei do Rock morreu por nós”, “dá-lhe gás”. Jorge Romão com o baixo na passadeira saltitante, contudo, é o teclado que insere efeitos especiais a parodiar Bernard Herrmann, que o violino recria construtivamente e desconstrutivamente. “Compõe para nós”, “por nós”, “nós”, Rui Reininho dança, Jorge Romão ergue o baixo acima da sua cabeça. “Olá cidade maravilhosa, capital do Império”. “Ei”, a canção que beliscou o pecado original, “Vídeo Maria”, da virgem Maria. A bateria dá-lhe um nivelamento sequenciado através dos bombos, palmas, “Tarde de chuva a península inteira a chorar”, ibéria, a inquisição: “Fumando à frente ao altar”, é mortal, fumar é prática de prostitutas, “de um anjo fumegante”, violino, orgasmo é só direito dos homens: “Crescer”, sente, levantem-se, “a língua morta” e por fim o “latim vai mudar”, “compreender”, é censurar, a progressão repetitiva é entrecortada pelo violino: “Atirem-me água benta”, acordes da guitarra resumem o refrão, é pop incandescente, “atirem-me água fria”, e o “nome dela é Maria”: “FRIAAAAA”. Baixo+palmas, solo do Hamond, conspurcado pelo solo do violino, a pátria na lama, “Ai”, “UI”, atirem-lhe, “atirem-me água benta”, perfume é só para putas, “Maria”, “casta eu sei virgem ou não?”, mãe, “Madonna, sabichona”, a progressão é esotérica. Rui Reininho-eco: “AI”. Rui Reininho: “UI”. Rui Reininho-eco: “Ai”. Rui Reininho: “UI”. “Ladies and gents, que bom que é estar aqui desde o último século. Prossima canzone se chiama sette Berlusconi”. “Sete Naves” é a divagação maligna e benigna, extraíram-lhe as tonalidades de fado-pop, mantém-se a dinâmica mecânica-circular, e cada verso é um punhal com diversas lâminas: é a jangada de “vejo destroços de metal a flutuar”, pode ser “o Tejo”, sobre o ritmo da bateria, as guitarras introduzem funk crescente, hipnótico, cego, “desejo de me afundar”, “ao acordar”, não paro de pensar em me suicidar, “paro de martelar”. Hipnose obsessiva repetitiva afectada pelos acordes das guitarras leves-agudos, “metálicos frios”, “enferrujar”, “matérias por soldar”, “diáfanos de envenenar”, “paro de martelar”, “não são feitas para navegar”, “mas nunca a do mar”, é o que nos resta, Rui Reininho coloca-se sobre a passadeira: “O ar”. “Voltam-se devagar”, através de Jorge Romão a síncope cardíaca é contínua, palmas do público. Tóli Cesar Machado, acompanha no sintetizador o outro teclado que injecta acordes da música clássica. Jorge Romão toca e dança sobre a coluna que se encontra lateral ao palco. Violino. Pausa. “As naves que eu construo não são feitas para navegar”, guitarra de Tóli acrescenta-lhe um pendor pop-rock, “fundem-se com o ar”, “vêem-se devagar”. “Wherever, mas nunca a do mar”. Coro: “Lalalala”, “mar”, coro: “Lalalala”. “E elas vêm-se, as mães, voltam-se devagar”. “LaiLarai Bom Bom”. “Obrigado, senhoras e senhores! Se fossem os National diriam: ´Top audience we are going to fuck them!` É verdade com prazer é mais caro!”, ri. “Mil casas no ar”, para te “proteger”, pop flutuante, com as guitarras de cristal fundido, “virou”, “Darth Vader”, “o ar”, e o refrão é libertino: “Pousar na paixão que te roer”, acendem-se as luzes do palco, “acabar”, “prender”, e a decadência é fruto “aconteça o que acontecer”, solo da guitarra, “pousar na paixão que te roer”, “acontecer”, solo do orgão, guitarra semi-distorcida resulta no único indício de agressão à arquitectura pop, semelhante à ondulação das nuvens que circulam no Verão. “Obrigado! Os ricos vão para o tribunal Constitucional! Os pobres vêem aqui! E agora também em francês! À vossa direita está o Tony Carreira”, e aponta para a respectiva bancada. “Adoro as pulgas dos cães, todos os bichos do mato”, o teclado numa cadencia binária a ser o indutor inicial, “Efectivamente”, em Lisboa: “Ici é diferente”, o álibi: “Sem moralizar”. A melodia tem nas artérias uma corrente pop, e a poesia obriga-se a descobrir a beleza no perverso: “Panascas”, a “engatar”, 2x2, “como se fossem mafiosos convictos, habituados a controlar”, “efectivamente”: “ULALLLA”. A bateria segura o ritmo, Jorge Romão dirige-se sobre a passadeira e pede emprestado uma bandeira a um fã, a original que milita na capa do “In Vivo”. Solo da guitarra sobre o ritmo binário: “Efectivamente gosto de aparências”, coro: “Laalalaala”. “Sem moralizar”, coro: “Lalalaa”. “Escuto as conversas”, coro: “Lalala”. “Sem MORALIZAR”, “parprara”. “Americanos simpáticos”, Jorge Romão no inicio da passadeira incita o público a bater palmas. “Ana Lee” surge a pós-adolescente com um guarda chuva oriental. Rui Reininho: “Achas que chove?”, Marta Ren: “Acho que não”. O exotismo dos acordes da guitarra colocam-na numa geografia ainda por ser descoberta pelos portugueses, uma ironia que joga com a ambiguidade poética. Marta Ren: “Uma banheira decorada, num lago champô”, Rui Reininho: “Separadas”. Sai um tufão da garganta de Marta Ren: “UUUUU”, e a música dispara ritmicamente, Rui Reininho e Marta Ren: “Ópio do povo, jaguar perfumado”, é o cúmulo da alienação, surge o cerne de um psicadelismo ébrio, “queimado dourado”, Portugal, “no país em que fumam as cigarras”, Rui Reininho e Marta Ren: “Ana Lee, Ana Lee”. Marta Ren: “Triângulo dourado”. A partir daqui e sobre os acordes do piano insurgem-se as guitarras a lhe incutir uma lógica discursiva de Manchester. “ELÁAAAAA”. Rui Reininho e Marta Ren: “Ópio do povo” . Rui Reininho: “Tigres”, Marta Ren: “De papel”. A delicadeza agri-doce do original é totalmente vilipendiada, Rui Reininho e Marta Ren: “No triangulo dourado”. Rui Reininho recusa que as unhas de Marta Ren, se apliquem sobre as suas costas. Antes, inflige-se arranjadelas sobre as costas, ri, Marta deixa os lábios pintados de vermelho sobre a bochecha esquerda de Rui Reininho: “Ah! A vida de transexual é muito difícil”. Segura uma chávena de chá na mão direita, bebe. O órgão é o respirar da canção, é um cadáver a expiar, espiar, “Leve, levemente como quem chama por mim”, a bateria é omnipresente, e o baixo o agente transmissor, “a tensão do medo puro”, mesmo assim, “subo a mão”, o orgão continua a respirar como um cadáver esquisito. Para quebrar a janela, “encosto ao vidro o anel de brilhantes”, impossível, “são de fancaria”, “porra!”. É-lhe vedado penetrar na “Bellevue”: “Ai o meu coração!”. “Ao meu rendez-vous”, desloca-se “pelo corredor”, segue a camara num traveling que é um flirt com a RTP internacional, “o sorriso cruel”, a mascarada: “Onde era sangue, era uma leve menstruação”. “Rendez-vous”. “As minhas amiguinhas lá no fundo do jardim, agora mais ninguém confia em Moi, Moi”, ressurge o órgão para manter o corpo a estrebuchar, mesmo que os acordes, a dominar a progressão, sejam para embalar os mortos, sobre a qual a guitarra debita agudos perpendicularmente, 2x2, solo do violino, pausa, “Bellevue”. “Ninguém aparece ao meu rendez-vous”, a solidão, cantada docemente: “Confia em mim”, o convite que ninguém aceitou: “Era só para brincar ao cinema negro”, o teclado responde como se fossem os acordes de um brinquedo sonoro para fazer adormecer crianças nos cuidados paliativos. “Os corpos no lago, eram de jovens no desemprego”. Rui Reininho desloca-se junto ao teclado de Tóli Cesar Machado e abraça-o: “Sou o irmão que nunca teve. E também é contra as touradas”. As escovas da bateria, “artéria principal”, canta lentamente “ardem chamas de dois sóis”, o circo romano, “a luta na arena principal”, onde “corre o sangue, mato-me primeiro e a ti depois”, o bombo está oculto, “oculto sangue que tenho para dar”, ligeira progressão, “funeral”, “flores é na igreja”, a lentidão de Portugal: “Sem correr e sem saltar”. Rui Reininho no imperativo: “Vá lá assumam!”. A progressão é pontuada pelo piano, por cada nota, vários palmos de terra sob, o baixo, bateria, e o violino transbordam epicamente: “Oculto sangue, Lisboa tem para dar”. DVD GNR. Jorge Romão: “Podem sempre cantar os parabéns, que a gente agradece”. Os alfacinhas cantam os parabéns, mas parecem contrariados, como se estivessem a responder a uma obrigatoriedade. O comandante do “Piloto Automático” é Tóli Cesar Machado na bateria, da qual retira uma força sonora animalesca, “quando chega a meia-noite começo a capotar”, se fosse somente épico, não é, luzes a baloiçar, a induzir: “Há um monstro dentro de mim”, o ressoar dos bombos elevam-na à mísula, “fígado a explodir”, os restantes componentes da canção acompanham a trip. O ritmo é mais curto no refrão, deixando espreitar, “wisky puro”, coro: “Vodka. vodka”. “Vinho só maduro”, coro: “Vodka, Vodka”. “Gin vó-mi-to”. Coro: “Vodka, vodka”. Rui Reininho: “Vodka. VodkaAAA”. Sobre a progressão marcial: “Ligo o piloto automático num programa a esquecer”, “até ao amanhecer”, “num programa a esquecer”. “Wisky puro”, coro: “Vodka, Vodka”. “Sangriaaaa”, coro: “Vodka, vodka”. “Vinho Maduro”, coro: “Vodka, vodka”. “Bagaceiraaa”. “Vodka, Vodka”. A guitarra retira um solo semi-distorcido, como se fosse o prenúncio do epílogo, mentira, continuamente ganha protagonismo à bateria, e por instantes e com a devida intromissão do baixo, citam Nirvana. “Wisky puro”, coro: “Vodka, vodka”. “Vinho maduro era da Andaluzia”, “era um cálice que eu queria”, “bagaceira”. “Vodka, Vodkaa”. Baterias + guitarra + “Vale Nunca”, “virou”, Jorge Romão atira-se com o baixo a tira colo, da coluna à esquerda dos espectadores. Introduz-se o sintetizador, a tingir a canção de uma tonalidade infantil, “logo ao nascer, é um grito mudo que tentar calar”, mais “crescer”, “MTV cérebro em fuga”, e o segundo refrão acutilante a encontrar a absolvição: “Olha para o que eu faço”, público: “Mais vale nunca mais crescer”. “Mais vale nunca mais crescer”. Solo da guitarra entre o rápido e o lento, solo de Jorge Romão com um pendor orgânico. Palmas. Sintetizador: “E mais vale nunca”, “agora é a doer”, e a banda cria um muro sonoro progressivo, que lhe subtrai a infantilidade, culminando num solo das baterias, que resultam numa jam, que engolem as palmas do público. Rui Reininho alicia Jorge Romão: “Se depois desta não das duas sem tirar, estás fodido! Jorge Romão quatro filhos!”. Tóli Cesar Machado entrega as baquetas a um fã. DVD GNR. “São camisas antigas, mais velhas do que muitos preservativos que andam lá em casa”. “Obrigado”. Rui Reininho, fala para o microfone à procura do seu interlocutor numa rede de estrelas, cometas internacionais, radares em forma de naves espaciais. “E o mundo vê”, o piano dedilha lentamente, “já parti e não voltei a pensar onde fiquei”, “lar”, violino, “mar”, slow-pop, com as harmonias de Liverpool, “mar”, um tratado eventualmente académico, “até doutor não sei porquê?”. O inconsciente a prolongar-se pelo consciente: “Já dancei onde parei”, solo do piano, “jobim”, violino, “hesitar”, progressão tropical-psicadélica: assobio: “Imagine”, John Lennon, mas a métrica da canção orienta-a para a divagação estilística de Bryan Ferry. “I`m just a jealous guy”. “Burro em pé” , segue o ritmo da sua precedente, com Tóli Cesar Machado na guitarra semi-acustica, insere os acordes dormentes, “vieste aqui para aprender”, “ar”, bateria, “calar”, o baloiçar é de uma cadencia, flutuante, “a pensar a dormir em pé”, a ordem: “Pára de mensagar”, do professor: “Esse piercing no umbigo é capaz de magoar”. Há um leve recrudescer do ritmo, que segue o teclado e a guitarra de Tóli, “vamos os dois para o castigo”, o teclado parece dedilhado por Paul MacCartney, “burro a dormir em pé”. Rui Reininho emite um urro interstelar. “Pronúncia do Norte”, é recebida com o público dividido entre as palmas e os assobios. “Lá do fundo donde eu venho”, se sois “torpe”, “manos ricos”, se for assim, “hemisfério traga outro forte”. New Max: controla os agudos, “aponta sempre para norte”, público: “É a pronúncia do norte”. Rui Reininho e New Max: “Mar”, o acordeão nem é marítimo ou rural, resume-se a uma alma que se abstrai como as paisagens de Turner. New Max: “Caminhos novos para andar”. Rui Reininho: “É a pronúncia do norte”. New Max: “Maaar”, “não tenho barqueiro nem hei-de remar”, é a confiança total nos astros que nos conduzem para o norte, onde estaremos a salvo da capital. O tempo não pára: Rui Reininho: “Corre o rio para o mar”, os acordes são pigmentados por uma angústia temerária. New Max, lidera, e Rui ausenta-se. “Lisboa vocês estão prontos?”, o slow do norte transfigura-se em funk, com a repetição dos acordes, sob os quais emana um break, “é a pronúncia do norte os tontos chamam-lhe torpe”, “norte”, “EAAAUAU”. Rap: “Contigo GNR. Contigo Jorge Romão. Contigo Tóli. Contigo Reininhooo”: “E!E!E!”, agudos: “OOOOOOO”. “Parabéns GNR! Muito obrigado Lisboa!”. Surge Rui Reininho: “Se vocês quiserem isto é sempre a subir! Isto não é economia, é hot. Esta é linda chama-se: ´Cais`. Levamos três da Académica”, o público responde com risos, “na hora da despedida”. Um intervalo de espera para resolver o problema que prende a bateria, por fim, o início de uma cadência de navio em compasso de espera para se afundar com uma carga venenosa, “quando o barco tem pés para andar”, e “só essas ondas vêem chatear”, liberta “para o crude limpar”, mas o centro onde se encontram os acordes revela um nascimento: “Lá no fundo imundo imenso sais, ó neptunias, sereias sensuais”. Público: “No fundo imenso sais, ó neptunias sereias sensuais”. A música sobe uma oitava mas mantém a cadência de naufrágio, “mar salgado”, “vai ver no cinema se ´Há Lodo no Cais`”, sobe o som do palco, “o mar salgado”, e o ponto de partida é o Cais das Colunas: chegada: “Muito cuidado atina, voltas ao cais”. “Voos Domésticos”, é um contínuo jogo de referências, que ao espelho surgem invertidas, “aqui”, violino, “num tapete mágico”. Há um banco de ar que perturba a respiração da delicadeza instrumental, “olha a turbulência é da tua ausência”, “acredita”, solo do violino, “em mim”, vem “jantar com o Rei”, o trinar da guitarra, “num gesto de avareza só pago a sobremesa… e talvez um caféee”, sintetizador. A incerteza que provoca angustia, canta para “a torre de control”, “fantasma”, “adivinha quem sou”, solo do violino, responde o teclado, solo do violino, baixo: “A turbulência”, “adivinha quem é?”, não responde: “Quem sou?”, violino. “Las Vagas”, psico-pop-head com um forte travo dos bombos e um baixo como uma infusão intravenosa, e um piano que está a jogar a sua vida num pocker pseudo-existencial: “Eu serei a gorda”, “tu serás a magra?”, segura o tripé com as mãos, liberta-se das amarras, e a progressão sugere energia electrostática: “Sou um peixe fora de água”. “Jorge Romão, agora só falta a sereia”, surge uma jovem com rosto imberbe e um olhar tímido, com uma indumentária puéril. Rui Reininho: “Estou aqui há mais de seiscentos anos e a cantar com os melhores”. O baloiço de “Únika”, é um romance de cordel, com as vogais alternando entre as fechadas e as abertas. Ela: “No musgo”, ele: “No teu cabelo, agulha no cabelo”. Ela: “Onde o sol se põe”, ele: “Tu és a única a dar gás, a rainha das marés”. Luísa Sobral, tem um timbre de virgem por dessacralizar, mas que se perde através das suas narinas. Ela: “Alhos”, ele: “A estátua de um martelo e uma foice”, a beleza dos acordes alegres quando sustentam a voz: “És a rainha das marés”. Luísa Sobral: “Sol”, “quando me pagam”, para se despir e exibir o seu corpo lívido a Balthus, solo do violino, e o ritmo de dois por dois prolongam a canção quase até ao fim. Rui Reininho: “A voz única”. “Popless”, fica somente a cargo de Luísa Sobral, o que é uma declaração de amor na voz de Rui Reininho, transforma-se numa canção para adormecer adultos. A guitarra de Tóli Cesar Machado, introduz os acordes e segue o ritmo da bateria e da respectiva caixa de ritmos, que lhe dão uma constante juvenilidade, “sem reflectir”, ela não, “ é um vício danado”, ela não, “passar”, ela não quer “jantar”, “linda”, pedal wha wha, ela não “mostrando interesse”, um sobe “outro desce”. As guitarras aumentam a sua densidade estilística, e revelam uma temperatura, que Luísa Sobral não: “Lá vem ela sabendo que é boa”, “que é boa”, swing-pop, “janela”. Surge, Rui Reininho: “POPLESESES”. “A kiss is just a kiss”. DVD GNR. O piano, indicia um lento entoar, “felizmente a noite sai”, público: “Felizmente a noite sai”. Rui Reininho incita o Coliseu: “Não há isqueiros?”, que se acendem e o transformam numa estância lúgubre. A certeza: “Se o amanhã perdido for”, pode ser “meu amor”, quando “as trevas vão demorar”, o baixo proporciona um gradual aumento da tensão, “se a luz se esvai” em sangue. “Se o céu se fecha sobre nós”, o holocausto, “se o amanhã perdido, overdoses de horror”, bateria corta a cabeça ao teclado, e o público dá as mãos a Rui Reininho: “Directa sim eu declaro morte ao sol” e nesse instante: “Aí vem a luz”, e os raios são emitidos pela guitarra com preponderância dos agudos. “Se o céu não fecha já sobre nós, revela cierta imagem atroz”, público canta com rui Reininho: “Directa sim, eu declaro morte ao sol”, “boiar”, Rui Reininho: “OOOO”, público: “OOOO”. 2X2, palmas, público: “OOOO”, pausa. Público: “OOOOO”, Rui Reininho: “NANANA”, público: “OOOOO”, Rui Reininho: “NANANA”, público: “OOOOO”: “OOOO”. Rui Reininho: “OOOO”. Rui Reininho agacha-se, e usa mesma gestualidade que os árabes utilizam quando, virados para Meca, para rezar, e declara solenemente: “Eu beijo a vossa terra, capital do Império, e o rabo das vossas namoradas também!”. A caixa de ritmos instiga as palmas, e o acordeão declara “Dunas”, mas o cantor e poeta sofre uma breve branca: “Não me lembro desta! Caraças!”. E joga com “as unhas são como divãs”, o calor não é só expresso pelo local onde decorre a acção, mas também pelas harmonias e o ritmo primário, “deitados nas dunas, alheios a tudo”, e depois de um banho no mar salgado, “pensamentos lavados”, “TV”, ainda criança “na idade dos porquês”. “Muito obrigado RTP! Que foi a única que nos apoiou! As outras… as rádios já não passam as nossas músicas!”, e desfere um manguito, “e já agora obrigado à Câmara de Lisboa e do Porto!”. A citação revista pelos olhos de um surrealista: “Hasta la victoria, siempre! Anarquia ou morte! É a minha opinião!”. Durante o “Inferno” do playboy Roberto Carlos, todos os convidados são convocados a cantar: “Eu quero que você me aqueça neste Inverno e que tudo mais vá para o inferno”. Guitarra eléctrica, “matéria principal”, as pegas na “luta na arena artificial”, “saltar”, “oculto sangue que tenho para dar”, é rock: solo da guitarra semi-distorcido, pausa, solo espacial, “saltar a fogueira”. “Sangue Oculto” é a revelação do rock, que de tão sintético é perfeito. “Espelho Meu”, é um constante abrir e fechar de estímulos auditivos, organismo de eterna sedução, break beat, palmas, teclado incidental, “subsídios”. O baixo de Jorge Romão confere-lhe um travo indestrutível, psicadélico, “nós somos inteligentes?”: a resposta: “Perguntem ao meu espelho”, sincope, break beat, “já são muitos anos juntos, frágil, contra tudo decidi”, a resposta: “Saber o que faço aqui? Saber o que é sofrer?”. “Perguntem ao meu espelho!”. Guitarra solo, teclado dá liberdade a um som de marimbas bêbadas de mojitos, e hipnose, essa é corrosivamente bela. “Na rádio na TV, nos jornais já ninguém vê, Portugal na CEE”, com duas guitarras semi-distorcidas e uma bateria rápida, libertam-na do seu carácter primata neo-rock. “Quanto mais se fala menos se vê”, “Queeeero veer Portugal na CEE!”. New Max: “OOOOAIEAAA”. Rui Reininho: “Sexta-feira em Albufeira, o mundo esteve para acabar, era tal a bebedeira”, que o “mar”, assente num 2x2, e os acordes agudos da guitarra eléctrica, precedida pela acústica de Tóli, é um soft-rock, “mas falta a tua confissão”: “É um buraco na Suíça, em Cascais e no Funchal” e o Rui Reininho tem o bom senso de gritar, “chamem a policia!”, não, sim, não, “ninguém vai levar-me a mal?”. E onde está a “confissão” do Alberto João? New Max: “Japão”. Rui Reininho: “Já nem sei em quem votei, onde fiquei, já não dou com o Dj”. GNR perfilam-se lado a lado com os convidados, e simultaneamente agradecem as palmas do Coliseu de Lisboa. Deixam para trás um rasto de silêncio amargo, os fãs ficam imóveis a aplaudir, na esperança de uma derradeira canção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voos Domésticos- Celebração dos trinta anos de carreira dos GNR, 19 de Novembro, Coliseu de Lisboa @ Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6828257674899116114?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6828257674899116114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6828257674899116114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/11/textin.html' title='In Vivo'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7843218949780451425</id><published>2011-11-14T18:35:00.001-08:00</published><updated>2011-11-15T18:36:26.351-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Mtj-WmDwbic/TsMhjJIXuMI/AAAAAAAAD28/RdrhfgJ8j50/s1600/GNRCOLISEUDOPORTO12DENOVEMBRO30ANOS.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Mtj-WmDwbic/TsMhjJIXuMI/AAAAAAAAD28/RdrhfgJ8j50/s400/GNRCOLISEUDOPORTO12DENOVEMBRO30ANOS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675416843047123138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7843218949780451425?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7843218949780451425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7843218949780451425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/11/gnr.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Mtj-WmDwbic/TsMhjJIXuMI/AAAAAAAAD28/RdrhfgJ8j50/s72-c/GNRCOLISEUDOPORTO12DENOVEMBRO30ANOS.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1548081003338869905</id><published>2011-11-13T16:57:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T19:17:40.400-08:00</updated><title type='text'>Defeitos Especiais</title><content type='html'>Coliseu do Porto, o público anseia pelo início do concerto comemorativo de 30 anos repletos de bancos de ar, turbinas em flagrante delito, do Grupo Novo Rock (GNR). Sob uma estrondosa ovação, entram em palco: Tóli César Machado, Rui Reininho, Jorge Romão. Este empunha um baixo, ao qual se acresce um piano numa vertente clássica, “Alon zi”, violino, o funk do original do “Rei do Rock”, é submerso numa vertente lounge, num apartamento sob o mar, com sofás brancos e uma mesa de vidro snifada por uma loura cadavérica. “Cheira-me a fêmeas fatais”, o violino é o interlocutor do dono do apartamento. “Rei da rádio dá-me a voz”, sobressai o dedilhar de uma guitarra acústica. A sonolência é um indutor venenoso, “as cidades tão banais”, o Porto: “Fazem tripas corações”, rezar: “Indiferentes orações”, a banda aumenta uma oitava, “Rei da rádio dá-me a voz”, “pop”, “Rei do rock morreu por nós”, o cantor imita a mímica pélvis do Elvis, o teclado cita a melodia de “Efectivamente”, solo do violino, palmas, “Rei do Rock canta só para nós”, “nós”, o teclado de Tóli insurge-se e impõe uma gradual e leve progressão. “Vamos à igreja que amanhã é Domingo”, é a introdução à blasfema “Vídeo Maria”, vítima de censura por parte da Rádio Renascença, porque magoava a mãe de Deus. GNR usurparam-lhe a alma numa equação vertiginosamente pop. A versão, que estão a executar segue a linha esotérico-lounge, evidenciada pela anterior. “Entro numa igreja fria”, 2x2, com forte pendor do baixo saltitante de Jorge Romão, “sinto a língua morta o português vai morrer”, a duvida ou a questão: “Estará a meditar”, violino revela angustia, “amo-te Video Maria?”, e para arrefecer a tensão a suplica: “Atirem-me água fria!”, o sacrifício ficcionado: “Por ela desço ao inferno de Dante”, é progressivamente pontuada por uma dinâmica psicadélica, o solo Hamond, coloco-a no interior de uma igreja erigida pelos Jesuitas, o violino responde-lhe com um gemido. “AI!UI” (eco). “Atirem-me água benta”, o pecado mortal: “Por ela assalto a caixa de esmolas”, “o nome dela é Maria”, “se é virgem ou não? Depende da nossa fantasia”, mãe, “Madonna”. Rui-eco- “Ai”, público: “Ai”. Rui-eco- “ui”, público: “UI”, Rui-eco-“EI”. Palmas.  “Coliseu do Porto, já temos algum público por cá”. Tóli Cesar Machado abandona o teclado e segura uma guitarra eléctrica, com ligação à pedaleira wha wha, como se fosse um sampler que sustenta os outros instrumentos. “Provavelmente o Tejo”, “sinos ao acordar”, “faro”, o violino reproduz a mecânica do ritmo como se fosse uma mosca de Tzé Tzé, produz cogumelos, “enferrujar” , surge uma progressão circular crescente: “Veias estalando”, “ricas de carbono”, “vejo o rio”, “paro de martelar”, deixa de imaginar “as naves que eu construo não são feitas para navegar”, “as vagas em que elas vogam”, as ondas: “Vão e vêem-se se se voltam devagar”, a banda aumenta a altura, Rui Reininho salta, faz estalar castanholas, o solo do violino aproxima-se do flamenco. O público responde com palmas ao ritmo da bateria. Pausa. “Aguentam a violência de um beijo”, têm a garantia: “As naves que eu construo”. Jorge Romão: “Lalalala”, “elas vogam e fundem-se com o mar”, “devagar”. “Obrigado ladies and gents, aqui no silêncio não há crise. Mais uma música triste sobre Portugal”. As duas guitarras produzem acordes cristalinos, “mil casas no ar”, “as assas são para proteger”, as “imobiliárias”, “virou”, aumenta ligeiramente o ritmo da nave espacial comandada pela BT, “assas são para combater”, “mas só quando quiseres pousar a paixão que te roer”, és, serás, não és, “é um amor que vês nascer”, “prender”, “aconteça o que acontecer”, solo da guitarra com borbulhas de adolescente que delira com gomas e cocaína. “Aconteça o que acontecer”, a progressão atinge o terceiro nível, com um autorizado solo da guitarra eléctrica. “Mais uma música francesa, Zarkozy, Merkel, que se lixem! Nós somos do Porto!”. “Efectivamente”, a pop perfeita, com uma métrica do piano de filme animado em três D, cinestésico, como “adoro o campo”, como “esplanada de um bar, como “pássaros a esvoaçar”, “o riso” da puta dos outros, “cágados”. “Efectivamente”, coro: “Lalalala”. “Adoro os pedrastas que passam”, como “ratos de esgoto”, como “disfarçam ao dealar”, “efectivamente o Porto é diferente”, a declaração de amor: “Gosto desta gente”, como “aparentemente escuto as conversas”. Coro: “Papapapa”, os GNR são gradualmente engolidos pela histeria do público. Durante uma breve citação a “Portugal na CEE”, surge uma pós-adolescente, e canta: “Eu bebi sem cerimónia o chá”, Rui Reininho: “Como uma ideia que mata”. Ela: “UUU”. Rui e a sua partener e o público entoam: “Lotus azul, tigre de papel, triângulo dourado”. Rui: “Princesinha no trono de jasmim”. Ela: “Deixei-a a sonhar por mim”. Ambos: “Ana Lee, Ana Lee” pop com acordes tropicais debitados pelas guitarras. Ela: “São unhas que cravam”, crava-as nas costas do Rui Reininho: “Unhas que cravam” ambos: “São mãos que colhem, Arrroz xau xau”. “Bellevue” , bateria, baixo, teclados, 2x2, baixo: voz: “Leve levemente como quem chama por mim”, no ecrã atrás da banda surge um aeroporto, “subo a mão”, não sabemos para onde vai, a cadência é fílmica, “encosto ao vidro o anel de brilhantes”, quem és? “Com muita atenção”, a expectativa: “Ai! O meu coração”, aqui: o refrão: “Sabem que me escondo na Bellevue”, é o nome deste filme, “ninguém comparece ao meu rendez-vous”, tétrico: “O espelho, o esgar o sorriso cruel”, o local do parto, “experimento o colchão” . “Bellevue”, “rendez-vous”, guitarra acústica, “os meus amigos”, “agora mais ninguém confia em mim” é a declaração de um solitário voyeur, palmas. Ao solo do violino responde o teclado de Tóli, a enegrecerem a melodia, banda, solo do violino, teclado, palmas, o violino penetrante e intenso como o fio da lâmina de um punhal. Pausa. O violino prossegue a sua penetração, cada nota é uma punhalada sobre um cadáver exangue. “Ninguém comparece ao meu rendez vous”, e “as minhas amiguinhas lá no jardim”, “agora mais ninguém confia em mim”. Embala-nos na desculpa: “Era só para brincar ao cinema negro”, “jovens no desemprego”. Palmas. As harmonias que introduzem “Sangue Oculto”, são de um genérico de filme de série B, as escovas da bateria pronunciam que o sangue que alimenta a canção é pulsado de uma fonte vítima da preguiça, “principal”, “a luta na arena”, perde o pender de rock de estádio e enquadra-se na play list de uma rádio que emite no lusco-fusco. “Ao fugir de uma investida”, Reininho ajoelha-se, “ao saltar a fogueira”, canta muito devagar sobre o tónico lounge, “sem correr e sem saltar”, levanta-se: “Portugal não é só inveja”, “oculto sangue, latino que temos para dar”. Sobre o pano de fundo emite uma TV que transmite o passado dos GNR. “Piloto Automático”, é apresentado com a dimensão de uma bateria comandada por Tóli, o pendor da dinâmica é puramente marcial, com os bombos a ecoarem como pulsações que nos revelam a metamorfose: “Quando chega a meia-noite começo a capotar”, provocada pelo “fígado a explodir”, dinamitado por “wisky puro”, coro: “Vodka, vodka”, Rui Reininho:  “Bagaceira”, coro: “Vodka, vodka”, Rui Reininho: “Seco madeira”, Rui Reininho: “Vodka, vodka”. “Ligo o piloto automático num programa a esquecer”. O hino contra-natura, “Mais Vale Nunca”, é cantado em uníssono e finalizado com um solo magistral da bateria de Tóli. Segundo Jorge Romão: “Tóli, trinta anos a tocar bateria! O melhor do mundo!”. Tóli oferece as suas baquetas ao público. Jorge Romão: “Gente são trinta anos, o que é que se canta?”, o público canta os parabéns aos GNR. Vídeo com recortes de notícias da banda portuense.  O slow-pop, com a preponderância dos teclados, numa cadência sedativa, com o cantor a abandonar os laços que o prendem “esqueci o calor do lar”, teclados e violino, “parado e o mundo vê”, solo da guitarra que é correspondida pelo violino, “esqueci o calor do lar”, do qual “fugi sem hesitar”. Tóli empunha uma guitarra semi-acústica, “Burro em Pé”, meio tempo, “vieste para aprender”, “põe um dedo no ar”, a pop é próxima dos Beatles, quando se inspiravam na obra de Vivaldi. “É verdade, grande surfista: Jorge Romão!” , “pronuncia do Norte” é antecedida por uma ovação, o slow do norte, que eleva um sotaque “lá donde eu venho”, público “torpe”, palmas. Entra em palco New Max: “A bússola não sei se existe”, “é a pronúncia do Norte”, Rui+ New Max: “Corre o rio para o mar”, acordeão, público: “Não tenho barqueiro nem hei-de remar”, é a declaração de independência da poesia, ovação. Rui Reininho retira-se e New Max lidera a canção que subitamente ganha um ritmo soul-funk: “GNR é a pronúncia do norte, os tontos chamam-lhe torpe”, público: “GNR!GNR!GNR!”. New Max: “Não tenho Romão. Não tenho Tóli. Não tenho Reininho”, o seu timbre agudo revela-se no epílogo: “É a pronuncia do norte”, “Porto muito obrigado! GNR 30 anos!”. Após o regresso de Rui Reininho, surge “Cais”. Revista no ritmo de um petroleiro a afundar-se devagar, “barco tem pés para andar”, a sua correspondência é “quando a maré negra chegar”, não há solução teremos que a “limpar”, 2x2, “imundo imenso sais”, “ó neptunias, quais sereias sensuais”, o refrão é a absolvição: “Se o pecado morre ao largo, então é ver no cinema se ´Há lodo no Cais`”, a guitarra de timbre agudo, perturbante, “imenso sais”, “sensuais”, a Foz: “Voltas ao Cais”, progressão contida com ligeira variação. “Voltas ao Cais”. “Esta música é linda”, Rui Reininho coloca a mão na anca direita e a outra na testa. É “Voos Domésticos”, slow doméstico, “ausência”, “ai”, “cozinha”, “campainha”, que se revolta numa ligeira aproximação a um tango encharcado em vinho do Porto: “Num gesto de avareza só pago a sobremesa”. A chantagem emocional: “Olha a turbulência é da tua ausência”, num romantismo depressivo pop, solo do violino, descolam, “ai a turbulência”, “quem és?”, “a torre de control”, “lençol”, “quem sou”. Rui Reininho: “UUUU”, público: “UUUUU”. “Viram os nossos cartazes com a inscrição Câmara Municipal de Lisboa?”, assobios e apupos do público. “Las Vagas”, com teclado como intro, o baixo peja-a de tensão, palmas de Rui Reininho, o teclado é pianíssimo a introduzi-la no universo musical dos Casinos, “marina”, “de ouro a mina”, “aceita apostas”, eu “serei a gorda”, “e tu?”, “e saberás quem paga?”, serei “um peixe fora de água”, o piano mantém-se impávido e sereno perante os acordes do violino, a ser o catalisador da angústia, “serei a gorda”. A partir de “serei a gorda”, a banda une-se ao ritmo do teclado, e aumenta a progressão, que “pensa”, “peixe fora de água”. “Sou um peixe fora de água”, aumenta a progressão, “sou um peixe fora de água”, aumenta a progressão, “sou um peixe fora de água”, massa sonora que reúne o violino, bateria em break beat, baixo, guitarra, teclado, solo da bateria, violino numa luta contra o tempo resulta num psicadelismo associado à morte. “Esta música é muito linda Unika”, “gostem das mães”. É o slow-naturalista, “orvalho”, “na casca de carvalho”, a canção segue as regras de uma composição clássica pop, ganha fôlego quando se transforma em “fantasmagórica”, “aiaiaiai”, e a guitarra eléctrica sola-estoira e transgride como um solo de Slash. “E agora Popless”, caixa de ritmos + bateria + teclado, introduzem as notas do refrão, “subir”, “existir”, “senti-la pousar”, “deixei-a”, “lá vem ela sabendo que é linda”, “cresce”, “interesse”. Tóli introduz o pedal wha wha, repetitivo que se traduz num tímido swing, “POPLESS”, teclado, “foi uma pena deixa-la a jantar”, “passou a hora”, “vibrar”, “bela”, “à janela”, swing pop, com múltiplos casais. Vídeo com os GNR. “Felizmente a noite sai, ainda bem há névoa por aí, estou contente”, a voz suportada pelo piano, “se a luz se esvai”, “se o amanhã perdido for”, “horror”, a bateria irrompe sobre a lentidão do piano, “O céu não fecha já sobre nós”, “revelam cierta imagem atroz”, “perdido for”, a declaração de guerra: “Directa sim, eu declaro morte ao sol”, “OOO”, o solo da guitarra é semi-distorcido que lhe dá o último recorte. Loucura no Coliseu do Porto. “Vamos à la playa?”, com as luzes acesas, os fãs anseiam pelo banho nas “Dunas”, cantada quase na totalidade pelos tripeiros. “Inferno” reúne no palco todos os convidados. Tóli: “Muito obrigado”. “Sangue Oculto” é de novo convocada a subir à arena “principal”, na versão próxima do original que emancipou o rock e rompeu com as fronteiras ibéricas. “Esta é dedicada ao James Rodrigues”, a guitarra eléctrica introduz os acordes hipnóticos do refrão, “a vida é assim e assado”, “para conhecer a verdade”, “perguntem ao meu espelho”, sincope, a introdução do piano talking head, remete-a para o absurdo. “Portugal na CEE”, quando era assunto de jornal “na TV”, rock, “Portugal na CEEE”, a ironia ainda é actual: “Quanto mais se fala menos se vê”, descarga eléctrica, numa métrica de rápidos 2x2. Jorge Romão: “Se nós estamos cá, há trinta anos a culpa é também vossa!” palmas. “Sexta-feira”, com o input de New Max, “ode a Japão”, Rui Reininho: “É Domingo na Ribeira”, palmas-gritaria, “grande buraco da Madeira, ninguém vai levar a mal”, ovação, esperamos a sua “confissão”, ambos: “Já não sei em quem votei”. Acendem-se as luzes do Coliseu, entram os convidados em palco, abrem garrafas de champanhe, e recebem palmas calorosas e entusiástica, GNR sorriem e são fotografados para memória futura.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voos Domésticos- Celebração dos trinta anos de carreira dos GNR, 12 de Novembro, Coliseu do Porto @ Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1548081003338869905?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1548081003338869905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1548081003338869905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/11/defeitos-especiais.html' title='Defeitos Especiais'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-997057411389423237</id><published>2011-10-09T12:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T12:18:19.399-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-OD6c6obKin4/TpHzZbxttvI/AAAAAAAAD2s/FAKP3x4LU0o/s1600/MM%2540TAGV06OCTOBER2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OD6c6obKin4/TpHzZbxttvI/AAAAAAAAD2s/FAKP3x4LU0o/s400/MM%2540TAGV06OCTOBER2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661573824859977458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-997057411389423237?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/997057411389423237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/997057411389423237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OD6c6obKin4/TpHzZbxttvI/AAAAAAAAD2s/FAKP3x4LU0o/s72-c/MM%2540TAGV06OCTOBER2011.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2834702035248855710</id><published>2011-10-08T12:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T18:54:44.462-07:00</updated><title type='text'>Psicanálise dos Contos de Fadas</title><content type='html'>Teatro Académico Gil Vicente, Adolfo Luxúria Canibal é o último a subir ao palco: “Boa noite Coimbra”, atrás dos músicos há uma fotografia de um urso de peluche com o rosto com uma fractura que expõe um osso podre, veste uma t-shirt com Mao Tse Tung. As luzes vermelhas iluminam: “Esta é a história de Gonçalo Capitão, maoista”, a voz do narrador é o ronronar de um lobo a estudar a sua presa, o baixo movimenta-se como uma fada negra, a impor o ténue balanço, “escabrosos carnavais”. A banda: duas guitarras, bateria e teclado, assumem-se gradualmente como cúmplices do baixo. “Misteriosos barcos de pesca”, “e as noites de lua cheia”, “roubadas, profanadas”, a guitarra de Vasco Vaz descarrega a distorção, revela-se o teclado, “Vamos em frente, olho por olho, dente por dente”, aumenta a progressão, “Ó Capitão”, “mas tudo tem um fim e o fim chegou”, mas ninguém acredita. A guitarra reduz a melodia num solo magistral, “o Capitão foi condenado”, “morte”, as notas do teclado relembram a melodia de exaltação de uma pátria invisível. O canto do Canibal pretende levar consigo as nossas almas, “ecos malditos do Capitão”, a toada: “Vamos em frente, olho por olho, dente por dente”, seguimos o homem que nos chama ratos? Seguimos? O Canibal, levanta o braço direito, deixa-o em suspenso, e deixa a mão morta pender de um lado para o outro da canção. Coro: “Vamos em frente, olho por olho, dente por dente”, solo de Vasco, cinético, a ordem: “Levanta o braço e canta sem sorrir”, levanta-o e luta pela mão morta. A bateria dá início à segunda canção dos Mão Morta, de Braga, baixo, a guitarra procria a distorção como um bem comum. “Ruínas das igrejas jezuitas”, blasfemo queimem-no na fogueira, “e segue sempre em frente”, “carruagens”, “aí”, “mete pela rua”, “aqueles redondos”, “cafezinho com esplanada”, o pormenor: “Onde servem café de saco”. O agente Canibal narra com os tomates a substituir as amígdalas: “Contorna o lago dos cisnes”, “até chegar”, “aí”, “vira à direita”; “pela rua que passa nas piscinas”, “um centro comercial”, que é o “maior da Europa”, “complexo desportivo no fim do qual encontra a maternidade”, a guitarra de Vaz é um tempero tóxico exalado por veículos bêbados de gasolina. Eco. Mão Morta pontuam-na com uma ligeira variação para resgatar à dolência venenosa: “E o sonho é deserto”, o ritmo aumenta: “O tempo não espera”, aumenta a altura, “mim”, bate o bombo. A canção ressuscita quando nos engloba na equação maldita: “Por mim, por nós, por vós”, a guitarra revela-se metaleira, voz cresce em distorção: “Por ninguém” , “por”, distorção, “infinito”, vómito. O teclado é uma harpa de brincar, baixo, bateria introduz um ritmo de fábrica onde as máquinas são de matéria humana, mecânicos dos nossos próprios corpos, Canibal num solilóquio evocando uma demência assaz peculiar, abocanha cada palavra: “Tu disseste”, “eu disse”, “o que nos vem”, “eu disse”, “falei”, “um dia fiquei sem nada”, emerge a harpa dedilhada pelo pianista esquelético: “Eu disse para que é que isso interessa?”, “tu disseste: Nada”. Mão Morta progride acompanhando a toda infantil do pianista, que introduz um sampler de uma sitar, mamada, snifada. “Procuro o sonho da vida”, a epopeia: “Escrevo paginas e páginas, depois esqueço tudo”, a mecânica da fábrica continua a produzir cadáveres coupé, a “alastrar” pela A1, “a anarquia continua no mesmo sítio, não se passa nada” , “a anarquia toma conta de ti”, “nada”, solo de cal de Vaz, sobre a progressão rítmica: “Nada”. Quinto tema: Ritmo lento, teclado insere a melodia a partir da qual a banda progride, 2x2, o pedido formal educado sofrimento: “Alguém me faça um bico”, o noise é contido, solo-Vaz, “mortos vivos”, noise, “ressequidas”, sob a carga distorcida: aumenta o ritmo: “Alguém me faça um bico”. Sexta canção: As colunas de som começam a dar de si, o pianista segura uma guitarra e junta-se às outras duas, prometem uma descarga de adrenalina, surge a primeira rajada distorcida, “ÓOOOOOOODIO” , “OOOOOOOO”, distorção, “o teu esqueleto ciumento”, “ÓOOOOOOOODIOOO”, solo da guitarra de Manuel Pedro, as guitarras impõe uma tensão contida, entre um punhal e uma floresta. “A colecção de animais embalsamados”, “eu estilo ódio”, “ÓOOOOOODIO”, olha para as suas mãos: “De bruxo” : “E a obscenidade dos seus animais embalsamados”, “estilo ÓDIO”, “ÓOODIO”, distorção rápida e acelerada, “ÓDIO”, “estilo ódio”, “OOOOOOOO”, “estilo”, “OOOOOOODIO”, “ODEIO-TE”, “sonâmbula”, “ÓDIO, OOOOOODIO”, “ODEIO-TE”, “morta nasça as paredes”, “OOOOOOOOOOOOOOOOOOOODIO”, “ÓDIO”, “ODEIO-TE”, “maldita”, a partir de “sagrada” há uma crescente progressão: “OOOOOOOOOOOOOOOOOOO”, “ESTILO ÓDIO”, o ritmo é mais curto e rápido, “ÓDIO”, a final progressão noise incidental poderia ter sido épica: “ÓDIO”. “Boa noite Coimbra, mais uma vez. Gosto de pessoas bem comportadas. Tenho horror a pessoas mal comportadas. Demos uma vista de olhos por alguns temas da nossa história”. A massa sonora das guitarras a debitarem em paralelo transportam a melodia para as cinzas dos mortos que repousam onde as fadas são anjos malditos, “prostituem”, instala-se o noise-rock, “jamais”, ele nos deixara segui-lo, “escondidos entre a massa da sala”, a voz retira os testículos das gengivas e coloca duas vaginas: “Mulher nascida dos ratos”, a munição das guitarras parece granadas, sobrevoam o ritmo compassado de marcha militar contra os portugueses. Voz de Canibal: “Visitas-me AARRRGG”, progressão, “mulheres que eles amaram”, Vaz-solo segura toda a lógica discursiva num punhado de notas, “sempre caídos”, “os denominar”, “Aí, escondidos”, com a Mão Morta a rejeitar o feto numa sequência sintética de tão genial. Palmas. “Sobre o próximo tema vou contar uma história. É um tema sobre o meio das artes plásticas, que é um meio muito asséptico. Há muitos anos, ando a pensar em escrever algo sobre esse meio. Havia uma banda berlinense industrial, que tinha um tema passado numa galeria de paredes brancas, com uma gota de sangue deixada cair por uma visitante. Depois de perceber a letra da canção. Um ano ou ano e meio depois conseguimos chegar a essa ponta”. “Fazer de morto”, noise-pop, com o ritmo a pender para o lado do segundo,  “escorria pela cara”, “quadros abstractos”, “a morte não é mais do que uma predisposição”, o absurdo: “Pra fazer de morto basta no chão”, o Hamond dá-lhe um súbito alento histórico, “mais tarde quando vagueamos em passeio”, “o seu corpo forma nas minhas mãos”, e mostra as garras de Canibal, para distrair: “Prá fazer de morto basta só no chão”, coro: “Meu irmão”, Canibal: “Esticas o corpo, estendes o corpo”, aumenta o ritmo, hiatus progressivo, o solo penetra-a: “AAAAAAAAAAA”.  “O demorado é Vasco Vaz”, que imprime os acordes que guia a canção pop, “Só à espera de te ver”, pausa, “é mais fácil antever a chegada de um tufão”, sob esta estrofe a guitarra repete os acordes do refrão, “estival”, “amor sem arnês”, e os “novelos de paixão”. “E agora o nosso cenário, eixo Europeu, é fácil culpa-lo pela nossa situação desbragada. Chamando-lhe a divida soberana. A dívida alguma vez foi soberana? A dívida privada é soberana? Soberana? Soberana?”.  A distorção é incutida como um vaso sanguíneo, mas o tempo é em contra ciclo, “pelo matagal”, “de quando em vez”, “rasgado”, as actrizes: “Feliz de janelas a iluminar prostitutas”, que vendem: “Carícias obscenas”, “peluche”, “escapada”, descarga dos Mão Morta, “cuspindo fogo”, “com as suas mãos pequenas”, noise-metal, “ouve-se a rádio a anunciar”: “Que faço eu aqui com as mãos manchadas de sangue?”, Canibal coloca as mãos à sua frente, o pingar do fluido é originário de um cadáver baptizado de Portugal. A guitarra de Vaz, impõe a distorção como centralidade, “mexer no que me dá”, “gritos”, “fustigam folhas do Outono”, Vaz-solo-progressivo, “no ar”, “esplanada”, “turma que passa”, “puberdade”, “rapariga”, “descubro Toulouse Lautrec”. “Paris”, solo-metal, “cortei-me”, “parei”, “amor eterno”. “O próximo tema chama-se ´Teoria da Conspiração`. Sabem o que é a incerteza da verdade? Da manipulação da informação governamental? Dos jornais que os vossos amigos leram? Nas redes? E sabem que tudo isso é contraditório? Já que tudo é uma teoria da conspiração”.   O ritmo é de 2x2 mas os acordes reportam-na ligeiramente para o rock and billy, a guitarra de Vasco Vaz quando se aproxima dos monitores, os acordes distorcidos ouvem-se embrulhados numa frequência que os inibe de se exporem totalmente. Décimo terceiro tema: A guitarra é munida da distorção de Manuel Pedro, e dissemina-se pela “cidade”, “de fantasia”, “contra gritos”, pausa mas mantêm o feedback estático, distorção, “moderação”, “alma”, o Canibal devora o microfone, ouvem as tripas a contorcerem-se e remexerem-se: “OOOOOOOOOOOOOOOOO”, os Mão Morta respondem-lhe com uma electricidade limitada pelas colunas meramente académicas. Décimo quarto tema, as guitarras na frequência aguda, com o impulso da bateria aumentam o ritmo e a altura: “E se depois?”, “o Zequinha morrer?”, “e se depois?”, “perseguir”, “e se depois o Zequinha morrer”, solos das guitarras em paralelo evidenciam angústia, a bateria aumenta o ritmo, e passamos para o lado do speed-rock, o Canibal dança, pausa, bateria + solos agudos, crescendo: “AUAU”, “e se depois?”, coro: “E se depois?”, Canibal: “E se depois?”, “e se depois?”, “e se depois?”, “depoisdepoisdepoisdepoisdepois”. “1º de Novembro”, coro: “Lálálálálálálálálálálálálá”, punk-rock, “horizonte”, duas guitarras sustentam a distorção, “solidão, saudade”, a de Vaz introduz acordes funky, próximos de Prince. Coro: “Solidão”, Canibal: “Saudade”, coro: “Saudade”, Canibal: “Romagens”: “OOOOOOOO”, Canibal, coloca-se no lado esquerdo do palco, levanta o fio do microfone e traduz o português para árabe, entra em palco uma dançarina do ventre vestida de sedas pretas, traz o perfume dos desertos onde as miragens representam o futuro do peregrino. “Obrigado, Coimbra, parece que estão a sofrer terrivelmente com o som. Parece que o sistema não aguenta. Pediram-nos encarecidamente para deixar alguma coisa do P.A”. Bateria, rock, “para nos endividar, para esconder a pobreza real”, os bancos, “são as tetas da alienação”, solo sobre a massa sonora, 2x2, “o trabalho”, “morrer”, “e se formos a ver não têm nada a esconder”, “tenho que sobreviver”, “não se chama viver”, “ciclo infernal”, os bancos e o Estado: “São as tetas desta nossa alienação!”. O último tema segue a conduta do anterior, “E Vamos Fugir?”, Vasco Vaz é sinónimo de condução, “um labirinto”, speed-rock, “mediáticos”, a verdade: “A realidade não existe”, e a certeza de que não há escapatória para Portugal: “Tive uma ideia, vamos fugir?”, Mão Morta salienta a distorção: “A televisão transmite as ordens!”, a certeza de que Portugal é a terra do nunca: “Tive uma ideia, vamos fugir?”, “top models”, “prémio Nobel”, é o “maior dealer”, o grito: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”, distorção e um ritmo de metal, vil, que nos transporta para o nunca onde as formigas são as cigarras.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelux in Motion, Mão Morta, 6 de Outubro, Teatro Académico Gil Vicente @ Coimbra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2834702035248855710?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2834702035248855710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2834702035248855710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/10/psicanalise-dos-contos-de-fada.html' title='Psicanálise dos Contos de Fadas'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4867292383163939703</id><published>2011-10-02T09:23:00.001-07:00</published><updated>2011-10-09T12:10:16.067-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7cGCfnzkSqs/TpHxkxDv2GI/AAAAAAAAD2k/QdpHm3gILus/s1600/TiguanaBiblesStates06October2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7cGCfnzkSqs/TpHxkxDv2GI/AAAAAAAAD2k/QdpHm3gILus/s400/TiguanaBiblesStates06October2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661571820528064610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4867292383163939703?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4867292383163939703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4867292383163939703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/10/picin.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7cGCfnzkSqs/TpHxkxDv2GI/AAAAAAAAD2k/QdpHm3gILus/s72-c/TiguanaBiblesStates06October2011.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2557262303408222459</id><published>2011-10-01T10:27:00.000-07:00</published><updated>2011-10-02T17:11:18.969-07:00</updated><title type='text'>Cunt Rock</title><content type='html'>O Ovni é uma entidade criada por extraterrestres. “This firts song is ´Against the Law`, don`t be scare”. A melodia é um diabo à solta vestido de saia, “crashing my bodie against the wall”, ritmo dois por dois, “I can`t wait no more”, o tempo é escasso, Bunny Lake: “Upside down”, “of life”, “out of control”, “against the law”, a tragédia cantada por um arcanjo de negro: “The way I feel about love”, o solo da guitarra contém o resumo da melodia e  a partir do qual o ritmo acelera, “your kind of life”. A “ghost of the past”. “This next song is ´Rebound`”, soneto discreto quase infantil, esquartejado pelo ritmo marcial, golpe de Estado num país desértico, com a voz de Bunny Lake a encarnar as tágides fatais imersas em lavas negras que escondem as digitais, solo semi-distorcido, “I `m falling in your life”, a fatalidade: “I can`t stop this rebound”. Palmas. “Obrigada! This next song is about”, Bunny Lake despe o casaco que escondia uma t-shirt negra de alças que a cobre até as ancas, entre as quais consta uns hot pants de lantejoula, sobre o peito a branco está a inscrição: “I`m a Cunt”. E a partir daqui o diabo abandonou a floresta onde inverna e se diverte a devorar o seu semelhante, escravo da morte. “I don`t now wich words to use”, o eterno problema “you talk too much”, com o combo de guitarras e da bateria e do baixo a predestinar a canção na estética pop-billy, é relevante o solo de Torpedo em diagonal, “I don`t now the words to use”, surf-billy, “scape”. “Playing with the Devil”, ritmo dos bombos ecoa como uma bomba pronta a explodir no rosto dos presentes in States, Coimbra, está calor. A bateria de Kalo expulsa o diabo da pop para dentro de uma massa libidinosa, rock and roll. Bunny Lake levanta os braços acima da cintura, move-os paralelamente e simetricamente como uma boneca alimentada a luz lunar, as luzes multiplicam-na como um arco-íris filtrado por um diamante, o psicadelismo surge como figura de estilo, as responsáveis são as guitarras a disparar acordes paralelamente. “This next song is call ´One Way`”, a bateria carrega com o seu pendor hair heavy metal, as guitarras em suspensão, “Their`s one way to get me”, a percepção da saudade pertencente à não-inscrição: “You have to kill your sadness”, “around my soul”, há um feedback que se mantém estático no ar, “tender”, dois por dois, pausa, o feedback prolonga-se estaticamente a dominar a canção para a dinamizar, “heart to folow, I `ll reach your sorrow”, “please stay”, “please”. Tiguana Bibles atiram-se à canção tais cães de crómio, “everything is going to be allwright”, a bateria é de um potencia animalesca, rock, solo, bateria, voz: solos das guitarras em paralelo, “I”, bateria, solos, “all the time”, “please stay”, as guitarras carregam na velocidade, “I want”. Ovação. Slow, tremelim de fantasia, o refrão: “Meu amorr”, “don`t tell me how do I feel”, “meu amor”, “I`m swimming in your see”, a sua voz substitui o tremelim electrónico: “OOOOOOO”, as guitarras libertam-na do sofrimento, “loving you”, falseto: “OOOOO”. “Thank you Jimmy, who bring me roses! Before the concert! I never get flowers in this country! I didn`t even now if there is flowers in this country! I now you have spiders! But flowers! Thank you very much Jimmy!”. “Let´s make a deal put me out of misery”, “you have to find my angel”, as raízes do rock billy sobressaem na carne dos Tiguana Bibles, como uma serpente daninha, solo encarregado por Victor Torpedo, “now the stars are falling, I want to kiss you darling”, impregnado peloo tremelim electro do músico com o cabelo a encobrir-lhe o rosto, Agusto Cardoso de seu nome, e o baixo do Pedro Serra, sobressai. Bunny Lake, dança ao som da sua banda de bandidos encobridos pela noite, os acordes de Torpedo ocupam o espaço deixado vago pelo baixo: “Break the wall”, o refrão é magnânime: “We are explosions”, levanta os braços cobertos por luvas negras. A marcha fúnebre que se segue, “is about”, “I`m so happy to be”, “I want to be alone”, “from me and my house”, o dois por dois é tão lento, sobre o qual a banda equaciona uma progressão decadente. “My bass player wish he was a lady”, a ironia da musa. A abteria de Kalo dá o seu pulsar violento, guitarras, solo, “close your eyes”, speed-billy, “you can see”, “I`m special”, “soul”, guitarras paralelas, “inside my soul”, solo-Torpedo, solo da guitarra de Augusto Cardoso. Bunny Lake abandona o palco, dança, e canta junto ao público despe os saltos altos, “soul”, “come inside my soul” sobe à missula: “Love come inside my soul”. Dispara sobre Torpedo: “This guy plays the guitar and party! One more new, we like to experiment in people we trust”. A lírica: “I want to tell you, you  are crazy to cry”, o vómito: “I`m sick of the world”, “of gold”, a bacteria corrosiva é a bateria que arrebenta como artilharia pesada, a intromissão do teclado fantasma adensa a melodia oferecendo-lhe a metáfora retro, “I`m gona to tell you”, o vómito: “I`m sick of the world”, “soul”, o ritmo aumenta, assim como a altura, “crazy”, teclado-baixo-bateria submergem a canção na enunciação. A confissão: “Just to see I was very scare for today. This is our last song”. “Surrender”, é apresentado através de um paladar épico, dramático: Bunny Lake de joelhos: “You push your hands”, “surrender”, bateria, “in you lips”, esquizofrenia, “surrender”, é o cunt rock fílmico, alteram o ritmo, “heart”, o teclado é o agente secreto, “heart”, “from your heart”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Loving Memory Of…, Tiguana Bibles, 29 de Setembro, States @ Coimbra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2557262303408222459?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2557262303408222459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2557262303408222459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/10/cunt-rock.html' title='Cunt Rock'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4070110053836077198</id><published>2011-08-14T16:16:00.001-07:00</published><updated>2011-08-16T17:01:46.938-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tRTwuPdZNMc/TksE43yaDcI/AAAAAAAAD2c/dqkj9WBjBDs/s1600/gnromantabattalha%252112-08-2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-tRTwuPdZNMc/TksE43yaDcI/AAAAAAAAD2c/dqkj9WBjBDs/s400/gnromantabattalha%252112-08-2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641608333306236354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4070110053836077198?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4070110053836077198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4070110053836077198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/08/picin.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tRTwuPdZNMc/TksE43yaDcI/AAAAAAAAD2c/dqkj9WBjBDs/s72-c/gnromantabattalha%252112-08-2011.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6027389230505709615</id><published>2011-08-13T14:38:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T16:21:34.469-07:00</updated><title type='text'>Piloto Automático</title><content type='html'>Noite húmida cobre a Batalha de Aljuz Barrota, há muitas padeiras e imigrantes, jovens e velhos, postos de venda de cerveja. O palco está instalado junto ao Mosteiro da Batalha, os batalhenses ficam inertes ao apelo do ritmo prog-rock-electro que infecta o pop-fado de “Sete Naves”, surgem Rui Reininho, Tóli César Machado, Jorge Romão com mais três irmãos sanguinários. Rui Reininho (Rei): “Vejo destroços de metal a flutuar”, “provavelmente o Tejo”, “sinos, sinetas ao acordar”, o “ritmo” é mecânico e circular, “paro de martelar”, solo da guitarra, “vejo estas veias estalando”, “artéria por estalar”, levanta os braços, “diáfanos por envenenar”, “vejo isto”, “outro ritmo”, “pára de martelar”, a música continua a contrariar a narrativa do Rei, as luzes negras e brancas acompanham a sincope: “As naves que eu construo aguentam a violência de um beijo mas nunca a do mar”. “Fode”, o sangue começa a estalar, “elas vêm-se, volteiam-se devagar”, o Rei encarna Bruce Lee e dança, “OOOO”, “AGORA”, e pede ao povo que se venha, levanta o braço direito para os acordar: “AAAAA”, solo da guitarra a mimetizar os acordes do refrão, “as naves que eu construo não são feitas para navegar”, pausa, “nunca a do mar”, “ar”, “vêm-se”, “vêm-se”, “voltam-se devagar”, “beijoo”, solo-guitarra, “nem a do mar”, “AIAIA BOM”, “AIAIAI BOM”. O Rei dirige-se aos súbditos: “E a Batalha está ganha! Ainda agora começou!”, não é ironia, a declaração de guerra é sincera. Assim o demonstra, “Sexta-feira (um seu criado)”, a canção rock and roll, que se prostitui “em Albufeira”, “para acabar”, “era tal a bebedeira”, “ninguém sabia onde era o mar”, “beija-me”. “Já é Domingo na Suécia, Cascais, Funchal”, “a policia”, “bem contra o mal”, “falta a tua confissão”, com a canção muito próxima do original, “amei”, “já não dou com o Dj”, solo da guitarra substancialmente prolongado e distorcido, “falta a tua confissão”, “beija mão”, “de quem gostei”, “dó”, “já não há, já não dou”, “nem pró Dj”, com o Rei perdido na Batalha. “Obrigado meninos, meninas, senhoras. ´Efectivamente` foi estreada aqui no tempo do Mestre de Aviz”. A canção redefiniu a pop, o ritmo é por si só de uma circularidade lúdica, subtil, com paredes rupestres com “pássaros estúpidos a esvoaçar”, o tédio do “riso das crianças dos outros”, o refrão é assertivo: “Efectivamente”, coro: “Lalalalalala”, “sem moralizar”, dois por dois, “engatar”, a guitarra insurge-se para lhe dar progressão, “controlar”. “Efectivamente”, “sem sincronizar”, a guitarra emerge mas desta vez complica, o teclado não resolve a questão, “sem moralizar”, “m-o-r-a-l-i-z-a-r”, coro: “LAAALALALA”. “Pois é, esta época passada foi uma série de títulos que ganhamos. Primeiro lugar desde 96! Obrigado! A nossa reciprocidade”.  A música é um tónico tropical, um fluído que suporta o Rei: “Qualquer escravo era feliz”, “vender macacos do nariz”. A perspectiva sobre a mudança de paternidade: “O papa agora faz de mama” e “a mama tem mais cabedal que o papa”, “o futuro nas televisões”. “AAHH os bebés vinham todos de Paris”. “AAAH os bebés eram todos para meter no nariz”, blues-pop, “a mama vive tão longe do papa e os bebés ganham mais que os papas”. “O papa tem mais paciência que o Papa”, eco: “OOOOO”: “Vai Batalha agora tu!”. “A próxima canção é fantástica, porque começa no princípio e acaba no fim”, é o slow noctívago-pop de “Morte ao Sol”, “felizmente a noite sai”, solo-guitarra, “este lugar”, solo-guitarra-fm. “Metamorfoses de horror”, quem o determina paradoxalmente é o Rei sol: “Vão demorar?”. “Estou contente se a luz se esvai”, “revela cierta”, “rouca voz”, o vento sopra bolhas de sabão, “meu amor”, “directa sim”, “declaro morte ao sol”. “Directa não”, “morte ao sol”, progressão, o solo da guitarra substitui na íntegra o da gaita-de-foles de Paulo Marinho no original. “´Bellevue`, vous parlez fancais? ´Une Valse a Mille Temps`”, a referência ao universo do belga Jacques Brel, ganha corpo na progressão dos acordes e no ritmo compassado, que é Porto travestido de Paris. A narrativa é de papel químico de um policial, imerso num sufoco, o telefonema: “Leve, levemente como quem chama por mim”, que lhe permite ter uma “ideia brilhante que cintila no escuro”, a acção: “E subo a mão”, a guitarra percorre o refrão, “diamantes”, “salto à janela”, “coração”. “Bellevue”, “rendez-vous”, o ritmo acelera, “último estertor”, “cruel”, o local do crime: “Cama de dossel”, o detective põe-na à prova, ”experimento o colchão”, “solidão”, o baixo encorpado de Jorge Romão. “Rendez-vous”, “lá no jardim”, “confia em mim”, pausa, os teclados aumentam a tensão, quando o Rei assobia no microfone, a guitarra de Tóli César Machado sobressai.  “Stop”, a revelação do autor do crime: “Sabem que me escondo na Bellevue”, alegre ma non tropo, decadente, “os meus amigos no fundo do jardim”, “ninguém confia em mim”, o alçapão: “Era só para brincar ao cinema negro”, as provas: “Os corpos no lago de jovens no desemprego”. “Atrás de mim a História, à minha frente o futuro”, quando o Rei disse: “atrás”, colocou os braços em direcção ao Mosteiro, quando referiu: “futuro”, para à frente. “É pena a Assembleia [da República] não estar aberta. Tenho um jeito para estas coisas. Então e o meu chá?”. O funk-pop de “Rei do Roque”, a narrativa beat: “numa selva sem leões”, “Rei da Rádio dá-me a voz”, “Rei da pop compõe por nós”, “Rei do Rock morreu por nós”, a síncope instala-se, “evidentes orações”, electro-pop-rock. “Isto é Oeste? Vamos lá ver isto. A ver se não me engano nas vogais”. A música que se segue é um slow movido a gás, ecológico-pop, o naturalismo da “casca de carvalho”, “a agulha no cabelo”, o refrão desconcertante: “Unika a pagar o gás”, teclado de Tóli, “um crucifixo, as mãos, os dentes de desejo”, “si lui trouvez”. “Unika a dar gás”, “a rainha das marés”. O hino ao ópio, com uma introdução hindu, urdida enrolada e fumada pelos Beatles: “Ana Lee, meu lotus azul, ópio do povo”, “Ana Lee”, a melodia é Trópico de Capricórnio, “num Lotus azul, nada de novo?”, “Bragil”, “jasmim”, “e a ouvir-se”, “num país onde fumam as cigarras”, sobressai a bateria, “tigre de papel”. “Lotus azul”, “poente dourado”, solo-hard-rock da guitarra, aceleram o ritmo. “Ana Lee”, “jaguar perfumado”, “tigre de papel”. “Vamos fazer uma estreia mundial”, ri. “Esta é para os Bombeiros….”, levanta os braços , “Que são os Bombeiros!”, palmas do povo. “Voos Domésticos”, o original que dá nome ao um best of reescrito, produzido por Flack. Uma melodia slow-pop-kitsch, que poderia ter constado no “Retropolitana”, domínio dos teclados, “o que faço aqui?”, “e então se tropeça-se”, “em mim”, “olha a turbulência é da tua ausência”, “adivinha”, “algures na cozinha, soa a campainha”, é o Rei, “num gesto de avareza só pago a sobremesa”. Avisa: “Olha a turbulência é da tua ausência”, é “a torre de control”, “adivinha quem sou?”, a densidade psicotrópica é densa, com os teclados entre o universo pop-prog, a guitarra a assumir-se como o interlocutor do Rei. “Escuta a turbulência é da tua ausência”, “fantasia de lençol”, o psicodrama: ”adivinha quem sou?”. “´Voos Domésticos` à venda em todas as casas da especialidade, que são poucas, são mais os piratas”. Do ar? “Asas”, a pop-cinética de veludo, andamento de meio tempo, letra onírica: “Servem pra voar”, “pra sonhar”, “espreitar”, “não te esquecer”, o Rei voa, “por combater”, “tentar não te esquecer”, “no alto do ar”, “se quiseres pousar a paixão que te roer”, “é um amor que vês nascer”, o solo semi-distorcido circular resume a melodia. “Estão a ver isto”, o Rei aponta para um copo que contém: “Mesmo chá!!”, Tóli  César Machado desloca-se da direita para o centro do palco, recorre do microfone do Rei: “Toma lá do meu!” e estende-lhe o seu copo. O Rei enólogo chega à conclusão: “Ah! Isto sim é chá da marca do Jorge Palma! Um grande herói!”, riso do povo. “A Pronúncia do Norte”. “Um dos melhores compositores vivos: Tóli Cesar Machado”. A ironia rock de “Cais”, não é totalmente aplicada, o ritmo é substancialmente mais lento comparativamente com o original, e nem se assemelha com a versão que roda na TV, internet e na rádio pirata. “Se ondas vêem chatear”, a lírica é premonitória: “E quando a maré negra chegar?”, “crude limpar”, “imenso sais”, “sereias sensuais”. O narrador volta à terra: “Se o pescado morre ao largo”, “vai ver se há ainda lodo no cais”. “Voltas ao cais”, a canção diminui o ritmo e instala-se um ritmo marcial, próximo do break beat, “sensuais”. “Imagino o Carlos do Carmo no Allgarve com as bifas em topless a cantar: ´I've Got You Under My Skin`”. “Espelho Meu”, “Porto 1980”, os acordes disparados pela guitarra em delay coloca-a no pedestal do psicadélico, as luzes brancas incendeiam o espaço como se fossem bolas de espelhos, a banda joga em bloco, vibrante pulsão agressiva, fantástica: “Perguntem ao meu espelho”, a banda faz uma pausa, e Tóli Cesar Machado encerra a canção com acordes rítmicos, genial. Qualquer imigrante emociona-se com “Dunas” poluídas. “Sem reflectir”, “velho habito”, “a lado”, “ficar quieto”, “senti-la a vibrar”: “Ah! Lá vem ela”, “a relva cresce”, “um peito assim, ai”, “sabendo que é boa”. A demência: “AIAIAIAIAIAIAIA”, denso fílmico, “acabar de jantar”, “não pedia para ficar”, fica “sabendo que é bela”, “interesse”, “talvez assim”, “linda”, o teclado liberta-a da tensão nada característica da bossa nova: “PoPoPopLess”, o solo da guitarra distorcido, funciona como se fosse o coro da Antiga Grécia. O rei encarna o Axel Rose, “lá vem ela”, “mexe”, “AIAIAIAIAI”: “PoppopLess”, eco, “PoppopLess”, eco “PopopLess”, eco. “A próxima musica é mesmo em espanhoel: ´Sangue Oculto`”, o solo da guitarra que inicia a canção é menos linear que o original, a banda é uma máquina de rock and roll, finalizada com um desafio anti-touradas: “Se puderem mostrem compaixão pelos animais, não se arrependem!”. Encore. “Nós vivemos disto e para isto!” Blues-pop de “Burro em Pé”: “Se foi só para nos ver”, “mais vale me calar”, “tira o cabelo da boca”, “esse piercing no umbigo fica-te mesmo a matar”, o fraseado de música clássica, retira-a da mediocridade, a guitarra solo mimetiza os acordes dos teclados, “IONHK”. O Rei explica: “O burro é um dos animais mais inteligentes que há!”. “Há um bicho novo para limpar”, popopop, com refrão: “Vaisouvirever”, “mais vale nunca mais crescer”, poprock, “cérebro em fuga”, coro: “Mais vale nada”, “crescer”, “mais vale nada”. Seguido de um tufão soul-pop-tropical que aquece o “Inferno”, com os devidos aditivos ao romantismo latino-americano. “GNR, trinta anos venham mais Trinta!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voos Domésticos, GNR, 12 de Agosto, Festas da Batalha @ Batalha&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6027389230505709615?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6027389230505709615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6027389230505709615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/08/textin.html' title='Piloto Automático'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6956326492242935278</id><published>2011-06-11T07:38:00.001-07:00</published><updated>2011-06-14T18:19:35.449-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S034idiLl8U/TfgIlb9OChI/AAAAAAAAD2I/OWYWg6yRXnM/s1600/MyaraAndradecasinofigueiraRomanta09-06-2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-S034idiLl8U/TfgIlb9OChI/AAAAAAAAD2I/OWYWg6yRXnM/s400/MyaraAndradecasinofigueiraRomanta09-06-2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618249974397405714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6956326492242935278?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6956326492242935278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6956326492242935278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/06/picin.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-S034idiLl8U/TfgIlb9OChI/AAAAAAAAD2I/OWYWg6yRXnM/s72-c/MyaraAndradecasinofigueiraRomanta09-06-2011.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-5422124717863478972</id><published>2011-06-10T14:22:00.001-07:00</published><updated>2011-06-11T15:45:25.195-07:00</updated><title type='text'>Cabo Verde</title><content type='html'>Ilha isolada pelas margens do mar é o centro de beleza chama-se: Mayra Andrade e é fruto maduro. A bossa nova é pejada por uma tonalidade africana, a bateria a proporcionar um início perfeito a que se junta o contrabaixo, surge Maya Andrade veste de vermelho, é um vulcão ou a sua lava, ambos ao mesmo tempo. “Uma mulher”, a narradora onisciente, “uma beleza que me aconteceu”, “o seu corpo contra o seu”, “me falou que o bem é mau e o mal cruel”, pausa, guitarra acústica, “dor”, solo do contrabaixo, “quis inventar”, “natureza feliz”, “como é bom tocar um instrumento”, solo da bateria, “besteiras de menina, disse não”, a precursão é batuque de samba. Mayra Andrade irrompe pelo scat: “LelE”, “como é bom tocar”, pausa, “um instrumento”, “OoOOOo”. Segundo tema: Mayra segura um instrumento ritmico, que oferece à canção uma perspectiva infantil, o corpo da música pretende aproximar-se de um jazz tropical, o crioulo coloca-a em São Vicente, “decionario”, “magia”, “realidade de hoje em dia”, “democracia”, “pra buscar”. “Muito obrigada a todos muito contente por estar nesta sala magnifica. Nesta sala não sei… Não vou dizer de 1910. Mas pus um vestido assim”, sorri e coloca a mão sobre a anca esquerda e parece puja-lo como se fosse uma sereia a apresentar-se ao noivo na noite de núpcias. Bateria, contrabaixo, “esse milagre”, guitarra, “onde é maior”, “bandeira que tem”, em crioulo, “AlAlAlao”, “na bandeira”, “Aiooaiooai”, com repetição oral por parte do guitarrista, o solo deste prolonga-se, “bandeira”, “lha bandera”, “AioAioAioAi”. “Obrigado”. Na quarta canção, a guitarra impõe acordes curtos, que servem de métrica à letra: “deixem-me contar uma história”, “de um amor”, “tanta história para contar”, “eternidade”, embalada por um funk imposto pelo contrabaixo e pela bateria: “leliai leiliai leiliai”, “leilia oliae laie laia”, com voz grave do baterista a fazer de coro, solo do contrabaixo, “tanta história pra contar”, “filhos do Atlântico”, “Cabo Verde”, “laileilailadia”, coro “leeileiaa”, Mayra: “Lelalaielllalaei”, “leilaielaielaia”, abana as ancas enquanto dança de costas para o público sentado em cadeiras estofadas no Casino da Figueira da Foz.  As escovas da bateria impõe um ritmo lento e intimista, à quinta canção, “AA” sem microfone a criar um eco, “sonho grande, bonito cheio de luz”, “que grande cruz”, “estrela brilhante”, falseto: “EEEEE”, “venganza”, solo da guitarra em paralelo com o contrabaixo, o ritmo quase se esquiva para o silêncio, “tem um sonho”, “sonho grande”, “segura”, “grande cruz”, “venganza”, “estrela brilhante”, tensão rítmica, “abbabebe”, com a boca fechada: “Mmmmye”, boca aberta: “EeEEEEE”. Sexta canção: Bateria/baixo, progressão gradual, scat: “OOOO”, “OOOOOO”, “OOO”, “OOO”, “OOOO”.  A sétima canção começa como a anterior, o meio tempo serve de base que por vezes é reprimido por uma alegria contagiante: “Muita saudade”, a dor que não magoa mas que nos fere porque Mayra Andrade chora como uma viúva cabo-verdiana: “AIAIAIAIAI”, “AIAIAIAIA”, “OOO Byeyeye”, solo da guitarra, “fica a saudadi”, “AIAIAI”, break beat, Mayra Andrade dança como se estivesse abraçada ao seu amor. O ritmo lento mantém-se na oitava canção, a guitarra desafia esta estrutura e apresenta-se um pouco revoltada, “sem sinal”, “dispedida”, “chicotadas”, solo do contrabaixo, chora: “eieiuaaaeaaa”: “OOOOOO”: “AIAAAAAEEE”: “AAOOOOOO”, o ritmo acelera ligeiramente e o contrabaixo salpica-a de um dramatismo intenso. A guitarra acústica é substituída por uma eléctrica picola, a melodia é uma morna de alterne cantada em castelhano, “Bessame com passion”, “mira-me porque quiero alcançar tu alma”, “quiero Salir de tus braços”, “perder la calma”, “bessame com passion”, “sentimiento”, “sentimiento”, solo de guitarra, “mas puro sentimiento”, “como lo siento”, “lha sé mas bien el camino”, “el camino percorrido por la guitarra”, Mayra Andrade dança de frente para o público. “Uma salva de palmas para Pablo Milanes”, o autor da canção. “Tu nunca”, a percursão é apenas um elemento postiço, já que é o contrabaixo que acompanha a voz da diva, “tu nunca”, “corazon”, “corazon”, “nacionalidade”, palmas, bateria/guitarra, “embarca para São Tomé”, palmas, “tu nunca”, a guitarra incendeia a canção e orienta-a para o fim, com ajuda da pequena percursão que Mayra Andrade toca. O décimo primeiro tema, tem por base o djambé, e o contrabaixo, Mayra não gosta da cor amarela das luzes, “Maria Bethania, disse um dia: ´Tira-me esse amarelo de cima de mim, não sou nenhuma bananeira`”, o técnico demora a perceber a ironia da princesa de Cabo Verde, “comme si non pleuveux”, tem um coro que lhe dá uma alegria que a letra não contém, “jolie le soir”, “chaque jour”, coro: “comme si non pleuvex”, “a pris”, “Lalala”, coro: “Comme si non pleuveux”. Scat: “Lalalala”, coro: “Comme si non pleuvex”. Décimo segundo: bateria/guitarra, “I need”, “until I do”, “I `m hoping”. “I love you”, estas três palavras saídas da boca de vulcão de beleza, ganha a certeza de serem de um erotismo magico, a canção é uma versão de um tema dos Beatles, um dos mais medíocres que estes criaram: “I Want”, “I Want”, “I Want”, “I love you”, “Michele”, “The words I now”, “Michele ma belle”. Á decima terceira canção, Mayra Andrade pede uma “participação fortíssima do público”, “Oh! Senhora da magia”, palmas, “mostram cultura”, palmas, “Obé, obé, obé”, palmas, “OH! Mulher sabida”. “Carrossel”, insere-se num ritmo brasileiro, “et la vie sorrie”, a esperança é uma tontice: “dans la folie de l`espoir”, “de mon couer”, “dans le ciel”, “revê”. Mayra dança enquanto a guitarra eléctrica picola prossegue e inconscientemente lhe responde, mas Mayra não a ouve e continua a desfiar a sua tristeza: “Dans le ciel”, que não contagia o público que lhe responde com palmas e a pérola dança: “Caroussel, tourné ma vie”. O cavaquinho remete-a para Cabo Verde, assim como o creoulo, “Marinheiro”, é uma ou traz uma “melodia”, que tem “poesia”, “animal”, “melodia”, “poesia”, “balanço de mar” este verso é o espelho do ritmo da canção, “turbulento o tempo”, saudade: “OAAAAAA”, “balanço de mar”, “um tempo”, e a sequência seguinte é preenchida com solo do cavaquinho, bateria e baixo, seguram o ritmo, “brisa de mar”, “balanço de mar”, “um tempo abençoado”, “balanço de mar”, “tempo abençoado”, ritmo 2x2, scat: “AAAAAAAAAAAAAA”, “TATATAAATA” que é repetido pela bateria. Palmas. O penúltimo tema é slow em creoulo, e que tem como correspondente a “lua”, sponken word, “na boca”, canta: “lua”, “OIOIIOIOIOIOIOIO”,  “lua nova, cheia, redonda”, a guitarra eléctrica picola é dedilhada nota após nota, o solo deixa a sala em chamas que ardem como a pedra nas mãos da lava. A percursão dá sequência à morna pop, “OIOIOIOIOIOIOIO”, coro: “OIOIOIOIOIOIOIO”. A última é mais uma morna de cariz arrebatador, “nina”, “EEEE”, “menina oi”, “menina EEEE”, “vo pra casa jantar”, “sucupira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayra Andrade, 9 de Maio, Casino da Figueira @ Figueira da Foz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-5422124717863478972?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5422124717863478972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5422124717863478972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/06/textin.html' title='Cabo Verde'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1314345290603777638</id><published>2011-06-01T09:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T09:44:28.643-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OmzqV5DxHPY/TeZsWreKi0I/AAAAAAAAD18/3fm3waCYPxY/s1600/VITORUASALARTEAPARTECOIMBRAMAIOROMANTA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-OmzqV5DxHPY/TeZsWreKi0I/AAAAAAAAD18/3fm3waCYPxY/s400/VITORUASALARTEAPARTECOIMBRAMAIOROMANTA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613293122446068546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1314345290603777638?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1314345290603777638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1314345290603777638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OmzqV5DxHPY/TeZsWreKi0I/AAAAAAAAD18/3fm3waCYPxY/s72-c/VITORUASALARTEAPARTECOIMBRAMAIOROMANTA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-5199889015368297899</id><published>2011-05-31T08:52:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T15:43:52.082-07:00</updated><title type='text'>Electric Blood</title><content type='html'>Vítor Rua está a deambular pela sala Arte À Parte, numa rua contigua ao Quebra Costas, em Coimbra, afogada num silêncio soturno e nocturno Sábado. Sobe ao palco Vítor Rua, sustém uma guitarra eléctrica de oito cordas, está descalço, acaricia as cordas prolongando o som como se fossem ondas de um mar tépido à beira do Equador. Um lampejo agudo, é o inicio de uma tempestade, à qual se juntam mais agudos repetitivos, sobre estes a percursão que com as mãos Vítor Rua desfere ao longo da guitarra. O som do mar mantém-se sob os agudos, Rua segura um pente de metal coloca-o sobre as cordas e o som é o picado da agulha num vinyl velho ou início da transmissão da TV a preto e branco. Arrasta-a sobre o braço da guitarra evocando arranhões sobre o metal, usa-a como elemento de percursão pela guitarra. As mãos acalmam a demência que estava e pronunciar-se, a mão esquerda segura as cordas a direita estimula-as, ambas passam continuamente sobre o braço da guitarra. Com a ponta dos dedos sobre as cordas, esfrega-as, provocando sons díspares agudos, a mão esquerda e direita batem nos graves, a mão esquerda bate sobre os agudos. A mão esquerda segura um objecto que toca sobre a escala do braço da guitarra, o objecto funciona como percursão variando acidentalmente e incidentalmente. O pente de metal é aplicado sobre as cordas remetendo para sons incidentais e repetitivos, a estranha surdina retira-lhe ritmo e em seguida aumenta em altura, com o pente de metal a provocar sons agudos, como uma invasão de milhares de Esidore Ducasse. A percursão é semelhante à que deu início ao concerto, as mãos no corpo da guitarra aumenta gradualmente a altura e a velocidade, a mão esquerda toca nas cordas, a direita rasga-as, viola-as, rasga-as, viola-as, rasga-as, viola-as, rasga-as. Mantém-se a percursão, e a repetição de viola-as, rasga-as, viola-as, rasga-as. Anula o eco recorrendo a um dos pedais. E encaminha-se para um suave e perturbante detonar da percursão, Vítor Rua olha para a sua pedaleira e vê-se desligado da corrente eléctrica e em surdina: “Será que vai voltar o som?”. Percursão sobre as cordas da guitarra, a mão esquerda segura as cordas a direita bate nestas, proféticas marteladas sobre um crânio, insere a precursão como loop, Vítor Rua desfere um solo distorcido e agudo, a percursão desparece, solo rock and roll, anula a distorção e toca incidentalmente sobre as cordas, aumenta em altura e o ritmo, e o solo que recria aproxima-se a um flamenco com ácidos. Desaparece o eco da guitarra, e a sequencia é de uma métrica minimal, mas explicada em segundos, que insere como loop, e irrompe com um solo rock, em que as notas são dedilhadas de forma lenta mas agressiva, um potente punhal ou cruz. Ámen. Solo funk-progressivo. Vitor Rua acende a luz do seu relógio. Coloca a guitarra sobre o chão alcatifado, a métrica minimal é introduzida, mete as mãos nos pedais e corta a progressão. Com as mãos nos botões do sampler, insere sons de sirenes, como se fossem carros de choque bêbados a querer entupir o trânsito, a altura eleva-os ao grotesco da distorção. Ovação. Vítor Rua: “É irrecusavel!”. E coloca o pé direito sobre as cordas da guitarra a tentar transferir o sangue eléctrico para o interior de Vítor Rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Electric Suite, Vítor Rua, 28 de Maio, Arte À Parte @ Coimbra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-5199889015368297899?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5199889015368297899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5199889015368297899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/electric-blood.html' title='Electric Blood'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7801284240173339703</id><published>2011-05-30T09:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T09:54:26.688-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lub4Lqv7uXQ/TePLrzS7qFI/AAAAAAAAD1o/_2-fFpk0Ekw/s1600/PJHARVEYAULAMAGNAMAIO11ROMANTA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lub4Lqv7uXQ/TePLrzS7qFI/AAAAAAAAD1o/_2-fFpk0Ekw/s400/PJHARVEYAULAMAGNAMAIO11ROMANTA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612553513998198866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7801284240173339703?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7801284240173339703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7801284240173339703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/blog-post_30.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lub4Lqv7uXQ/TePLrzS7qFI/AAAAAAAAD1o/_2-fFpk0Ekw/s72-c/PJHARVEYAULAMAGNAMAIO11ROMANTA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7428126361964601078</id><published>2011-05-28T11:21:00.001-07:00</published><updated>2011-06-03T15:51:57.064-07:00</updated><title type='text'>Vanitas</title><content type='html'>A voz de Polly Jean Harvey ecoa pelos corredores da Aula Magna, uma sala pertencente à Reitoria da Universidade de Lisboa constituída por lugares sentados. PJ Harvey, veste uma túnica vermelha e nas mãos tem uma harpa, que parece uma lira, sobre a sua cabeleira negra e densa, a sua auréola recriada em penas. “Heavies stones”, harpa, voz aguda: “Big”, solo do teclado, Mick e Pj: “AAAA”, “AAAU”, a pontuação da música é entre o jogo infantil de uma criança e as labaredas de um pirómano, a guitarra insere-se, palmas dos músicos. “Can forget”, o presente: “England shakes”, “to forget”, palmas de Mick Harvey. “The Words that make you murder”, Mick e Pj: “This two are the words that murders”, “Dying”, “These are the words”. PJ: “Not explain”, coro masculino com PJ: “If I take my problems to the United Nations?” a música rodopia em redor do refrão com ritmo acelerado, a contra-posição das vozes realça um carácter teatral da música, a voz aguda ouve os homens a responder-lhe? Ela é a vítima dos outros, de nos, de vocês: os cúmplices. PJ Harvey tem a voz aguda tão aguda quando o silvo de uma bala: “Take my”, a solidariedade é para com PJ, incendeiem a alma com o seu canto. O orgão reflecte-se em “All and Everyone”, surge a harpa e a voz de PJ é masculina com ligeiros elementos timbricos femininos, o teatro de guerra é devastador: “Dead was everywere”, “it was in the”, “drinking whater”, ritmo marcial, “sun”, “death was everyone”, discursa e tange a lira: “Death was everyone”. A canção muda do tempo lento para um ritmo folk, misturada com a progressão final liderada pelo orgão de Mick Harvey. “The Big Guns Called Me Back Again”, bateria, acordes da guitarra, “to my senses”, “OOOOOOO”, “the sun”, coro: “I could go”. “Back again”, “because I hear”, “singing”, “far away, I hear the guns again”, o génio é o canto de PJ, que se eleva acima do acontecimento a apelar para a guerra ou contra esta? “Written On The Forehead”, a primeira canção que PJ Harvey abandona a harpa e passa para a guitarra acústica, blues muito próximo do universo tétrico de Nick Cave, o refrão é um chamamento: “Let it burn”. “In The Dark Places”, segue a linha da anterior, com as guitarras em distorção, “UUUUU”, coro: “Someone”, PJ: “In the fields”, “before us”, coro: “It was”, Harvey e PJ: “In the dust, in the dust”, “come”, “men”, “in the forest”, coro: “Mama”. Piano, ritmo dois por dois, “The Devil”, muito agudo: “AAAAAAAAAA”, a túnica vermelha encobre-lhe os pés, se é uma massa flutuante como uma alma não é fantasia. “Return to myself”, ritmo repetitivo, “come”, “come”, “come”, denso, pausa, e apenas prossegue o piano: “IAAAA SEEEEEE”. “The Sky Lit Up”, iniciada com distorção da guitarra, “never lies”, “this World”, PJ dedilha a guitarra eléctrica. “This skies”, “I saw the Jews”, rock de combate, “Sky my friend”, “Skieesliupuuuu”, “Skieesliupuuuuu”. “The Glorious Land”, a programação e bateria realçam uma componente de invasão, os dois pianos e a guitarra de PJ Harvey, recriam um cenário bárbaro, pop-folk, “OH! AMERICA!”, “OH! AMERICA!”, que ganha uma tonalidade pop com uma trompete samplada, símbolo da invasão americana sobre os índios, “children”. “The Last Living Rose”, rufo, a sua narrativa é a guia por entre uma paisagem naturalista mas com elementos simbólicos da Vanitas. “England”, o baterista ocupa a boca de cena do palco com um tambor, de realçar que PJ Harvey está à esquerda do público, voz infantil: “AAAAA”, “AAAAA”, “AAAAA”, “AAAAA”, a guitarra acústica de PJ, dá-lhe uma perspectiva campestre, a sua lírica passa da beleza naturalista da canção anterior para o apelo de um poeta: “Reaching from the country, that I now, England you need the taste”, a ode é para “to you England”. “Pocket Knife”, é a canção que é corrompida pela distorção, PJ Harvey dança, a métrica é curta: “Wife”, “young”, “how”, “last”, guitarras, “where is coming”, “hunting”, “runing”, “break heart, fall apart”, recebe uma ovação. “Bitter Branches”, sequencia rápida, as guitarras de Mick Harvey e de Josh Parish, associam-se propressivamente, Mick e PJ: “just get lovely”, “just get lovely”, “just get lovely”. “Goodbye”. “Bitter Branches”, a bateria, guitarra, piano, melodia-suave-pop, que se desvanece para uma melodia celta, PJ Harvey arrisca o canto lírico, em contra-ponto com a voz grave de Mick Harvey. “Down by the water”, tem um carimbo soul-pop com uma intensidade trágica: “I lost my heart, over the bridge”, “so much to me”, “just what I found”, “That blue eye girl”, “down by the water, I took the hand”, teclados, bateria, “Jesus”, “my lovely daughter, I took her home”, “little fish”, “give me back my daughter”. “C`mon Billy”, canção em que tudo é perfeito, as harmonias, o ritmo promovem uma densidade cromatica numa cadencia melódica épica quando o orgão se intromete entre os instrumentos. “Hanging In The Wire”, o coro canta com PJ Harveu estática, o ritmo é lento, “water”, a voz grave de Mick Harvey acompanha-a: “In the water”, “begun”. “The Colour of the Earth”, a voz de Mick Harvey lidera, o tambor na boca de cena, o baterista veste botas de equitação e colete, é o costume drama que os une os músicos em termos formais. A música é de protesto e em simultâneo de admiração pela beleza da natureza do Reino Unido. “Big Exit”, “UUU”, teclados, “fingers”, “OH! I MISS YOU”, “OH! I Miss YOU!”, “OH! I MISS YOU!”, guitarra distorcida, “in the corner”, “doorway”, “listening”, “London”, “London is listening?!?”, “OH! GOD I MISS YOU”. “Angelene”, “I frist”, guitarra, teclado, “I see”, “my soul”, “life”, meio tempo, “tired”, “joy”, “miles away”, “I see”, é a espiã das almas, “miles away”. “OOO”, “the faces I recall”, “creeps me”, “bring me down”, “pretending”, “I think nothing but”, sacrifício, “myself”, “I free myself from my family”, longe, “away”, eles, “never want me anyway”, “sirenes”, “sirens”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let England Shake, PJ Harvey, 26 de Maio, Aula Magna @ Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7428126361964601078?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7428126361964601078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7428126361964601078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/textin_28.html' title='Vanitas'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6408219154417386323</id><published>2011-05-27T00:08:00.001-07:00</published><updated>2011-05-29T10:57:08.750-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7bPRm98QBbU/TeKI6ongJPI/AAAAAAAAD1g/5apUBfU0YX8/s1600/TWINHSHADOWLUXPORTUGALROMANTA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7bPRm98QBbU/TeKI6ongJPI/AAAAAAAAD1g/5apUBfU0YX8/s400/TWINHSHADOWLUXPORTUGALROMANTA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612198626573952242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6408219154417386323?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6408219154417386323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6408219154417386323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/picin_27.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7bPRm98QBbU/TeKI6ongJPI/AAAAAAAAD1g/5apUBfU0YX8/s72-c/TWINHSHADOWLUXPORTUGALROMANTA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-686830511320736884</id><published>2011-05-26T07:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T15:53:52.016-07:00</updated><title type='text'>ToyBoy</title><content type='html'>Twin Shadow, é nome de partido, o cabecilha é George Lewis Jr, tem um chapéu de Féz azul e veste blazer da mesma cor. É moreno e tem um bigode que lhe dá uma adjectivação kitsh, é nesta vertente que se explora o imaginário de Twin Shadow. O ritmo da primeira música, é dois por dois, as harmonias progridem numa estrutura progressiva distorcida. George Lewis Jr, “enjoy yourself”, a canção seguinte é disco sound, a voz é imperceptível, a variação redunda num power-pop, e na recta final decai para o euro-sound. Terceira: Pet Shop Boys, tem o beat e a melodia viciante, viciada, tóxica. Loucura instala-se quando o ritmo acelera, 2X2, a progressão do teclado dedilhado por uma morena de franja, que balança o corpo insinuantemente, “Thank you very much”. Quarto: é pop de novela, apesar da psicadelia associada não se destaca em relação às anteriores. Sexta canção: pop desconstruída. Sétimo: Slow carregado de teclados que o ritmo associa aos Beatles. Oitavo: Stone Roses, voz processada, que após o inicio resvala para a progressão. “This song is call ´Castles in the snow”, uma ilha que se aproxima perdidamente dos Portishead (do primeiro álbum), após ver que a audiência fervilha por todos os poros, por dançar, imaginar uma noite mais quente parece uma utopia, o elogio: “You guys are crazy!”. Decima: power-pop que gradualmente se aproxima do rock, palmas do público que preenche a sala de concertos da majestosa Lux. Decima primeira: pop, tão kitsch que roça o mau gosto, o nome que associo pode parecer um elogio para a vasta audiência: Europe. “Thank you so much! Everyone!!! Thank you! Thank you!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forget, Twin Shadow, 25 de Maio, Lux/frágil @ Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-686830511320736884?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/686830511320736884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/686830511320736884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/textin_26.html' title='ToyBoy'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1667596909960553498</id><published>2011-05-25T11:19:00.001-07:00</published><updated>2011-05-26T09:51:49.074-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Kc4V6_eHQTg/Td6E6F3j4aI/AAAAAAAAD1Y/wDnQsJnYXrE/s1600/THENATIONALCAMPOPEQUENOMAIO11LISBOAROMANTA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Kc4V6_eHQTg/Td6E6F3j4aI/AAAAAAAAD1Y/wDnQsJnYXrE/s400/THENATIONALCAMPOPEQUENOMAIO11LISBOAROMANTA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611068319292711330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1667596909960553498?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1667596909960553498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1667596909960553498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/picin_25.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Kc4V6_eHQTg/Td6E6F3j4aI/AAAAAAAAD1Y/wDnQsJnYXrE/s72-c/THENATIONALCAMPOPEQUENOMAIO11LISBOAROMANTA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3198384941893515274</id><published>2011-05-24T20:33:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T15:56:33.779-07:00</updated><title type='text'>War</title><content type='html'>Campo Pequeno. Estão a colocar os instrumentos dos The National em palco, há um teclado à esquerda habitualmente usado por um músico que se encarregava também do violino. A surpresa é que este não surge quando The National, entram em palco, recebem em troca uma ovação tão quente quanto os quarenta graus de histérica temperatura. O ecrã que é usado como cenografia visual, apresenta uma cor roxa e a banda sonora é country, quando surge Matt Beringer a ovação pode ser caracterizada com uma loucura generalizada. “Star a War”, é de uma melancolia contida, a voz Beringer, é efectivamente doentia, “sometimes more”, “walk away now”, a banda sobrepõe-se ao narrador, “I get the money, I get funny again”, que desarmante ironia, resposta: “Walk away now”. O belo na escrita de Beringer é a dualidade, há dois narradores, que simultaneamente são interlocutores. “Sometimes more”, “walk away now”, “because you are going to strart a war”, “money”, “I get funny again”, ecrã laranja, palmas do público, finalizada com as guitarras dos gémeos Dressner em crescendo. “Thank you very much!”. “Anyone's Ghost”, 2X2, o baixo oblitera a canção e dá enfase à bateria, “didn`t want to be”, o paradoxo está disseminado na poética de Berigner, “but I don`t want any else”, melancolia é constante, “heart”, “didn`t want to be”, a negação levada ao extremo da auto punição, as guitarras dos gémeos deflagram, e transportam-na para o expoente máximo da beleza. “Secret Meeting”, o ritmo é uma valsa repleta de exuberância, “I think”, “didn`t”, delicado, “sorry I meet you”, “I have a secret meeting”, os metais (trompete/trompete de varas) adensam a melodia, a revelação: “I think this place is full of spies”, “sharks”, sangue no ecrã, o gémeo da direita: grita: “Secret place”, resposta: “Sorry I meet you”, grito: “Secret place”. A viagem guiada por Ohio, “Bloodbuzz Ohio”, a incerteza de enveredar por um discurso de novela: “I never married”, 2X2, “I have a thought about God”. “Slow How”, melancolia fúnebre, “so you”, guitarras, spoken word, “small”, metais, “I want”, metais, “to you”, guitarras, “think about you”, linha da guitarra grave, “I dream about you”, “29 years”, parece um eco que prolongam o tempo da narrativa para um sub-texto que nos fere, tanto tempo? Palmas. Progressão. “I think about you”, baixo. “Squalor Victoria”, a precursão marcial domina a canção, com o gémeo da direita no teclado. Criando uma densidade cromática densa, negra, grito: “Squalor Victoria”, grito: “Squalor Victoria”, grito: “Squalor Victoria”, funde-se o wall of sound, resgatado à história do rock and roll pelos génios-gémeos das guitarras. É a bomba que explode, o centro a partir do qual The National perpetuam-se na memória da multidão em histeria sincera como o é toda a loucura, demência, alienação, liberdade. “Thank you very much”. “Afraid Of Everyone”, as teclas inserem os acordes lentos graves e ondulantes, a voz é um contraponto não por se encontrar acima dos instrumentos, mas pelo que conta: “I`m afraid of anyone”, a vulnerabilidade característica de um escritor de romances falhados. Coros: “UUUU”, a conclusão drástica magoada mas dependente, “I don´t want this drugs to solve it”. Palmas. As guitarras em paralelo, “I `m afraid of anyone”, “With my kid in my shoulders”, “I don`t want drug to solve it”, guitarras, os metais prolongam-se em variações mínimas e solam, explosão distorcida das guitarras, que instigam o transe. “Portugal”, “Little Faith”, slow, “turn around”, “take me now”, “my mind”, “baby common”, “everything”, 2X2, distorção, “miss something”, “I miss something”. “Abel”, a certeza incerta esperança para os receptores, “God is by my side”, as guitarras dominam a melodia e invertem-na. Palmas. “All The Wine”, a divagação de um vagabundo do Ohio em Nova Iorque durante o Inverno. “Sorrow”, “find me”, “sorrow”, denso, guitarras, metais, a partilha cruel: “Sorrow is anybody”, baixo-bateria, a névoa instala-se no ecrã, mistura-se com a banda, spoken-word: “I don`t want”, trompete eleva a canção à eterna levitação da música perfeita. “Thank you so much!”. “Apartment Story”, melancolia binária, narrativa , “all by myself”, “everything”, “it`s diving”, guitarra, “so easily”, bateria, “I `m getting tired”, “tired”, “too easily”, guitarras em paralelo, pausa, a lei: “Do what ever the TV tell you”, “alright”, pop, “now”, “things allright”, Matt anda com o tripé e canta. “Conversation 16”, a progressão crepuscular percorre a canção pop-slow, “trouble”, “I want”, “anymore”, guitarras em paralelo, spoken-word: “Silver girls”, coro: “UUUU”, “I need your”, “I need more”, “I`m confident”, “be more romantic”, “more”, coro: “OOOO”. Ovação: “Obrigado”, “A new song”, “Lucky you”, “everything you get to the”, guitarra, voz, teclado, “zone”, trompete, “nothing you can do”, “you want me?”, não obtém resposta: “You want me?”, “nothing you can do”, solo exuberante da trompete a retirar a canção da melancolia tépida, distorção das guitarras, “you want me?”, no ecrã surgem cisnes. “Thanks so much”. “England”, teclado, guitarra, metais, as luzes brancas estão estáticas, “feel today”, “lost today”, “you lost”, spoken-word, palmas, “Los Angeles”, meio tempo, “everything you say”, “you must be”, a bateria insere-lhe alguma alegria: “I don`t need to go to England”, “Los Angeles”, “hot in the city”. “Fake Empire”, progressão, pausa, teclados, “in my lemonade” , “half away of a fake empire”, a poesia é irónica, “shoulder”, “fake empire”, acordes do teclado mimetizados pela banda, palmas, trompete, a progressão eleva-a ao reduto da tragédia épica. Berigner dedica aos presentes “Friends of Mine”, mas é um flop, a banda a tentar encaixar no domínio do rock repetido por milhares de outros artistas e o berreiro Berigner, piora a situação. Desculpa-se: “We almost get it! The problem was: Aararra”, grita ao microfone. “Mr. November”, a progressão perfeita conduzida pelas guitarras dos gémeos, génios. “Terrible Love”, também percorrida por uma potente progressão, “walking with spiders”, “it takes a ocean”, ovação continua. “About Today”, a pop- poética progressive, “today you where far away”, “tonight”, “ask way”, “walk away”, “tonight”, “eyes”, “I just watch”. No último tema The National abandonam a ligação à electricidade, e com duas guitarras acústicas, os metais, Berigner, canta o que os portugueses cantam, levantam os braços, ondulam, “baby cry”, “baby cry”, “to you”, “bring myself”, “cry baby cry”, “I´ll explain”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hight Violet, The National, 24 de Maio, Campo Pequeno @ Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3198384941893515274?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3198384941893515274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3198384941893515274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/textin_24.html' title='War'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-435353771722824904</id><published>2011-05-23T14:49:00.001-07:00</published><updated>2011-05-24T17:58:59.743-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cNhvc_rOFcg/TdxUTZhj5_I/AAAAAAAAD1Q/bEwNXj9trcU/s1600/AreilPinKPORTOROMANTAPORTUGAL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-cNhvc_rOFcg/TdxUTZhj5_I/AAAAAAAAD1Q/bEwNXj9trcU/s400/AreilPinKPORTOROMANTAPORTUGAL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610451928042694642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-435353771722824904?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/435353771722824904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/435353771722824904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/picin.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cNhvc_rOFcg/TdxUTZhj5_I/AAAAAAAAD1Q/bEwNXj9trcU/s72-c/AreilPinKPORTOROMANTAPORTUGAL.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4443055828455561291</id><published>2011-05-22T18:56:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T20:00:14.601-07:00</updated><title type='text'>Mars Attacks</title><content type='html'>Noite quente enche o porto da Casa da Música com um número inferior de visitantes do que a noite que acolheu Nina Haguen. Passeamos pelo espaço lunar de vidros ondulantes, na Cibermúsica apenas estão os técnicos e Álvaro Costa, à espera das vinte e três horas para iniciar a sessão. Espreito pelo envidraçado para a Sala Suggia e vejo uns rapazes a tocar instrumentos ritmicos, denominados de “Drumming”, deito-me num puf, próximo da entrada da sala Suggia, e os músicos são a ser projectados no tecto. Na Sala Suggia há uma instalação: entre o público e o palco escuro está uma teia transparente que tapa o palco de onde emana uma música distorcida progressiva, para abrirmos as portas da percepção. Ergue-se o pano e encontram-se objectos dispares em palco, à esquerda uma tenda, à direita um escadote onde se encontra um teclado, ao centro a mesa de misturas. As canções foram sujeitas a uma perpectiva de Club, o Dj veste tshirt preta, é parcialmente careca e barbudo, baixo e magro. A estrutura das músicas é o beat, que faz levantar um casal de teenagers, que lideram os que se encontram atrás a dançar. Matthew Herbert saltita consoante os beats, que insere ou os acordes acrescidos do respectivo ritmo, sobe à escada e tecla, porém a sua noção de teatralidade esgota-se no seu movimento corporal e na sequencia da encenação. O resto é o seu natural virtuosismo que por ser genial e se apresentar de uma forma substancialmente exibicionista, obriga-me a levantar-me e procurar companhia no Bar contiguo à Sala 2, o mais belo dos que abastece a Casa da Música, mas não se encontram estrelas pop. Super-Bock. Sala 2, Laurel Halo tocou quarenta minutos que tive oportunidade de não presenciar, espreito pelo vidro curvo e Herbet ainda está a subir e a descer a escada. Na Suggia o trance está instalado e consequentemente o público passou de dois a dançar entre o palco e as cadeiras para uma multidão, Herbert segura numa bandeira onde está inscrito: “The End”, sorri, e recebe uma ovação que o coroa de Jaques Tatti do Club? Os quatro músicos que acompanham Ariel Pink estão a fazer o sound-sheck, há dois teclados, baixo, bateria, e ao centro uma mesa que Ariel Pink usa para processar a voz. Primeiro tema: meio tempo, dois teclados, baixo, bateria, voz, é por esta ordem que se apresentam: “sometimes”, desloca-se com o tripé. Ariel Pink tem na cabeça uma touca laranja, e os óculos escuros encobrem o olhar do génio californiano. “Sometimes”. “EI”.  Segunda canção: duas guitarras, baixo, bateria, harmonias vocais proximas dos Beach Boys, a voz processada de Ariel: “for you”, num falseto agudo. Solo da guitarra, pop solar, california dreaming, “for you”, belo/quente, “no more”, falseto do coro: “for you”. “OH PORTO”, ouve-se da boca de Ariel como um cântico clubista, ironia. “Bright Lit Blue Skies”, o single que decorrere de “Before Today”, oitavo album de originais, é pop singela, clássica, mas espartilhada por uma emissão low fi que perpassa todo o concerto. “Blues Skies”, “AAAIAIAIIAIIAIA”, o público ocupa a parte de frente do palco, dança, “AIAIIAIAIIAIAI”. Quarto tema: “OOOOOOOOUUUU”, rock-blues, “stay”. Seguinte: instrumental: teclas: voz: “OOOO”. Quinta canção: funk com uma óbvia imersão do baixo como uma força pulsante, teclado, voz: “Mais uma cerveza por favor”, é o pedido de Ariel Pink. O sexto, mantém a metrica funk, “it`s allways the same”, por vezes Pink processa a voz para um nível inferior aos instrumentos, tornando-a imperceptivel, Ariel gesticula, já sem a touca laranja, mas com uma fita de tenista branca a segurar os cabelos louros, mantém os óculos escuros para se proteger das radiações das luzes. Há arranjos nesta canção, nomeadamente os acordes da guitarra que sugerem Prince da década de oitenta,  misturado com drogas brancas. Palmas do público. Sétima canção: Beach Boys, mas com ritmo dois por dois, pop-com-cocaina, agudos: “EEEEE”, baixo, “Oh! NO!”. Oitavo: Mantém o ritmo da anterior, que é gradualmente corrompida por uma progressão, punk-pop. Nono: o baterista mimetiza o ritmo dos Queen, “We Will Rock You”, “she at”, os teclados adocicam a canção. Dezimo: instrumental em que predomina a distorção numa clara citação aos Sonic Youth. Dezima primeira, baixo mais bateria, com a canção dividida em dois ritmos, a primeira rapida, a segunda lenta, “get on”, “put on”, sobreposição de vozes, recta final noise-rock, low fi, grita e processa a voz: eco: “AUAUUU”, psicoterapia. Dezima segunda: o baixo impõe uma métrica entre o blues e o soul, que os outros seguem, Ariel desloca-se com o tripé a cantar em silêncio. “Obrigada”, ri. Penúltimo tema: pop incongruente, low fi. Fim: Pop incidental, “AAAA”, dois por dois. Fim 2: progressão pop, “AAEEAEAEAEEAOOOO”, cacofonia, piscadelica. Manicómio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clubbing= Mattew Herbert+Ariel Pink`s and Haunted Graffiti, 21 de Maio, Casa da Música@ Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4443055828455561291?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4443055828455561291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4443055828455561291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/textin_22.html' title='Mars Attacks'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2210848769855167408</id><published>2011-05-08T18:12:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T18:13:39.498-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_Dnb6nTUJ64/Tcc_vIyXL9I/AAAAAAAADvo/IS2FXO7uFbk/s1600/Suede%2540Porto%2Bin%2BPortugalmaio2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_Dnb6nTUJ64/Tcc_vIyXL9I/AAAAAAAADvo/IS2FXO7uFbk/s400/Suede%2540Porto%2Bin%2BPortugalmaio2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604518340330991570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2210848769855167408?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2210848769855167408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2210848769855167408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_Dnb6nTUJ64/Tcc_vIyXL9I/AAAAAAAADvo/IS2FXO7uFbk/s72-c/Suede%2540Porto%2Bin%2BPortugalmaio2011.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4718550344966949805</id><published>2011-05-07T15:35:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T14:14:02.144-07:00</updated><title type='text'>Metal Mickey</title><content type='html'>O teclado está a impedir a entrada dos Suede no palco da Queima das Fitas do Porto, os técnicos e o músico Neil Codling estão a tentar resolver o problema, a ansiedade aumenta e a resolução parece cada vez mais distante. Às 01h 05 ouve-se uma música clássica recheada de violinos, é o sinal para que entrem: Mat Osman, Simon Gilbert, Richard Oakes, Neil Codling e por fim Brett Anderson, veste camisa cinzenta e calça preta, é alto e magro. Palmas e gritos. O bombo da bateria marca o ritmo de “She”, “UUUUUUUU”, “walk like a killer”, “killer”, a banda preenche os espaços abertos pela bateria e os Suede entram a matar, “she`s”, “SHEEE”, ritmo mortal, coro “AAAAA”, “no education”, “she`s”, “UUUUU”, Anderson rodopia, “AAAA”, “No education”, “sheeeee”, “UUUUU”, solo da guitarra progressivo mas colocado sob os outros instrumentos, “she”, Anderson balança a cabeça e marca o fim da canção, “EEEEEEE”. O estilhaço sonoro impõe-se no psico-pop de “Trash”, descarregada como fosse uma overdose de fama, “trash”, “beat”, “oOOOOOOO Maybe”, “trash”, “you and me”, “letter”, “trash me, and you”, “Doooo”, solo, apoteose. O dramatismo fílmico de uma noite por Mulholand Drive a passear com uma loura junkie, a força desta matriz é a guitarra distorcida que corrompe a épica melodia de “Filmstar”, “driven in cars tonight”, “filmstar living in cars”, uma anorexia nervosa que a leva a “change your name, change your brain”, descarga de metal da guitarra. Andreson aproxima-se do público, “imposible to say”, “play the game”, baixo gingão, mas a distorção da guitarra entrecorta-o, à qual se junta a de Neil Codling: “change your name”, “Filmstar”, “Filmstar”, “Filmstar”, coro: “yeah, yeah, yeah”, “filmstar, filmstar, filmstar”, coro: “yeah, yeah, yeah”, “filmstar, filmstar, filmstar” , “Yeah, Yeah, Yeah”, Andreson junto ao público: aplausos. “Animal Nitrate”, o hino de uma única arte marcial, ao se revelar como um astro que não sofre com a gravidade que o circunda, é a violência do adolescente que crê na imortalidade, “OOOOOOOO”, a guitarra de Richard Oakes anula a de Neil Codling, que se manteve shoegazer durante todo o concerto. “Diamond”, solo de Oakes, distorcido, violento e progressivo, que gradualmente projecta acordes circulares “OOOOOO”, “animal she was”, “animal”, “OOOOOOOO”, “animal”, “OOOO”, solo curto, “animal”, Anderson dança, aplaude, solo curto, Anderson rodopia. Solo distorcido de Oakes, bateria + baixo, guitarra, “stay home tonight”, “We are the pigs”, “fire in life”, solo da guitarra, “in my home”, “we are the pigs”, “of the fireeee”, “We are the stars of the fireeeeeeEEE”, ritmo marcial, distorção da guitarra solo, Anderson dança de costas junto à bateria, “OOOOOOO”, solo agudo prolongado, “We are the pigs”, ajoelha-se e grita: “EEEEEEEEE”, o feedback da guitarra mantêm-se ligado enquanto os outros instrumentos silenciaram-se. “By the Sea”, a balada retro-kitsch, com os teclados a sobressaírem, a guitarra sola e bateria acompanha-os, o baixo abre a canção para o espaço sideral, “she can walk any time”, guitarra-solo, “light”, “life”, “I Wot`n touch the ground”, guitarra-solo, “ground”, o ritmo da bateria perde a progressão- psicadélica e inverte para o 2X2. “She can walk any time”, “acros the sand to the see”, “a new life, I won’t touch the ground”, solo-guitarra,” “stay, goodbye”, o ritmo transfere-se para um resumo das outras duas partes da canção, corrompida por um solo crescente da guitarra, “new life”, dramático, pausa, bateria, “see”, “by the sea will bringgg”, “seee”, “brinng”, pausa, Anderson segura no microfone: “And SOOOOOOOO”, os teclados encerram a equação. “Drowners”, é revista com duas guitarras, e a pergunta perniciosa: “Do you belive in love?”, Andreson dança com o tripé, “around us”, guitarras distorcidas, a canção é transmitida gradualmente num parênteses progressivo- circular, e a voz de Andreson é continuamente aguda. “Flashboy”, é apresentado com um resumo Rock and Roll, quando o Glam desaparece das canções dos Suede, surge a redundância, mascarada por um ritmo break beat marcial, com as guitarras paralelamente a debitar os mesmos acordes, “he is a Killer”, “he`s a flashboy”, “AAAAAAAAAAA”, o ritmo aproxima-se do hard-rock, voz: “Like a killing machine”, power rock, solo, “baby”, agudos: “OOOOOOO”, “killer”, “boy”, “OOOOOO”, o ritmo acelera, solo agudo, “Lalalallalalallalalal”. “Can`t get enought”, bateria, palmas, solo agudo progressivo, aceleram, “I feel real”, dança com o tripé, “teenager”, “singing I Caaaan`t get enought”, “I feel real talking about sugar”, “AA Can`t get enough”, “like a woman, like a man”, solo da guitarra e que se sobrepõe ao refrão: “Can`t get enought”, “like a stonehenge man”, solo de notas curtas. “Everything Flow” , o slow-pop, com sintentizador de anos 80, que suporta a canção, como se fosse um dilúvio circular, constante corrente para “sky”, “Sleep away”; “Life is just a lullaby”, “AAAA”, “everything will flow”, “AAA”, solo, “lullaby”. “So young”, bateria, “beacuse you are young”, “electric mind”, “so young”, Anderson brinca com o microfone, “so young” guitarra distorcida, os teclados indica o meio tempo, “and you are”, teclado, o ritmo acelera, “so young”, a guitarra de Oakes finaliza com um solo prologando circular distorcido e corrosivo. “Metal Mickey”, Anderson salta, “shout”, “she is so”, solo metaleiro, pausa, “she is so”, “OOOOOOOOOO”, “OOOOOOOO”, “OOOOOOOOO”, Anderson olha directamente o público, abre os braços acima da cintura, o seu tronco roda da direita para a esquerda, ri. “Wild Ones”, a guitarra acustica dedilhada por Codling, insere os acordes da canção, “there`s a song playing on the radio”, “on the morning show”, a bateria retira-a da utopica e épica flutuação, “and if you stay”, “like a morning”, “stay” falseto, solo, falseto, solo, “Dj”, “shame”, “bleeding”, “on a sunny day”, “tatoo”, “AAAOO if you stay”, “Skyes”, “please stay”, meio-tempo, “chase the rainbow” , “stay”, “today”, guitarra-solo, “if you stay”, “OO if you staaaaaaay”, “OOOO if you stay”, guitarra, “wild” falseto, “today” falseto. “New Generation”, a banda emite em registo noise, com a guitarra de Oakes a ser a dissonante, Anderson canta: “A new generation rises”, “the pity”, “to find each other”, “Calling in my head!”, “can you hear them calling??”, “in my head”, “is a new generation calling”, “loosing myself to you”, guitarra dissonante, solo de Matt Osmand. “All the boys”, “in all the cities”, “to find each other”, “in my head!”, “Can you hear them calling?”, “it´s like a new generation calling”, “loosing myself to youOOOO”, solo, “YouOOOO”, solo, bateria, ritmo 2X2, métrica colectiva pefeita. “Beautiful Ones”, guitarra distorcida introduz os acordes pop, bateria, loucura no público, “the hits to the beats”, Andreson percorre a frente baixa do palco, a cantar, “time to kill”, “beautiful ones”,”sing it!”, determina Anderson: “Alalalalala”, speed, “beat”, “gasoline”, “here comes the beautiful ones”, “you don´t do it”, “you are beautiful”, “OOOAAA”, “babies going crazy”, “LALALALALALALALALALALALALA”, distorção, solo da guitarra a mimetizar a melodia do refrão, o fim é em contra- ciclo. Suede, ausentam-se pela esquerda alta, e quando regressam, o último a entrar na festa é Brett Anderson, “Saturday Night”, é tocada irrepreensivelmente, “to the river”, “Obrigado!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suede, 6 de Maio, Queima das Fitas do Porto @ Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4718550344966949805?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4718550344966949805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4718550344966949805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/05/textin.html' title='Metal Mickey'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-5770435784466081840</id><published>2011-04-20T07:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T07:27:45.994-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hTNJC2wYlZ4/Ta7tM6pNeCI/AAAAAAAADto/az3ZLqh2VTI/s1600/DiamandaGalas%2540Leiria%2540Portugal%2540Romanta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hTNJC2wYlZ4/Ta7tM6pNeCI/AAAAAAAADto/az3ZLqh2VTI/s400/DiamandaGalas%2540Leiria%2540Portugal%2540Romanta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597672193024423970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-5770435784466081840?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5770435784466081840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5770435784466081840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hTNJC2wYlZ4/Ta7tM6pNeCI/AAAAAAAADto/az3ZLqh2VTI/s72-c/DiamandaGalas%2540Leiria%2540Portugal%2540Romanta.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4668071735765383123</id><published>2011-04-18T19:37:00.001-07:00</published><updated>2011-04-22T15:05:53.626-07:00</updated><title type='text'>The Gift of Death</title><content type='html'>O piano de cauda preta está colocado sobre a boca de cena do palco do Teatro José Lúcio da Silva em Leiria. Diamanda Galás entra pela direita alta, tem uma estatura baixa, cabelos negros compridos até aos ombros, os aplausos eclodem. Quem está sentado na primeira fila, do lado direito do palco, como é o meu caso, apenas vê um quarto do rosto de Galás, o piano deveria encontrar-se no centro do palco, para melhor usufruir da sua performance. Os fotógrafos aglomeram-se próximo do local onde Galás se senta para cantar. O piano é dedilhado em sequências não lineares de agudos e graves, uma nuvem de fumo é insuflada sobre o palco, projectando um nevoeiro azul escuro, os graves impõe-se, a voz é um grito contínuo e decadente, e o cântico de uma sereia que suga a alma aos marinheiros que se enamoraram indevidamente por uma promessa celestial. “AAEIEEAEAEAAA”, “EAEAEEEEEEE”, “Not believe OOOOOO”, “IOOOOOOO”, “IOOOOOOOE”, “AEEEAAAAAAA ”, “OOOOOOO”, “OOOOOO”. Galás faz uma pequena pausa no seu chamamento, e educadamente tenta repelir os fotógrafos: “Allez!”. Aplausos. Contudo, os intrusos continuam a disparar as suas máquinas, sem flash, sobre o rosto da cantora nova iorquina. “AAAAA”, “OOOOOOOO”, “BUAAAAAAAA”, “AAAAAAA.” Galás, perde a compostura, levanta-se do banco do piano, as suas botas de cabedal preto com salto alto dão um passo em direcção aos fotógrafos, aponta com as sua mão direita de unhas longas sobre os prevaricadores: “OK! Fuck OFF! OUT!”, estes desaparecem. Aplausos. “OOOOOOOOO”, “AAAAAAAAAA”. No final deste tema Galás desculpa-se, “llo prefiero escutar a música, quando canto, no me gusta las maquinas”, a sua voz é incisivamente suave, afasta-se do dramatismo do canto que se aproxima das entranhas dos seres vivos vítimas de um parasita, que os encaminha para um fim premeditado. Uma brisa mediterrânica invade este lugar, impõem-se os agudos: “Tengo que subir al puerto AAAAA”, “Aunque vengas, vivo o muerto”, “me espera”, “AAAAI”, “se van las mas hermosas”, “AIAIAI AMOR”, “AAAAAAAAA”, “puerto”, “la guerra”, “puerto”, muito suavemente “me quiera”, “la niña que tengo”, “la nieve”, “ai amor”, o slow tem um ritmo dois por dois que lhe confere um trágico travo a kitsch. O início do terceiro tema é construído a partir da métrica da música contemporânea, onde imperam os graves que gradualmente se deixam invadir pelos agudos, a sua voz é um continuo choro de quem vê o seu amor engolido pela garganta da tempestade, o vento cria braços de ondas que em remoinho levam o grito para o interior do inferno.”EEEEEE”, os acordes de música clássica aparentemente servem para dar esperança ao afogado, que as correntes o puxam pelo pé para o fundo, grave “EEEEE”, falseto “OOOOOOOOOOOOOOOOO”, agudo/vibrato “EEeEEEeEeE”, voz infantil e distorcida “AAAAAAAAA”, “AAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAA”, “belong”, em remoinho “OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO”, distorção, loucura, demência cancerígena, “you don` t know!”, “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”, voz infantil “feel”, falseto “EEEEEE”, “OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAEEEEAAAAA, “OOOAAAA”, em eco, grave e distorcido “OOOOOOOOOOOOOOOO”, “How, How”, “How, Haw”, “How, AAAOOO”, “OOAA”, fim seco. A quarta canção é um tema flamenco, isto é, transforma o estereótipo numa luta desigual entre o touro e o homem, o irracional tem a força nos cornos e estes servem para perfurar a carne do homem que se sacrifica em nome da morte. “EEAAEE”, “finale”,”EEEEEUAAAAAMAMA”, “AAA”, grave “AMOR”, “diz-me”, “finale”, “A TI”, “AAAA”, “EAOOO”, “AAAAA”. Na quinta canção a escala sobe e os graves sobrepõem-se continuamente, quando a escala desce, surgem os agudos mas são tão tímidos que o instante fá-los desaparecer: “Dans le port d`Amesterdam”, é transcrito numa lógica dramatica-irónica, a sua voz tem um trinado que parece o de um homem a cambalear por uma rua repleta de bares de mala muerte, na Ilha de Malta. “Dans le port d `Amesterdam”, e se no original a canção ganha dramatismo sensivelmente a meio, Galás apenas aumenta uma oitava e a sua voz mantém-se imperturbável a narrar a vida de um marinheiro que se faz ao mar a sonhar com as putas do porto, que lhe são mais carinhosas do que a mulher infiel. “Dans le port d`Amesterdam, il y a des marins”, “dans le port d`Amesterdam, il y a des”, os graves espalham-se sobre o piano como se fossem trepadeiras com espinhos, o sangue pinga ao ritmo descontínuo imposto pela ilógica: “plus”, black-blues, “danse”, o ritmo acelera, gargalhada“AAHAAA”, suave “mort”, “sante”, “putains d`Amesterdam”, “bien bú”, “pisser comme je pleure sur leur femme infidel”. O sexto tema tem o ritmo básico de dois por dois, mas os acordes são obviamente blues, “Oh! YEAH” é cuspido quatro vezes, “OH! YeahyeahyeahyeahyeahyeahyeahyeahAAAAA”, “Oh! Yeahyeahyeahyeahyeah”, “AAAAAAAAAAHAHHAHAH”, “YEAH”, “I can see”, a intensidade aumenta e deflagra chamas nos campos de algodão do Missisipi, “you wait to call me”, canta sequencialmente “you can talk”, “I can do” é repetido dez vezes. Os agudos estridentes surgem e imolam-se: “AAAAAA”“OOOOOOOOO”, “OOOOOOOO YEAHH”. Gritos: “OHYEAHOHYEAHOYEAHOYEAH”. Grito longo e comprido vertido da boca de um cadáver: “OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO”. Distorção vocal: “AAAAAAAAAAAAA”, “EEEEEEEEEEEEEE”. A toada blues regressa, mas somente assumindo-se como uma memória antiga, voz suave e insinuante: “AAAAEAA”, “OOOEE”, “OOOOOOOO”. Insurge-se uma voz do além, mas de uma mártir que faz da sua vida a noite “All night long”, com o piano a contorcer-se de dor. Palmas: “Obrigado”. A sétima canção é iniciada com acordes de música clássica que lentamente transformam-se numa doce opereta, relatada em hebraico, a melodia contrasta com a voz funda e grave, a narrativa é triste e violenta, é a voz de Maria do Egipto que nos pretende receber de braços abertos logo que consigamos atravessar o rio numa barca negra de cartolina queimada. A tempestade é o obstáculo para as nossas almas, “EEEEEEEE”, “EEEEEEEEEEEEEEE”, agudos “OOOOOEAAAAAAAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO”, incendeiam a nossa barca. As três músicas finais traduzem o universo da Segunda Guerra Mundial, ou pelo menos é a indicação do início da primeira: “It`s not your sister”, “me pergunto”, “lonely”. Surge o inferno do Holocausto: “AAAAAAAAAAAOOOOOO” num falseto de boneca que se auto-mutila, “only with poison”, “AAAAAAOOOOO”, gargalhadas: “AHAHAHAHAHA”, “AHHAHAHAHHAHAHA”. O segundo tema é um tratado em francês: “C`est le rêve”, “Je veux chercher”, “pourquoi”, “passer”, “vous”, “trés”, “le rendez-vous”, com um fim de música contemporânea. No terceiro tema, os acordes de música clássica subjugam-se à contemporânea numa progressão aguda que se abandona nas mãos dos graves, o canto é másculo: “No more”, “no more pray”, “no more”, “nothing left”, “and my lover is gone”, “my eyes”, “empty hands”, “I remember the guns”, “just like mine”, a voz sobe a escala como se esta não tivesse um fim imposto pela lógica humana: “My lovers”, “Stop”. Diamanda Galás levanta-se do banco e sai pela esquerda baixa, a multidão aplaude, Galás regressa e coloca-se ao lado do piano e recebe uma ovação. O blues toma de novo posse da sua voz, “I rescue”, “flavour”, “They are two horses”, “Two wild horses”, “two wild horses”, “TwoOOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUÁÁÁÁÁÁÁÁUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU”, “take”, “Don`t believe”, “lonely, lonely”, “HAAAAAAAAAAAAAAAA”, “OOOOOOOOOOOOOO”, “they never”, piano distorcido, “Have you ever?”, “Have you ever AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”, “touch me!”. Galás sai enquanto as palmas caem sobre si, ela recolhe-se e regressa, para junto ao piano, levanta os braços paralelamente até ao cimo da cintura e atira a sua energia negra sobre nós. “One”, voz funda, “I wait”, “With flowers in my arms”, “dream”, “like my heart broken”, “the flowers”, “and the hands”, “the grief”, “my heart AAAAAAAAA”, “let`s open”, “When you came to find, I left you behind me”, “me”, “and the window”, “show me”.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;The Refugee, Diamanda Galás, 16 de Abril, Teatro José Lúcio da Silva @ Leiria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4668071735765383123?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4668071735765383123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4668071735765383123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/04/intexte.html' title='The Gift of Death'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-9109162156486891083</id><published>2011-03-21T13:05:00.001-07:00</published><updated>2011-03-23T14:13:12.920-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GDlLiQiCH8A/TYpiYe0jz7I/AAAAAAAADqQ/MT4izxq2rZk/s1600/NinaHagen%2540CasadaMusica19deMar%25C3%25A7o2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GDlLiQiCH8A/TYpiYe0jz7I/AAAAAAAADqQ/MT4izxq2rZk/s400/NinaHagen%2540CasadaMusica19deMar%25C3%25A7o2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587386460436418482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-9109162156486891083?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/9109162156486891083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/9109162156486891083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/03/pic_21.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GDlLiQiCH8A/TYpiYe0jz7I/AAAAAAAADqQ/MT4izxq2rZk/s72-c/NinaHagen%2540CasadaMusica19deMar%25C3%25A7o2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4227955455559719069</id><published>2011-03-20T19:56:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T21:31:13.374-07:00</updated><title type='text'>Pipe Show</title><content type='html'>É possível que às 00h30 suba ao palco a alemã da Alemanha do Leste, Nina Hagen, que é oposto à Ângela Meckel. Hagen jamais apertaria a mão de um homem snob. Entregam-me o jornal Blitz, à entrada uma mulher jovem e vistosa uma chama ou um raio, quem sabe? Iggy Pop,  no Alive 11, com os Stooges a banda que o formou, mas posteriormente obteve o doutoramento de David Bowie, que o acompanhou como músico de palco numa digressão no final da década de setenta. Passa o Rei para o bar contíguo ao palco dois, onde tocam os Aquaparque, dueto esforçado, repetitivo, chatos, pretensos minimalistas, vegetas. Sujam-me as calças de cerveja gelada servida em copo de plástico, no bar transparente com mulheres belas a pontuar o espaço lunar, muitas louras, altas, baixas, vestidas de bonecas de banda desenhada. Recordo o acto dos GNR num aquaparque de Albufeira, no início dos anos noventa, a mandar todos os bêbados “para a piscina”, e esta tinha ondas artificiais. Comemoram-se os trinta anos de “Portugal na CEE”, uma promessa amarga: hoje temos todos a quarta classe: “Na rádio na TV, Portugal no BCE”. A entrada para a Sala Suggia está entupida, e são 00h20, há muita ansiedade no ar, “eu sou uma coelhinha”, fico perturbado com tanta volúpia. No Clubbing a Sala Suggia alberga mais do que as mil pessoas legalmente estipuladas, muitos estão de pé, mulheres que eram jovens, quando nasceu o fenómeno Nina Hagen, que atrai professores ou o Paulo Azevedo. A sala aplaude histericamente a entrada em palco da provocadora alemã, tem um vestido preto com folhos brancos, sob o qual constam calça de licra, salto-alto de travesti. O seu rosto parece uma mascara de tanta base branca aplicada heterogeneamente, inerentemente uma bifurcação. Os olhos e a boca sobressaem naturalmente, “Personal Jesus”, é o representante mais sublime de duas horas de espectáculo, sobressai o groove do baixo. Acrescida de comentários diversos no fim: “Thank you Portugal! It´s so good to be here, in this beautiful Portugalo!”. E evoca: “Japan disaster, I`m not the same anymore”, “spirits in the sky”, “in Worldwide World”, que é retribuída com aplausos.  O segundo tema já pronuncia um mal corrosivo: espreita um bandolim libertino que namora o country, “on you”. A versão de Seal, “Killer”, apresenta um baixo possante e um groove explosivo, e a movimentação de Hagen, explora o conceito abstracto de animal de palco. Passa pelo industrial, com os clichés necessários para ser estanque, para um rock and roll de bar de alterne. A sexta canção é apresentada como “Agaist all evils”, slow soturno, “flesh”, voz grotesca, a partir do meio é repetitiva. E o discurso vale a pena memoriza-lo: “Stick together”, assim combateremos “Nuclear Disasters”, “social path”, “psycho path”, “secret society’s”, “I really hope to turn this game around”, “Portugal!! I LOVE YOU”, histeria. À sétima o desastre, hard rock, vale pela atitude de Hagen: atira o microfone para o chão, pausa, “1975”, “sorry to fuck up! But now I´m happy with my new micro!”, “east Berlim, 17, someone came from Poland”, começam a emergir os clichés estilísticos, hard-rock. Hagen: “Every place is good to pray! I `m so happy to be a human being. I could be a cow or a snake. But I`m a humain being”, uma constatação que me leva à vertigem da filosofia de alcova. A canção é um slow, a beleza recai sobre Hagen a dançar como uma lágrima de heroína sobre a prata à brasa do isqueiro Bic. A partir desta canção os apontamentos escasseiam somente se poderá explicar pela versão acústica-country de pelo menos oito canções, durante as coisas Hagen esqueceu parte das letras e à sua voz falta-lhe timbre melódico, não que seja defeito, mas nela parece postiço, típico romance decadente. Abandonam o pântano para meterem três drogas ao mesmo tempo: pop-rock-clichet. A nossa narradora continua a fazer às contas à vida, não esquece a guerra fria alimentada por figuras como “Kennedy”, “idiots”, “too visible”, “testing” , “We must tell them= Peace!”, “United Nations”, “spray in red heaven”, “once you say NO!”. Segue-se um slow de pipe show, a voz falha mas a expressão corporal ganha a atenção dos presentes, “My Way” é antecedido por um tema blues-soul. “My Way” procura ser tão drogado quanto o Sid Vicious, uma baixa na pobre artilharia punk, mas ficam-se: “did my grave”, falha a voz e mete a cabeça do microfone, que se encontra no tripé na boca como se pertencesse a um pénis. “Remember the 70s”, “remember Nick Drake?”, e aparentemente canta, apenas entoa. “Justice and Peace”, uma mulher do público encavalita-se, à frente do palco, nos ombros de um cúmplice, atira beijos à Nina, abana os braços e a revolução começa. No tema seguinte uma tia sobe ao palco, beija Hagen, é o torpedo que jamais sairá dos submarinos, a nossa lança em África. “No nuclear flames”, mais um anúncio de Hagen, a delirar com catástrofes nucleares como Chernobyl. “Riders on the Storms” é apresentada de forma hipnótica, com blues subtil do baixo, que sempre que sobressai (apenas três vezes até ao momento), reduz um excelente músico a um mero elemento presencial, uma pena: “don´t be afraid”. Que é destruída da nossa memória com duas músicas punk, a querer ser ainda mais punk, elevado grau mimético mas que o tempo anulou. As luzes acendem-se, os músicos juntam-se na boca de cena e recebem uma ovação, que jamais daremos à Ângela Merckel. Hagen, resiste à saída, aceita beijos, capas de disco para autografar, fotografias, ri, ri, e abandona o palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clubbing=Aquaparque, Nina Hagen, 19 de Março, Casa da Música @ Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4227955455559719069?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4227955455559719069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4227955455559719069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/03/pipe-show.html' title='Pipe Show'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2758731660763947423</id><published>2011-03-18T16:59:00.001-07:00</published><updated>2011-03-19T22:32:02.891-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ATtbWYGLoQQ/TYWQzB6cp3I/AAAAAAAADpQ/wRRfHufmSKc/s1600/JoanAsPoliceWoman%2540Estarreja17dMar%25C3%25A7o2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ATtbWYGLoQQ/TYWQzB6cp3I/AAAAAAAADpQ/wRRfHufmSKc/s400/JoanAsPoliceWoman%2540Estarreja17dMar%25C3%25A7o2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586030119184279410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2758731660763947423?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2758731660763947423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2758731660763947423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/03/pic.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ATtbWYGLoQQ/TYWQzB6cp3I/AAAAAAAADpQ/wRRfHufmSKc/s72-c/JoanAsPoliceWoman%2540Estarreja17dMar%25C3%25A7o2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3624919899178659376</id><published>2011-03-17T21:44:00.000-07:00</published><updated>2011-03-18T16:59:02.844-07:00</updated><title type='text'>Wolf</title><content type='html'>Joan as Police Woman entra em palco a falar com os seus dois músicos de palco, o baterista, que poderia ser o trunfo do concerto, caso não estivesse pedrado. É possível que tenha cheirado o ar poluído que Cacia espirra sobre Estarreja, o Cine encontra-se a um quarto da sua capacidade. E o teclista que é por vezes, o fio condutor entre os dois, contudo é maioritariamente subalterno outras poético. Joan, vestida the catwoman: macacão de cabedal preto, botas pretas, casaquinho de cabedal vermelho. A dominatrix da narrativa que domina um teclado ausente e uma voz que quando se eleva sobre as notas das canções, mesmo que estas sejam medíocres, a voz ganha sempre. De realçar que os técnicos de som contribuíram para tornar por vezes o concerto inaudível. Joan sobre o teclado tem dois microfones, canta deslocadamente a tentar acertar com o ritmo de “Magic”, uma canção que Britney Spears não desdenharia, não precisaria de voltar de vender a vagina. “Chemmie”, Joan aproxima-se da guitarra, coloca-a ao ombro, e coloca a sua boca de piranha de lábios pintados de rubro: “Coucou, right!”, gritos do público, “UUUU”, “only animals sounds tonight”, “I allways felt childish”. E apresentam “Chemmie” numa cadência blues old school, descai para a pop incaracterística, pop-vazia, a voz entre o macho e a fêmea: “Down”, os acordes são percorridos pelo baterista através dos pratos e a massa sonora ganha sobre o princípio e o meio. “HWW”, baixo samplado, “AAAAAA”, “Make you mine”, “AAAAAAA”, joan dedilha a guitarra como se fossem acordes de Jef Buckley, que era seu amante, aquando do seu afogamento no rio Wolf, afluente do Rio Mississípi em 1997. “Anyone”, “junkies”, “I won`t cry”, soul da Motown Records, lentamente a vomitar os dejectos, “”I feel”, “I want you”, “feel”, “for me”, “free back from the city”, “desire”, “secret”, choro, “now you”, “I `m ready  to show you, how do I feel”, “you are…”, “It`s been a long time”, a lámuria do coro: “OoOOOOOOOO”, linear, Joan: “”AAAAAAAAA”, falsetto, “AAAOOOOOOAOO”. Na segunda parte desta canção, a bateria acerta no equilíbrio entre os teclados, de um sai algo inaudível, “cause anyone can see”, “anyone can see trought me” e acabam conjuntamente. “Run for Love”, bateria, 2X2, teclados progressivos com efeitos psicadélicos, “I fly”, coro: “OOOO Won`t you see”, Joan: “I want to talk about the future”, “make love”, canto desconcertante possuído, coro, “Won`t you see”, Joan: “AAAAA”, teclado em loop, “you can call me criminal”, “stop so easily”, rock-blues.  “Flash”, “slow the clouds”, imaginem um céu com nuvens a flutuar no céu, que escarram: “I have a flame”, em sussurro: “flame”, “ooOO”, “feel”, “I have a flame”, incontestavelmente fantasmagórico, com tensão. “Nervous”, a canção tem um ritmo de discoteca onde se instaura o bacanal, coro: “SEEE”, Joan “long ago”, solo do teclado, orgão, “rape me”, teclado fantasmagórico, “but you said, you want a friend”, coro: “you see”, Joan artilha o braço da guitarra, coro: “OOOO”. As unhas vermelhas de Joan sobem a escala do braço da guitarra e incendeia-o com distorção, e a partir do maneio da guitarra o seu corpo contorce-se ligeiramente, lentamente ou rapidamente, pouco importa. Dirige-se desta forma ao público, penitente de Estarreja: “You are OK? In your seats?”, erótico.  “Save me”, blues com break-beats, “I Don`t want to live for tomorrow”.  Décimo tema: “Kiss”, começado com conversa entre Joan e o baterista, “I find in the morning”, blues linear, “forever”, “chance forever”, “Is she in Love? I think I `m in Love”, “turn in the sky”, “loooove”, “dream” linear. Joan: “This is our five show in Portugal, that`s nice. I have to say that I never been here before. But it`s lovely. I `m terrify to say the name of your town. But the people in Guimarães teached me, last night” e expira num sussuro grutural: “Estarrejaaaa”.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“The Deep Field”, Joan as Police Woman, 17 de Março Cine Teatro de Estarreja @ Estarreja&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3624919899178659376?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3624919899178659376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3624919899178659376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/03/wolf.html' title='Wolf'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8316664691447112296</id><published>2011-03-03T07:50:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T07:51:31.833-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gav7FALi6oQ/TW-49dKoOiI/AAAAAAAADmw/hEtNGywwtxU/s1600/TiguanaBibles%2540SalaoBrailinCoimbraRomanta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gav7FALi6oQ/TW-49dKoOiI/AAAAAAAADmw/hEtNGywwtxU/s400/TiguanaBibles%2540SalaoBrailinCoimbraRomanta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579881829276072482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8316664691447112296?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8316664691447112296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8316664691447112296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gav7FALi6oQ/TW-49dKoOiI/AAAAAAAADmw/hEtNGywwtxU/s72-c/TiguanaBibles%2540SalaoBrailinCoimbraRomanta.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-526189362386406201</id><published>2011-03-02T21:20:00.001-08:00</published><updated>2011-03-07T16:25:26.841-08:00</updated><title type='text'>Painkiller</title><content type='html'>A baixa de Coimbra está desértica parece uma aldeia periférica, o casario é pobre e mal agradecido, há a Sanzala com prostitutas à porta, a falar com dois clientes. O frio marca zero graus sobre a minha carne fraca, o Rock and Roll é foda na certa, foi por isso que nasceu: os homens cansaram-se das putas. Salão Brazil é um dos edifícios que sobressai por entre montras com modelos com o nariz partido.  O pé direito de três metros dá-lhe uma sumptuosidade inesperada, 22h30, hora marcada para matar saudade dos Tiguana Bibles, em especial da Child of the Moon, Tracy Vandal aka Bunny Lake a sua nova personagem. A banda, exceptuando Bunny Lake, sobe ao palco estreito iluminado de azul, e o instrumental que se segue é uma composição em que a bateria e o contra-baixo seguram o tapete enquanto as guitarras gingam, mutilando-se mutuamente na segunda parte da canção. Bunny Lake está ao rubro da sua sensualidade, vestido de preto e tem uma franja próximo das sobrancelhas sobre um rosto com base clara e lábios de vermelho, salto alto negro. O género que se segue é para ser transmitido através de uma luz branca de danceteria num clube soturno de Nashvile, “their`s nothing but a heart”, “run away”, “milky way”, “Child of the Moon”, de billy passa para hell billy. “Nice to see you, is Tuesday”, “So we been away for a while “, são as primeiras plavras da escocesa Bunny. “Don`t be too long”, “don`t waste my time”, “I `m coming home”, acordes de Rock and Roll clássico, pausa, speed, “I ´m coming home”, dois minutos de  delirante Rock and Roll. Rufo da bateria, acordes das guitarras, o baixo electrico pulsa, surge a voz de veludo, rock, “don`t”, narrativa amorosa, “run away”, “from my heart”, “but don`t…”, “don`t”, blues-rock, solo minimal do Torpedo, pausa, “shadow”, a banda perde altura, a voz: “I saw in the streets”, o ritmo acelera, “run away”, “don`t”, “OOOO”, “OOOO”, “OOOOO”, “OOOOOOO“, “OOOOOOOO”.  Victor Torpedo coloca à frente de Bunny Lake, um teclado dos anos setenta: “this is the first time, I have a instrument in front of me”.  A canção tem um ritmo tétrico, que prevê que um crime se irá cometer em segundos, e notícia que um povo é livre pelos segundos que dura a noticia. Após terem aumentado o ritmo, o teclado surge como se fosse a voz de um tremelim, fantasmagórico, “don`t tell”, “I `m swimming in your seee”. “This next song is ´Against the Law`”, e canta: “I can´t wait no more”, “it´s against the law”, com um forte domínio da bateria que a retira da mediania, e lhe dá uma porrada Rock and Roll. Bunny Lake desclaça os seus tacones lejanos negros e avisa a plateia feminia: “DON`T steal IT”, surrealismo nonsense. “Books”, pop-narrativa repleta de acordes sonhadores que transmitem uma íris sem arco, um homem e a sua pistola: “you talk to much”, “What can I say?”, “I don´t care anymore”, “in my blood”, solo do Torpedo minimal. “I usually have a philosophy”, “my philosophie today is drink, drink, drink”. “Rebound” é freak, “I find myself in sleep”, banda joga em paralelos que se desarticulam e articulam contrariamente, “I can´t stop”. “Next song is going to be our next single; ´Surrender”, Kalo atira-se ao bombo, que treme, as guitarras intrometem-se, “you push my heart”, “surrender”, pop-billy, “surrender” ouvido na frequência do eco, “from my heart”, ecoa e substitui o refrão. “Play with Devil”, informa Bunny Lake, ritmo 2X2, rápido, alto e sequencial, após uma falsa pausa, a música arrebenta contra a parede e suja-a, Torpedo geme, Rock and Roll. “This is our last song”, slow repleto de doçura cândida e suspensa no ar: “By, by dreams”, “ I can feel”, “soul”, “and”, “by, by dreams”, “goodbye”.            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiguana Bibles, 2 de Fevereiro, Salão Brazil @ Coimbra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-526189362386406201?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/526189362386406201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/526189362386406201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/03/painkiller.html' title='Painkiller'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8718694483005713484</id><published>2011-02-28T18:52:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T00:35:29.052-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NJ4WCaD9EF8/TWyvwYneXyI/AAAAAAAADmQ/RVYvoPfGpHs/s1600/PeterHook%2540CasadaMusicaPortugal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-NJ4WCaD9EF8/TWyvwYneXyI/AAAAAAAADmQ/RVYvoPfGpHs/s400/PeterHook%2540CasadaMusicaPortugal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579027284181802786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8718694483005713484?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8718694483005713484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8718694483005713484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/02/blog-post_28.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NJ4WCaD9EF8/TWyvwYneXyI/AAAAAAAADmQ/RVYvoPfGpHs/s72-c/PeterHook%2540CasadaMusicaPortugal.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4355497109314885309</id><published>2011-02-27T13:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T13:45:06.292-08:00</updated><title type='text'>Unknown Pleasures</title><content type='html'>A noite está amena, o rio Douro encaminha-se para o mar como se fosse uma substância ilícita, por entre a qual as lampreias sobem para desovar para depois voltarem à origem onde irão morrer. O condutor conhece as ruas estreitas do Porto como se fossem as suas artérias e a angústia de um eventual desvio, que nos poderia custar o jantar, desvanece-se. A Casa da Música apresenta a segunda edição do ano do Clubbing, como cabeça de cartaz Peter Hook conhecido por ter pertencido aos Joy Division e aos New Order. Enquanto esperamos próximo de um dos bares, por amigos que já deveriam ter comparecido, Rui Reininho está à porta vestido de blazer verde-claro e calça da mesma cor, mas mais escura. O Rei condecora a Casa da Música com a sua presença nesta noite festiva, e este galardão é de todo merecido. Seria interessante aproveitar a presença do Rei, para Lhe conceder um espaço onde pudesse analisar performances de outros músicos, ou, entrevistar figuras com as quais escreveu a história da música pop, há inúmeras possibilidades que podem ser exploradas de forma a não se sobrepor ao intelectual da rádio e da TV do futebol, Álvaro Costa. Este discorre, como faz sempre, isto é: rapidamente e superficialmente, sobre o trabalho videográfico do fotografo holandês Anton Corbjin. Autor da última fotografia aos Joy Division, sobre a qual há quem alegue que era premonitória, já que os músicos encontram-se de costas e deslocam-se no interior de um túnel, o único que olha para trás é Ian Curtis. O rosto do compositor e cantor é branco-mármore mas tudo à sua volta é predominantemente preto, e a luz que emana do túnel, é a intermediaria entre o presente e o além. Esta simbologia bíblica perpassa a obra videográfica de Anton, que ao transformá-la como o seu principal eixo comunicante, pretende atingir o inconsciente, já que o senso comum é susceptível a este discurso, porque o reconhece como familiar. A sala Suggia está repleta de cores negras de todas as idades, que estão sentados a ouvir os Gala Drop, estranha escolha para fazer a abertura a Peter Hook, pois o colectivo português incide sobre um prog-psicadélico, repleto de tiques jazzisticos, se estes fossem mais expressivos talvez o concerto fosse menos monótono. Erguem uma bandeira negra, sobre a bateria, com gráficos lineares que se distorcem no centro formando montanhas, no topo consta a inscrição “Unknow Pleasures”, sob o gráfico: “Manchester- England”, a localidade e o país de onde Hook é originário. Quando a primeira canção é executada, ainda se dá um desconto à falha constante da voz, mas o segundo e terceiro tema acentuam a deficiência oral por parte de Peter Hook, que está acompanhado por um guitarrista genial e um baterista tão perfeito quanto o original. Ao sétimo tema as pessoas tomam de assalto a parte da frente do palco, e Hook perde a voz, é incapaz de se abstrair da presença do público e expressar-se através das palavras escritas por Ian Curtis. Após o seu suicídio a 18 de Maio 1980, poucos dias antes de embarcarem na primeira digressão americana, os restantes elementos decidiram prosseguir, mas tinham dois dilemas: mudar de nome, e conseguir um outro vocalista. Mudaram para New Order, acentuaram a carga electrónica que era apenas um pormenor imposto pelo produtor Martin Hannett, e após fazerem uma audição às capacidades de cada um dos membros dos New Order, optaram por Bernard Summer. Enquanto oiço Peter Hook a esganiçar-se, a levantar o braço direito como se fosse o ponteiro de um relógio, percebo o porque de ter sido preterido como front-man, o seu lugar é de side-man, a sua voz é o baixo e quando este sola ouvem-se pontualmente os Joy Division. Peter Hook ao encetar esta digressão que marca os trinta anos da edição de “Unknown Pleasures”, sem fazer qualquer menção oral sobre os seus colegas, inscreve-se no grupo dos mortos-vivos, nos quais tem a companhia dos Big Country, Thin Lizzy ou INXS, bandas que perderam os seus lideres e que optaram por recrutar um cantor para prosseguir a sua carreira. Após “Love Will Tears us Apart”, já as outras salas estavam encerradas, a única opção é subir ao Restaurante que se transveste de discoteca e a música é debitada por Dj Kitten, com forte pendor electro, algo que anima a fauna onde circulam algumas pérolas negras, são as mais raras, mas a mais complexas de atrair. Para aceder ao pátio, há um túnel de luzes néon brancas, o chão é a preto e branco, podemos ver a rotunda da Boa Vista e toda massa urbanística que a rodeia, e quando se olha para o céu sobressai uma estrela: Curtis, Ian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clubbing= Álvaro Costa, Peter Hook, Dj Kiten, 26 de Fevereiro, Casa da Música @ Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4355497109314885309?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4355497109314885309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4355497109314885309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/02/unknown-pleasures.html' title='Unknown Pleasures'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6486858240873459323</id><published>2011-02-20T16:50:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T16:51:28.939-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EHqV6bsg_l0/TWG3B4kIodI/AAAAAAAADjg/zNw7Mq_juNY/s1600/JCale%2540TAGV%2540Coimbra%2540ROMANTA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EHqV6bsg_l0/TWG3B4kIodI/AAAAAAAADjg/zNw7Mq_juNY/s400/JCale%2540TAGV%2540Coimbra%2540ROMANTA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575939056653083090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6486858240873459323?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6486858240873459323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6486858240873459323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/02/blog-post_20.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EHqV6bsg_l0/TWG3B4kIodI/AAAAAAAADjg/zNw7Mq_juNY/s72-c/JCale%2540TAGV%2540Coimbra%2540ROMANTA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-757873566840722687</id><published>2011-02-19T17:08:00.000-08:00</published><updated>2011-03-07T16:21:14.082-08:00</updated><title type='text'>Chelsea Hotel</title><content type='html'>Entra um homem baixo, com calças justas e um casaco de militar do leste, contudo a cor é mais escura. Tem o cabelo branco e com uma franja pintada de cor-de-rosa, é entroncado, uma pêra fina e branca. Senhoras e Senhores: John Cale, o colega de Lou Reed, Sterling Morrison, Maureeen Tucker, e amante da junkie angélica Nico, e Andy Warhol, Factory. Aterrou em Nova Iorque no ano de 1963 em que os americanos mataram Kennedy em Dallas. Os Estados Unidos estão em guerra com o Vietname, descarregavam bombas em Laos, alegando que haveriam vietnamitas, a extrema-direita no seu mais alto grau de pureza. As palmas eclodem no Teatro Académico Gil Vicente, Cale aproxima-se do teclado e a primeira canção é industrial, mas desconstruído, a sua voz é processada e as palavras são rugidos cadavéricos, o seu piano está desfasado da métrica dos três músicos que o acompanham, guitarra, bateria, baixo, é a assimetria a ser implementada como denominador comum, quase absurda, apesar do ritmo simples de dois por dois, “pure at heart”, parece cantar, “OOOOOOOOOOO”, teclas, “OOOOOO”, faz um sinal com a cabeça ao baterista para parar. O concerto anda pelos cartazes da rua publicitado da seguinte forma: “John Cale and Band”. A segunda canção “is about Ray Johnson, that I meet in New York, when I get their back in 1963”, a sua relação com os artistas plásticos americanos começa com este encontro, já que nasceu em 1942 no País de Gales. Ritmo lento, “hey Ray you get me crazy”, “you get me crazy, you are out of mind”, “1966, 1967, 1968”, “it´s all over”, “it`s all over”, coro, “It`s all over Ray”, “oh! Shit”. “1963, 1969, 1965, 1966, 1967, 1968”, “It `s all over Ray”, blues cibernético, solo da guitarra, “crazy”, mais uma vez a banda pára quando o maestro o deseja. “This is book arising”, teclado, o ritmo é integrado na progressão da canção pop, com subtis e pontuais samples tropicais a pintar a canção. Na segunda parte, o ritmo mantém-se, “close my eyes”, as teclas repetitivas sobrepõe-se ao solo da guitarra. “Digging fast”, “wisdom”, “close my eyes”, “book arising”, a guitarra hard-rock, distorcida sola, as teclas respondem, silêncio. “This is a new song is ´A Day in life of Cornam Callé`”. Pop-progressiva com forte pendor industrial desconstrutivista, “words”, solo prolongado da guitarra, “another” tempestade de ciclones a conspurcar a cidade de Coimbra, “EEEEEEEE”, irrompem do teclado acordes de música clássica, que dinamita a canção, como se fosse um alçapão dos palcos de teatro, que se esvai num segundo, violentada pelo solo da guitarra, corta a direito, subindo e descendo a escala. O teclado tem domínio sobre a canção, “over me”, “my eyes”, “everything is clear”, a partir daqui a estrutura rock é contraída por uma soul celestial, “big white cloud”, big white cloud”, “big white cloud”, “big white cloud”, “big white cloud”, “big white cloud”, “big white cloud”, “big white cloud”, coro, “big white cloud”, “looking in trees”, “soul”, “OooOO”, o teclado retira o ritmo à divagação estilística: “once again”, “love it”, “yes, I love it”, coro, “oooo”, solo da guitarra heavy distorcido, a banda aumenta o ritmo, o teclado recorta-a fantasmagoricamente. “Walking the Dog”, Cale abandona o teclado, e segura a guitarra eléctrica distorcida, ritmo básico dois por dois, soa a rock and blues, as canções de Cale são grandiosas quando assentam em melodias dualistas, quando este aspecto desaparece, emerge a vulgaridade. É impossível fugir à sua poesia, agendada no calendário, “I ask my mother”, “4 of July”, “aaiaiaiAAaiai”, “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”, um grito distorcido, ouvem-se as entranhas de Nova Iorque, Underground, The Velvet. “OOOOOOOOO”, como se fosse um beijo da heroína. A mesma métrica é carregada em “Helen”, distorção das guitarras, secção rítmica dois por dois, acordes de Cale, solo do guitarrista, “baby”, “she”, “OOoooo”, “enjoy”, hard-rock, solo heavy, “pictures”, “OouUUOOO”, solo progressivo da guitarra a penetrar a canção e dar-lhe balanço, ao misturar-se provoca hipnose. Palavras sacramentais “mercy, mercy, me”, “be”, “OooooO”. “Sold Motel”: “OOOOOO”, distorção das guitarras, “OOOOOO”, “OOOOOO”, “OOOOOO”, “OOOOOO”, “OOOOOO”, o metal é heavy, os instrumentos em paralelo, “OOOOOO”, “yeah”, “OOOOOOOOOOOO”,” “OOOOOO”, “yeah”, com a mudança de ritmo para o funk, mantendo a distorção, “sheck out the message”, “I hear you calling”, solo da guitarra, “ooOOOO Yeah!”. “This is a new song: ´Catastrophic”, Cale toca uma guitarra acústica, pop suja. Ao nono tema, “Hello There” a pop é liquidificante em ácido, “shadows”, “speed of the light”, “do it again”, coro: “do it”, “do it again”. John Cale não apresenta a nova canção directamente apenas diz: “New song”, a pop-acústica inscrita no amor e ódio, “teach me how to love”, “hate”, “steal”, deste lamurio surge a narrativa: “starring at the window”, “at the street”, “Watching”, “hurt me”, “you look around the corner”, o ritmo acelera, com solo da guitarra, e arranjos arabescos, “lock the door”, “dancing”, “When you meet me”, “look around the corner, you`ll remember that? You`ll remember that?”. Cale regressa ao teclado que toca em pé, este instrumento sobressai constantemente, o técnico de som coloca-o sobre os outros instrumentos, sobre estes a voz: “love song”, “pray”, “come down once again”, “and I do the journey”, sincope, “yes, I do the journey” , “She said: She felt in love”, “the man that she new”, “her lips is looking for”, “come down, come down”, “I do belive in the journey”, o solo da guitarra penetra a canção, delicado, a constatação: “She ran to Amsterdam”, o volte face, “she is back from Amesterdam”, voz aguda emana a dor a pedido da tristeza, “I do belive, I do belive, I do belive” , sublime, visceral. “Whaddya Mean” é pop-clássica, “day in, day out”, “darkness”, a banda acelera o ritmo, “say it”, “feel”, “down”, interludio da música clássica, desconstrói a canção e provoca o distanciamento, a banda encaixa os acordes pop, “proud”, “feel”, “everything”, solo metaleiro da guitarra, “say, feel, everything”, o teclado mergulha na desconstrução da música clássica. “Fear/Guts” é uma caricatura ao rock and roll, tem as características necessárias, umas teclas incisivas, o 2X2, “tell me”, rock-blues progressivo, “Rock and roll”, a continua progressão transforma uma canção banal num monstro rock. Surge a spoken-word, que caracterizou a primeira canção do concerto: “teell me”, “tell me if it `s rock and roll?”, será que o seu receptor é Lou Reed? “Rock and Roll”, voz distorcida, depois de uma overdose, aumenta o ritmo e a distorção deflagra e o final é improvisado. “Dirty Ass”, Cale na guitarra eléctrica distorcida, 2X2, solo do guitarrista, a distorção infecciona o baixo, a voz é ondulante, “me and…”, “wasting in me”, “long time”, solo curto, “steal my heart”, hard-rock-heavy, wall of sound, metricamente perfeito-- em escassos segundos desta canção cabem os Sonic Youth e todas as bandas noise-arty-- repetição esquizofrénica, minimal, violenta “arshole”, solo da guitarra compassado e acelerado, “street”, “arshole”, aumenta o ritmo e a altura, “tonight”, diminui o tempo em contra-ciclo com a distorção, épico, desconcertante, violador. “See you soon, sorry”. Cale abandona o palco dos estudantes de Coimbra, que se levanta e aplaude de forma enlouquecida? Cale entra para uma ode a Nova Iorque, pega na guitarra acústica e impede os colegas de o acompanhar, ficam omnipresentes: “Streets of New York”, “to the begining to the end”, uma canção folk a reduzir Dylan a mero aprendiz de feiticeiro, dos que mudam o mundo com três acordes e a verdade: “To the beginig to the end”, “hold me now”, as palavras são cantadas alongadamente: “To the light in your room”, “turn around”, a banda funciona como um coro de lamurias, “to the beging to the end”, “the cold of the begining to the cold of the end”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Cale and Band, 17 de Fevereiro, Teatro Académico Gil Vicente @ Coimbra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-757873566840722687?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/757873566840722687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/757873566840722687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/02/chelsea-hotel.html' title='Chelsea Hotel'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6233148066950710965</id><published>2011-02-15T15:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T15:07:00.127-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CrKGwDIKXx4/TVsHA5euO5I/AAAAAAAADhY/7_QtDZnPQtU/s1600/RodrigoLeao%2540CAEFigueiraDAFoz12deFevereiro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-CrKGwDIKXx4/TVsHA5euO5I/AAAAAAAADhY/7_QtDZnPQtU/s400/RodrigoLeao%2540CAEFigueiraDAFoz12deFevereiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574056675812195218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6233148066950710965?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6233148066950710965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6233148066950710965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CrKGwDIKXx4/TVsHA5euO5I/AAAAAAAADhY/7_QtDZnPQtU/s72-c/RodrigoLeao%2540CAEFigueiraDAFoz12deFevereiro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-823306355320584571</id><published>2011-02-14T12:00:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T12:02:33.717-08:00</updated><title type='text'>La Folie</title><content type='html'>Rodrigo Leão é baixo e entroncado, usa fato escuro, tem uma cabeça grande,  com entradas carregadas. Senta-se no teclado e a equação sonora de “A Pedra Branca” é pausada, infantil, delicada, este cosmos é perturbado pelo violino e o violoncelo, que adensam a melodia. “O Navio Farol”, há duplicação dos teclados, com predominância do sintetizador de Rodrigo, e o resultado é um minimalismo repetitivo, do qual o acordeão retira gradualmente através do seu solo que induz em direcção da melodia que contagia o resto do grupo: ondulante, marítimo, agreste. Rodrigo Leão toma a palavra através de um microfone: “Estamos a fazer um concerto diferente do habitual porque é só instrumental”, a sua voz é um sussurro apagado sinal de consumo de tabaco. “Os Malandros”, tem ritmo de tango, com as cordas num tempo mais lento do que o piano de Rodrigo, posteriormente o piano e as cordas aceleram o ritmo, regressam à primeira parte da canção, e surge o solo do violino, que é a alma deste tema, estabelece-se o meio tempo com todos em cadências semelhantes, por fim aceleram e o violino sola violentamente, subindo e descendo a escala. Estes três temas são originais que ainda não foram gravados, haverá mais três. “Tardes de Bolonha” é um tema dos Madredeus, assinado creio que em exclusivo por Rodrigo Leão, colectivo que abandonou após “O Espírito da Paz”. A figura que se destaca é o acordeão, que a coloca geograficamente entre Paris e o Minho, o violino imita os acordes e as outras cordas, a viola e o violoncelo jogam entre si e ignoram-no, árida apesar da alegria aparente. “Rua da Atalaia”, dança, as cordas a dominarem, quebra, solo do acordeão, diálogo entre o violino e a viola, finaliza epicamente. “A comédia de Deus”, é alegro ma non tropo, a densidade das cordas apresentam um cenário carregado de suspense, mas o acordeão é o narrador e este é alegre, o solo do violino é prolongado como se fosse uma espada, a de Damocles é a indicada para acabar com a canção. “Mar me Quer”, piano lento, o violino sola lentamente esquartejando a alma dos presentes, o acordeão sola, a viola e o violoncelo surgem e sobre estes o violino sola. “Os Cidadãos”, o teclado lança as notas, o violoncelo sola e o violino e a viola orientam a canção para um funeral realizado durante um tufão que se desloca lentamente destruindo o que se encontra na terra e no ar. “Espiral”, é o quarto original, é um fado vadio, com o piano numa métrica um por um, com o acordeão a sobressair, com as cordas a repercutir os acordes do acordeão, denso, tétrico, um morto à espera da primavera. Contudo, o solo do violino dá-lhe esperança de ressuscitar, o ritmo decresce, solo do acordeão, que a banda acompanha e encaminham-se para o fim, encerrando-a em alta como se estivesse a expurgar a alma do cadáver. “Corda”, banda, solo do violino a esquartejar a existência dos outros instrumentos, o acordeão emerge, pausa, solo de violino a dominar todas as atenções. O ritmo é gradualmente lento com o violino a exacerbar e a erradicar-se da melodia, pausa, e a recta final é orientada por uma Itália anos 60 com carros desportivos e mulheres esculturais, o tema acaba em contra-ciclo, lentamente. “Nos próximos temas vou tocar baixo, que eu tocava na Sétima Legião”, a primeira banda que Rodrigo Leão fundou e que misturava a ruralidade com o urbanismo. Na sua carreira a solo, não abandonou esta dualidade à qual acrescentou a música clássica. “No se Nada”, é um voltar ao início do concerto, cantiga para adormecer crianças, com o xilofone a imitar bolas de sabão a explodirem no ar, com uma carga forte de Vini Reilly e na parte onírica aponta-se o dedo aos Cocteau Twins. “Infância”, é o quinto original, pop densa e repetitiva, atmosférica, muito próxima do génio de Brian Eno. Em “Aviões de Papel”, o último original, regressa a carga clássica, com as cordas em paralelo, com solo do violino, na perseguição segue-lhe o acordeão, Jaques Tati é o realizador apontado como uma possível inspiração, com a banda a acabar em altura, e o violino a destacar-se pelo seu timbre agudo. “História do Carro”, o piano representa o maestro, contudo este em vez de dominar é meramente omnipresente e esta característica perpassa o concerto. Pizzicato das cordas, acordeão, coro das cordas (violino, viola), solo do violino, insurge-se o acordeão, a densidade domina gradualmente, é o único momento do espectáculo em que a alegria domina extrovertidamente, mas é apenas uma promessa. Rodrigo Leão apresenta os quatro músicos que o acompanham, duas mulheres: “Celina da Piedade no acordeão e no xilofone; Viviena Tupikova no Violino e no sintetizador”, na “viola de arco Bruno Silva e no violoncelo Carlos Tomé Gomes”. “A Valsa do Equador” , inicia-se com o piano, e com um solo de Viviena Tupikova, mas a tristeza é implementada pela Celina da Piedade, o ritmo é de tango fúnebre, mas tem um ritmo minimal que marca o passo para o cemitério. Rodrigo Leão abandona a sala de espectáculos do Centro de Artes da Figueira da Foz, onde concretiza o seu quarto espectáculo, o primeiro foi na Quinta das Olaias numa noite de Verão. “Música Instrumental”, é um concerto composto por um conjunto de canções que marcam uma viragem no percurso do músico, já que o pendor destas é maioritariamente clássico, contudo, os excessos estilísticos derivam para o barroco e por vezes para o rococó, algo que se opõe à postura discreta de Rodrigo Leão, que se encontra na esquerda da meia lua deixando o centro para Viviena Tupikova. O seu violino é a voz das canções, uma tradutora da palavra para a pauta, com um instinto felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música Instrumental, Rodrigo Leão, 12 de Fevereiro, Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz @ Figueira da Foz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-823306355320584571?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/823306355320584571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/823306355320584571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/02/la-folie.html' title='La Folie'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8264769422935981448</id><published>2011-01-27T14:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-27T14:15:35.113-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TUHuV5pLFwI/AAAAAAAADgc/sAtU5oNs8LY/s1600/JoannaNewson%2540TeatroaVeirense.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TUHuV5pLFwI/AAAAAAAADgc/sAtU5oNs8LY/s400/JoannaNewson%2540TeatroaVeirense.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566992674424821506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8264769422935981448?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8264769422935981448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8264769422935981448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TUHuV5pLFwI/AAAAAAAADgc/sAtU5oNs8LY/s72-c/JoannaNewson%2540TeatroaVeirense.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7372715540604574059</id><published>2011-01-26T18:29:00.001-08:00</published><updated>2011-01-29T09:24:47.825-08:00</updated><title type='text'>Beautiful Freak</title><content type='html'>A noite está estática. O vento não cala a desgraça e a trova não passa, a poesia é um bem que serve para esvaziar o espírito do drama do sentir, seja ardentemente e perdidamente ou desplicentemente. Aveiro está parada, os burgueses estão nas suas casas, próximos do aquecedor, a ler o jornal ou a deitar as crianças, amanhã é dia de trabalho, o futuro dita o presente. Porém, há pequenos grupos de pessoas que se deslocam para o Teatro Aveirense, onde a americana Joanna Newsom marcou encontro às vinte e duas horas. Chega atrasada, depois de termos que ouvir um bardo escocês, ela enverga um vestido  vermelho com bolinhas pretas de alças cintado à cintura fina, que a cobre até aos joelhos e desnuda as pernas depiladas, os pés calçam saltos altos brilhantes.  Senta-se junto à harpa, sorri, e dedilha-a com as suas mãos de criança, em “Bridges and Balloons”, a sua interpretação é suave: “and I can recall”, a guitarra surge como apontamento, “the side of bridges”, a voz ganha profundidade, “oh, my love! Oh, it was funny little thing, to be the one to see”, “funny little thing”, a bateria surge como pontuação final que não impõe parágrafo.  A bela Joanna Newsom, eventualmente teria sido modelo de Lewis Carroll, que deliraria com as suas tranças louras e rosto redondo com maquilhagem, que realça os lábios e os olhos, uma mulher com silhueta de menina é uma extravagância da natureza. Joanna apresenta os companheiros de estrada, na sua esquerda o baterista, de fato anos cinquenta, de seguida o trompetista, as duas meninas dos violinos e por fim o homem das cordas (guitarra, banjo, etc). “Have one on Me”, tem uma partitura em que a conjugação das harmonias parecem dispersas, e surgem para sublinhar a narrativa de Joanna, se supormos que é desconstrutivista terá sempre que ser em simultâneo o seu oposto. O falseto varia conforme o dramatismo que as palavras conferem, “so far away”, tempestade, “in the night”, “stay away”, “so long”.  Por vezes o canto é fundo e trágico, para sublinhar estes factos os violinos e o banjo intervêm: “He suck it”, “I can see”, os agudos das cordas impõem-se, a voz irrompe: “Wait for him”, “the machine is wrong”, a trompete e a bateria são como membros do coro, e os estilhaços são reunidos através do falseto de Joanna, muito próximo ao de Kate Bush: “EEEEEEEEEEEEEE”,”OOOOOOEEEEE”. “You and me alone”, parece um quadro de Balthus, “carry on your heart”, falseto: “AAAAAAAAA”,” in your heart is all that you need”, a flauta assume-se como uma referência campestre. A travessia continua: “Help me on”, a banda toca simultaneamente e parece que se avizinha o fim do segundo tema, falso. “Help me as a child”, “but you open your arms on the wind”, falseto: “EEEEEEEEE”, “OOOOOOOO”, “OOUUU”, o ritmo marcial  não finaliza a canção, com as violinistas a serem as coristas: “OOOOOOO”. Voz e harpa, “black”, “and I felt so bad”, “I didn`t now how to feel bad”, são angústias de adolescente mas saídas da boca da Joanna transformam-se em confissões íntimas.  A norte americana abandona a harpa e senta-se ao piano de cauda, é acompanhada pelo violino, e o falseto é um chamamento, “We can rest”, “easily”, “blessed!”, “No one now where it comes”, “by the river”, “then the river made in to the night”, blues pejado de caracteres classicos, o bombo da bateria estala, “easy”, “honey you please me even in your sleep”, “hold you”, “I want to be taught”, “In late night”, a banda acompanha o andamento mas aparentemente cada um tem um tempo próprio, o coro das violinistas leva-a de um dramatismo épico. “AAAAA”, “blow me”, “AAAAAA”, “OOOOOO”, “AAAAA”, “I can´t live longer”, “easy”, “easy”, “you must not feel”, “you must need to see me!”, “EEEEE”. A harpa é de novo tomada de assalto, mas parece que é irmã do piano, já que a referência é o blues e a voz aproxima-se à da Joni Mitchell, o tema denomina-se de “You and me”. O trompete acompanha Joanna “down to the beach”, Lalalalalalalalalalalalala”, a banda sublinha o caracter da canção, “stay for the winter”, “my home”, “you realise too late”, “lailailailailailai”, trompete, “lailailailailailai”, trompete. “How do you think you are?”, “I`m glad that she came”, “lalalalalalalala”, “lalalalalalalala” com toda a banda, excepto a bateria, a rematar a canção. À quinta música “Inflammatory Writ”, a banda acompanha Joanna ao piano, num canto nasal, grave e fantasmagórico, se fecharmos os olhos ouvimos uma velha num ritmo blues-folk. “Soft as Chalk”, ao piano, “so far away”, “When time?”, falseto agudo, “No time”, “I have all the time in the world”, “say honey”, “tell me honey”, “After you are death”, guitarra eléctrica, “over me”, “I think”, “and I feel”, pandeireta, a banda imerge num breve instante. Joanna ao piano, é acompanhada pelo banjo, pandeireta, “OOOOOO”, falseto, solo do piano, banjo, a canção poderia ecoar num saloon de Nevada de onde a cantora é originaria: “Wishing you well”, “Waiting”, “carrousel”. “This is a beautiful town, I like it here”, sorri, este é predominantemente nervoso. “Monkey and Bear”, coro das violinistas, bateria, voz, violinos, banjo, trompete, “until we read the open country”, “common there`s my darling”, “turn to dust”, “oh! Darling”, “there`s my darling”, “my darling”, “finally”, a narrativa musical é muito próxima à de Sergei Prokofiev em “Pedro e o Lobo”. Todos os instrumentos excepto a bateria ressoam, “but still you have to play the bell”, “monkey say”, “for the pleasure of the children”, “their`s a place”, “oooH darling”, “my darling, being my love”, “you steal”, “monkey”, com o andamento da banda a subir gradualmente até atingir o caos, a voz percorre obliquamente a escala: “How”, violinos, harpa, trompete, “Sooooooooon youuuuu”, “LAlalllalaaalallaLLA”. “Good Intentions” é o nono tema, e de facto é o mais complexo nas diversas vertentes: harmonico, ritmico, melodico. Joanna regressa ao seu primeiro instrumento, no que diz respeito à aprendizagem, dedilha o piano e canta como uma mulher que já conheceu muitos homens que a fizeram feliz, mesmo que tenha sido através de um olhar fugaz. Mas está “alone”, “before”, “and it`s my home”, folk-pop, palmas arrebatam a canção para a festa, a bateria tem o ritmo da sincopia, “lonely, just open your heart”, coros, “good intentions”, “darling”, “darling”, “do you love me?”, palmas, bateria, violinos, “fall a sleep”, “but after the rain”, “lonely”, “the same”, “and the rest of the gang”, “in love with”, “everyone is”, solo da trompete, a banda num ritmo lento, quase funebre, “top of the game”, “but it can make you”, “OOOOOO” grave, trágico: “True, you can`t remember my own name”, “OOOUUUUUUUUUOOOO”, “OOOOOUUUUUUOOOO”, trompete, solo do piano, solo prolongado do trompetista em pé. No penultimo tema Joanna retira da harpa acordes soul, e um desejo de uma adolescente que nunca abandonou a infância: “So good to be old”. Joanna e a banda ausentam-se, por instantes, ela regressa segura, bela, silhueta de fada ou anjo que se apaixonou pela vida mundana e desenvolveu uma sensualidade inebriante, sublime, um diamante que dispensaria facilmente todos os seus colegas de palco, mas assim seria monótono, mesmo que os outros instrumentos sejam elementos que instituem o ruído, contudo, através da antítese a beleza é o epicentro do Mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joanna Newson, 25 de Janeiro, Teatro Aveirense @ Aveiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7372715540604574059?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7372715540604574059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7372715540604574059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/01/next.html' title='Beautiful Freak'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3292662080760105616</id><published>2011-01-18T10:08:00.001-08:00</published><updated>2011-01-19T15:09:05.994-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TTdu-wx1kSI/AAAAAAAADek/qtqHLk9mRvQ/s1600/JazzanovaCasadaMusica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TTdu-wx1kSI/AAAAAAAADek/qtqHLk9mRvQ/s400/JazzanovaCasadaMusica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564037889164415266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3292662080760105616?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3292662080760105616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3292662080760105616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/01/pic.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TTdu-wx1kSI/AAAAAAAADek/qtqHLk9mRvQ/s72-c/JazzanovaCasadaMusica.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4444716317931896043</id><published>2011-01-17T16:44:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T18:12:31.140-08:00</updated><title type='text'>Love Boat</title><content type='html'>A temperatura ambiente não esconde as prostitutas próximo de sinais de trânsito à espera de um cliente que lhes acene com notas para matar a fome ao filho, à cadela, e lhes permita encher o roupeiro de vestidos da feira. As ruas estreitas e sinuosas do Porto têm um empedrado por alcatroar que é sempre complicado de calcorrear, para além da falta de sinais que nos orientem para a majestosa Casa da Música: um cubo mágico criado por Rem Koolhaas. Apesar de imersa na noite ilumina-se através da lua pendurada criativamente no céu, delineada pelas mãos de deus. Sorte a nossa que de olhos bem abertos não a vemos como ela é, mas como parece ser: sagrada, circular, o centro de um palpitar que se aproxima do caos.   As escadas para entrar na boca da Casa da Música está repleta de pessoas perfumadas com as fragrâncias tépidas de um Verão que se espera épico e radioso de luz que nos perfure a íris e nos transponha para a inexistência do nada. Trocamos os bilhetes por pulseiras brancas com a inscrição “Clubbing” patrocinado pela “Optimus”. No bar é um castigo para pagar uma bebida, sentar outro, circular pela Casa é o melhor que se pode fazer, as paredes ondulares e envidraçadas e o chão de metal remete-nos para um lugar por criar, apesar de existir, a sua não-existência confere-lhe um valor inigualável. Num janelão está Álvaro Costa o radialista da TV e do Futebol Clube do Porto, a discorrer sobre os blues, “antes do mais o que acham do nosso novo espaço?”, “é giro não é?”, ao que parece o radialista tem residência fixa, poderia-se abrir o leque a outros estudiosos? Ouvir sempre o mesmo ego-raciocínio é monótono e entediante. Os cabeças de cartaz são os Jazzanova, que atraíram para a sala Suggia uma potente armada de portugueses, que aplaudem Paul Randolph, um afro-europeu que viveu parte da infância em S. Paulo: “I just have to say: eu tenho saudades!”, dirá quase no fim. O colectivo é composto por piano, precursão, Dj, bateria, duas guitarras, o baixo fica a cargo do cantor e um par de metais que por vezes se inclui uma flauta de bisel que empresta pormenores exóticos aos Jazzanova. O problema reside quando a banda se aproxima muito de géneros musicais ditos do “mundo”, nomeadamente o samba, a rumba, que são apresentados como meros clichés e não como algo novo, o que é uma pena. Contudo, quando se limitam a seguir o beat sincopado saído da mesa do Dj, a voz de Paul Randolph ganha contornos fantasmagóricos acompanhada por uma gestualidade sexy, e os metais solam como se fossem rouxinóis amestrados por James Brown, é a hipnose total, que leva os corpos a bambolearem-se dentro de vestidos negros e calças justas que cobrem pernas magras e longas calçadas em saltos altíssimos. “How do you feel?”. Good? Há umas escadas rolantes que nos levam para a Sala 2, apoiada por um bar com vista para a rotunda da Boavista, para onde se encaminha Rui Reininho, pouco lhe importa o metal dos anos setenta praticado pelos Black Bombaim e de facto nada a criticar à atitude do Rei ou haverá? “Montra”, é o hino que vai desequilibrar este ano as ondas hertzianas por duas razões: explana a futilidade do nosso tempo e a sua fugacidade: “Tu e eu não vamos ser mais do que reflexo numa montra que nos viu passar”, “passar” ecoa dez vezes. Balla veste de fato preto como se estivesse na sua sala Suggia, e nós os seus convidados incapazes de ultrapassar a sua eloquência e elegância. Mesmo que o segundo tema seja euro-disco e o seu pedido seja complicado de satisfazer, “insiste no meu nome”. “Parece que ensaiamos para esta noite”, contrariamente à histeria em relação aos Jazzanova, o público está sobriamente a usufruir o rock-pop com alicerces nos Heróis do Mar, “sei que te vou sentir/quando espreito o teu nome”. “Vamos voltar à ´Grande Mentira` :´Fim da Luta`”, é uma luta em que o toureiro não sabe se irá matar o touro na arena ou o irá deixar para os currais, como é prática neste país, há sangue mas e o corpo? “Vamos voltar ao último álbum: ´Equilibrio`”, pop-dramatica, “não deixes sombras”. “mãos”, beat pesado, dance, dance! Dance!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clubing=Jazzanova, Balla, Black Bombaim, Álvaro Costa, 15 de Dezembro, Casa da Música @ Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4444716317931896043?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4444716317931896043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4444716317931896043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2011/01/love-boat.html' title='Love Boat'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3838425660829484201</id><published>2010-12-14T14:23:00.001-08:00</published><updated>2010-12-16T12:28:30.026-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TQp2ZsiWr1I/AAAAAAAADR4/mrba7fgaTWc/s1600/Balla2010copy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TQp2ZsiWr1I/AAAAAAAADR4/mrba7fgaTWc/s400/Balla2010copy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551379674511617874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3838425660829484201?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3838425660829484201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3838425660829484201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/12/y.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TQp2ZsiWr1I/AAAAAAAADR4/mrba7fgaTWc/s72-c/Balla2010copy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4130305900237668596</id><published>2010-12-13T15:32:00.000-08:00</published><updated>2010-12-16T12:30:12.509-08:00</updated><title type='text'>Pop Off</title><content type='html'>Noite de Inverno tropical confisca o frio ao Dezembro que se vê excluído da sua estação. Na margem norte do Tejo, junto à Bica no Sapato, um paquete espera pelos turistas de terceira idade que estão a visitar Lisboa em autocarros. O Lux tem nova decoração que reflecte a contemporaneidade em diversas disciplinas das artes visuais, o valor acrescentado é a heterogeneidade. A reunião na sala de concertos é a propósito de “Equilibrio”, o último registo de originais de Balla, banda de um homem: Armando Teixeira, uma das figuras mais prolíficas do cenário pop com carimbo português, fez parte de inúmeros colectivos, o mais reconhecido é Da Weasel, que abandonou durante a década de noventa. Armando Teixeira entra em palco com um objecto nas mãos que irradia luz branca, a sonoridade é próxima de um tremelim electrónico e as máquinas fotográficas disparam assim como palmas que instigam uma histeria contida. As luzes acendem-se e exibem a silhueta de Armando Teixeira, magro e de olhos grandes a rasgar o rosto e com nariz rectilíneo, se parece um lobo é porque o seu corpo cobre-se de negro para se saciar da nossa alma para ser mais forte, mais humano. A sua voz é grave e a gestualidade está presa ao microfone revelando introversão e timidez, mas os acordes são alegres. “Como mais ninguém”, o coro gravado: “EEEAAAOAO”, o beat é pesado que convida a dançar, “reflexo numa montra que nos viu passar”, voz de Balla: “OOLALA”, coro, “EEEEAOOO”, a constatação “quando me encontras forte como mais ninguém!”, “e sabe tão bem”. “Boa noite!”, os acordes agudos da guitarra levam-nos para junto de David Bowie, na sua fase Berlim, misturado com Kraftwerk, “com isso”, “e tudo em nós será querer”, “silêncio”, e instaura-se a melancolia, “gozo”, “tudo em nós será”, “quis ser”, “dedos nos teus”, “querer”, “quis ser”, “nada me consome mais”, mantêm-se o ritmo pesado da electrónica. No terceiro tema o baixo samplado ganha preponderância, que é entrecortado pelas teclas, “corpo”, cinético-erotico, “não vou ter medo, nunca mais”, “não deixes espaço dentro de mim”, “nunca mais”, coro: “Ei”, os teclados repetem os acordes da guitarra: “será de mais?”. “Estamos aqui a apresentar o nosso quarto trabalho: ´Equilibrio`, aproveitem!”. O meio-tempo arrefece a sala ligeiramente, black-blues, “diz-se”, “tempo”, teclado kitsch. A pop binária: “desejo”, “saltei”, “tem cuidado contigo”, com o teclado a ser a força dissonante dos Balla. Liliana é convidada a acompanhar Armando Teixeira, enverga um vestido cor-de-rosa claro de alças e meias de vidro com um padrão amazónico, a música é lenta, a letra paradoxal, está-lhe inerente uma sentença: “Vai-te embora, vai-te embora já”, a voz grave é secundada pela de Lili, ele diz-lhe: “Eu não gosto de ti, mas tu gostas de mim”, a impotência perante a sua beleza omnipresente: “Toda a gente que gosto apaixona-se por ti”. A contradição: “Não posso negar que sou doido por ti”, o slow-tétrico é um contínuo jogo de espelhos. A sexta canção divide-se em duas partes, a primeira tem ritmo lento pontuado por discretos break-beats: “sombras”, “as tuas mãos a fechar”, solo da guitarra, “o vento fuma”, “sombras”, “é o 12º dia”, pop-blues, “as tuas mãos a fechar”. Na segunda parte o ritmo acelera, “respirar”, “sinto”. A “tempestade”, está por chegar através dos “ventos do Norte”, o ritmo muito curto, para dançar como um robot: “já subi”, “não dormi”, “paguei”, “fraco”, a voz de Lili: “é o vento”, “dentro”, Armando: “já subi”, “nunca fui tão forte”. A seguir, “a minha favorita”, “Lixo”, da bateria ouve-se o bombo, a guitarra de três acordes dedilhados lentamente, a canção convoca à terra que o viu nascer João Aguardela quando encabeçou o fado do futuro na Naifa: “ouve o que eu vou fazer”, “espalhavas o segredo”, “porque eu sou lixo e tu também”. O último convidado de Balla é Samuel Uria, mas Armando avisa que “não é um dueto romântico”. A censura alicerçada no ciúme: “não gosto de ver-te pousar”, pop para danças de salão, “vou até ao fim da luta”, “tanto mal”, “falar”, “mas eu não sou”, “não vou”, mas vai, “não vou até ao fim da luta”. A electrónica ganha contornos de relevo acelerado, e a impossibilidade a incapacidade a frustração: “não me vais encontrar”, “a passar”, “não tenho sete vidas”, “não quero saltar antes de tempo”, “a passar”, “não tenho sete vidas”, “não quero saltar antes de tempo”, instaura-se uma florescente união psico-distorcida repetitiva, palmas e histeria, conjugam-se mutuamente. O penúltimo tema, é electro-pop, “gostava de ti, eu nunca dei um passo sem um dia o inventar”, “ninguém”, “sonhar com outro futuro”. “Foi muito bom voltarmos a Lisboa! Obrigado a Miguel Esteves Cardoso, Pedro Mexia, Luís Peixoto, Luís Varatojo, Samuel Uria, à Liliana” e aos músicos que acompanham Armando Teixeira que permite que a música se transforme numa filigrana que ao ser compósita revela-se em sonhos pop off. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equilíbrio, Balla, 10 de Dezembro, Lux/Frágil @ Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4130305900237668596?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4130305900237668596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4130305900237668596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/12/pop-off.html' title='Pop Off'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1238721218724461837</id><published>2010-10-25T13:40:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T13:42:03.357-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TMXrljxRBmI/AAAAAAAADRw/LERsSgsOa7c/s1600/DSC05483.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TMXrljxRBmI/AAAAAAAADRw/LERsSgsOa7c/s400/DSC05483.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532086747784087138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1238721218724461837?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1238721218724461837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1238721218724461837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/10/blog-post_25.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TMXrljxRBmI/AAAAAAAADRw/LERsSgsOa7c/s72-c/DSC05483.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7698704229746953559</id><published>2010-10-24T15:38:00.000-07:00</published><updated>2010-11-12T17:57:41.613-08:00</updated><title type='text'>The Beat Generation</title><content type='html'>Um intro de discoteca londrina do final dos anos oitenta marca a entrada em palco The Psychedelic Furs, que poderiam ter sido uma criação de Andy Warhol, se não tivessem nascido em Inglaterra, no pós-punk. O Teatro Sá da Bandeira tem cadeiras de napa que deveriam ter sido removidas, entram os irmãos Butler o que segura o baixo veste um blazer negro com uma caveira de prata na lapela, é alto e o seu rosto ossudo é cortado pelos óculos escuros. À sua direita Richard Butler, a sua voz é grave e confunde-se com o saxofone, empunhado por um homem baixo e sem pescoço, tem a cabeça grisalha e uns óculos escuros a esconder o olhar. Tem a seu lado um guitarrista que raramente se dá conta da sua existência, assim como os teclados dedilhados por uma loura elegante. De realçar que o Sá da Bandeira revela-se como o maior inimigo dos Furs, a acústica é inócua. Após o hino “Pretty in Pink”, “ins`t she?”, “last dress”, “pretty in pink ins`t she?”, Richard Butler, ri, e pousa para as máquinas fotográficas que o captam de preto e óculos de lentes transparente, solo do saxofone, “she”. Bateria, saxofone, soma-se o baixo e a voz: “Stop”, solo do saxofone, “she said”, “sweet dreams”, “scream”, “yes she is a heart beat”, sax, “yeah”, “nobody talk”, “I need a heart beat”, “I need a heart beat”, "I need a heart beat”. Banda, sax, voz, baixo, Richard enquanto imita a gestualidade de uma marioneta de canto desarticulado, desdenha as “movies stars”, “I don`t Want”, punk-rock nova-iorquino, “movies stars”, teclado. Palmas. O público coloca-se à frente do palco abandonando as cadeiras, instala-se uma histeria miudinha. “Thank You!!!”, sorri. “Don`t cry”, “don`t cry”, “Come and go”, funk-rock, “hit me like a train”. O baixo ouve-se gradualmente mais encorpado o que é uma mais valia para se sentir a pulsação dos Furs, “Play”, o saxofone emerge num solo magistral, assim como a guitarra, “all the time”, “memories”. Guitarra, meio tempo, e a bateria e o baixo aumentam o ritmo, sax-solo, progressão, “driving a car”, “but I understand”, electro, guitarra, solo de sax prolongado de Mars Williams numa linha inapropriada que se aproxima de Andy Mackay com ácidos. “Anyway, can you understand? But I can can understand”, “promises”, finalizada com solo louco do saxofonista. O meio tempo “get away”, pop, “absolut crazy”, “parachutes”, “pray”, uma música enrolada num estranho remoinho que leva os corpos para a fogueira mas em simultâneo é a partir do fogo que lhes dá vida. “So romantic”, “crazy”, “AAAAAAAAAA”. A cruzada pelo meio tempo é ganha “talk”, “sister”, “oh yeah”, “morphine?”, “OH Yeah!, “Radio”, tétrica, “dreams”, “oh yeah!”. A equação pop surge através de “papers”, “love”, “she”, “she won`t wait for you”, Richard aperta as mãos dos fãs que dançam aos seus pés, “she can`t wait”, com a pandeireta a ser executada pelo saxofonista a exalar cascavéis. Pop: “land”, artilhada numa wall of sound inspirada em Phil Spector, vertida para um frasco de veneno ao dispor de qualquer criança, psicadélica, “regret”, “head”, “I hear of you”, “pray”, solo do sax.  “Full of people”, hard rock, “push”, “I can see”, “Play”, “big cities, big stars, big cars”, “big town”, “get lost”, “who cares?  Big cities, big stars, big cars”, suspende os braços à volta do corpo e atira-os para trás a exorcizar o passado. Richard Butler na boca de cena imita o movimento de uma chinesa dentro de uma caixa da música, “Heaven”, pop-psicodramatica, solo do saxofone, “and heaven”, “don´t you fall apart”, “Heaven”, “Heaven, don`t tell you apart”. Richard Butler abandona a banda que dá progressão à canção. Richard Butler, regressa, fica fixo na boca de cena, e ergue o braço direito e estende-o e abre a mão, é a demência da pop surrealista, o saxofone desloca-se para a direita, Richard para a esquerda a berrar: “I DON`T WANT TO CHANGE”, “DON`T LIES”; “NO TEARS”, junto ao público na boca de cena: “Happy”, “say yeah”, “it`s said”, “don`t cry”, “OOOOOOOO”, rock and roll com fonte Velvet Underground, suja. “OOOOOAAAAAAA”. Quando pára de rodopiar, uma ovação eclode, e a electricidade mantêm-se estática à espera do regresso dos Furs, acendem as luzes e as reticencias são saudade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Psychedelic Furs, 20 de Outubro, Teatro Sá da Bandeira @ Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7698704229746953559?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7698704229746953559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7698704229746953559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/10/beat-generation.html' title='The Beat Generation'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6469210516457793467</id><published>2010-10-23T15:46:00.001-07:00</published><updated>2010-10-23T15:46:55.336-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TMNl20VfzxI/AAAAAAAADRo/Ipz0Ml3LbCY/s1600/LCOLE%40TAGV.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TMNl20VfzxI/AAAAAAAADRo/Ipz0Ml3LbCY/s400/LCOLE%40TAGV.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531376759777251090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6469210516457793467?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6469210516457793467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6469210516457793467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TMNl20VfzxI/AAAAAAAADRo/Ipz0Ml3LbCY/s72-c/LCOLE%40TAGV.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-685976457712321556</id><published>2010-10-22T17:20:00.001-07:00</published><updated>2010-11-27T16:15:23.113-08:00</updated><title type='text'>Nobel</title><content type='html'>“No Blue Skies” é cantado por Lloyd Cole, vestido de negro, o seu cabelo grisalho tem uma madeixa branca e uma barba que contorna o seu rosto de 49 anos, sobressaem os olhos escuros que se emocionam enquanto ele narra. “Tell the stars of the skie”, “Looking for someting”, “someone else”, “maybe”, “When I cry to your feet”, “All I `m gona do is cry”, “read”, “baby”, “to prestige”, “feet”, “baby”, “to well read”, “anymore”, “What `s gona fappen when you open your eyes, it`s a brand new day babie, No blue skies”, revista numa versão com três guitarras acústicas. O eterno Commotions apresenta “Broken Record”, com um small ensemble composto por mais dois músicos, sob as luzes estáticas do palco do Teatro Academico Gil Vicente: “Most of the time, so We drink Spanish wine”, “tell the morning”, “the Tv on”, “she`s everyting I need” , country-pop, “Happy most of the time”, “just tired”, “Spanish Wine”, “telling lies”, “We feel fine”, “What`s true”, “crime”. Palmas. “Obrigado”, “Desculpe eu não falo portugues”. Estamos sentados a olhar para o escritor de dramas sociais-sentimentais contemporâneos, que reflecte a perífrase que encaixa nos seus acordes. “Your language is very dificult” . “Perfect Skin”, reflecte uma mulher de pele jovem, morena ou loura, tanto faz, pouco importa, ela é “Louise”, “the way she smiles my way”, solo, as guitarras repetem os acordes, “she takes me down to the baseman”, “Perfect skin”. “Like a Broken Record” , é apresentado com duas guitarras e um bandolim, a profunda ironia: tudo o que a receptora representa soa a um disco partido. “Some of you are drunk? Are you drinking? Because you are students or because you were once students? I Was student once”.   “Don't Look Back”, minimal, “a bootle besides her, looks like an angel”, “Faith is never easy when you are young”, “When you are young”. “Woman in a bar”, inspira uma tragédia numa perspectiva estética de Johnny Cash misturada com os U2. Com o bandolim a projectar os acordes de “Writers Retreat” que se instalam na canção como um sample, que varia segundo a voz de Lloyd Cole profundamente melancólica em acordes épicos que inspiram “to ride”, “you can get a beat from a broken heart", “you have nothing to do” , “but to ride”, “you can Write a book, wile falling apart”, “I´m already gone”. Lloyd Cole dá liberdade à sua musa mas em simultâneo abandona-a, antes que tudo se desmembre. É uma sentença, que lhe diz que irás perder a minha atenção, nem é sensível ao seu choro falso, “going for the Sun”, é a Cool América a nascer em Coimbra. “Did you cry When you saw the hole in the skies?”, “radiation?”, resposta: “It´s only sunlight!”, “SO YOU LIKE TO SAVE THE WORLD!” , solo do bandolim, com as duas guitarras a acompanha-lo. “Did I mention that I Have a new record? And the show is on two parts? We can make a break and you can go to the lobby and bye it”.  “Are you ready to be heartbroken?”, é a questão mais perniciosa que se projecta numa certeza: “Heart broken”, a guitarra em slide do músico a esquerda de Lloyd, substitui o piano no original. “You are so Happy now”, “are ready to belive?”, nenhum dos estudantes responde à questão, solo do guitarrista à esquerda de Lloyd Cole. “Very, very rock and roll”, é uma narrativa que desconstrói a figura de Lloyd Cole: é rock and roll, mas canta a melancolia associada ao tédio, com as guitarras a conjugar os acordes distorcidos pela mudança de temperatura das cordas da guitarra que as desafina. Bandolim doa à canção um tremelim kitch, “London Sun”, cruel, “precious time”, perdido ao ritmo do tédio. “Love you more undressed”, “It`s really”, pop-country, “disconnect the telephone”, “tell your mother We Went to Rome”. O slow suporta a voz off the Lloyd Cole: “Oh! Los Angeles can you sleep”, “you look so full of cocaine. Los Angeles how can you sleep? So full of cocaine, can you give me some? I `ll take it and I run”, “I ´m suppose to sleep all alone”, “in a mini-bar”, “spectre vision girl” com Lloyd Cole a afastar-se gradualmente do microfone como um uivo a romper a noite. “Like lovers do” é transportado ao ritmo slow progressivo, paranóico, “I like her a lot”, “like lovers Do”, “Julie came, Friday the four, four forty”, “she ran away like lovers do”, minimal, “like lovers do, like lovers do”. A piromania “if she won`t come down, she `ll burn like a forest fire”, o hino de uma inoclastia çega, de tão violenta ao manifestar-se a perífrase, “forest fire”, “let`s go for a spin”, “I Belive in love”, “I Belive in anything is going to get me at, I Want take off my needs”, “there`s a Forest Fire every time we get together”, no fim solo de Lloyd Cole. Bandolim + guitarra acústica, banjo, palmas, “Lost weekend nobody else to blame”, “last Weekend”, “Amesterdam”, “nobody else”. “But they say Love is blind”, “Her name is on you”, “Jennifer in Blue”, “her name on you”, “forever She said”, “you change like the weather this is the rain”. Cole toca os acordes finais, as luzes apagam-se e cai o pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Broken Record, Lloyd Cole and Small Ensemble, 19 de Outubro, Teatro Académico Gil Vicente @ Coimbra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-685976457712321556?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/685976457712321556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/685976457712321556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/10/nobel.html' title='Nobel'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3915960506570082046</id><published>2010-10-07T11:14:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T08:51:13.589-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TLCPZtA80DI/AAAAAAAADQA/r-82T5rQRIM/s1600/U2%40Coimbra-03-10-10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TLCPZtA80DI/AAAAAAAADQA/r-82T5rQRIM/s400/U2%40Coimbra-03-10-10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526074414526681138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3915960506570082046?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3915960506570082046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3915960506570082046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/10/h.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TLCPZtA80DI/AAAAAAAADQA/r-82T5rQRIM/s72-c/U2%40Coimbra-03-10-10.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-9146680036461653690</id><published>2010-10-06T15:09:00.000-07:00</published><updated>2011-01-21T16:18:11.869-08:00</updated><title type='text'>Space Oddity</title><content type='html'>Tarde de Outubro chuvosa espera ansiosamente pela aparição dos irlandeses U2, que apresentam a digressão “360º Degrees”, no Estádio Cidade de Coimbra, composto por corpos com capas transparentes que ouvem a M80. A banda promove o álbum “No Line on The Orizon”, a capa é uma fotografia de Hiroshi Sugimoto cinzenta tal como as nuvens que rodeiam o palco, composto por um centro onde estão instalados os amplificadores da guitarra, a bateria, e as colunas do baixo, entre estes o microfone de Bono. Este à sua frente terá um fosso de pessoas e duas pontes móveis que lhe permitem estar mais alto do que o palco principal e consequentemente alcançar o segundo palco. Nas extremidades exteriores da circunferência há uma estrutura em metal que se divide em quatro colunas, que progressivamente se vão alongando e se encontram no topo, sob este ponto encontra-se um ecrã circular que tem duas funções: a de projectar imagens e em simultâneo luz. Esta cenografia retro-cibernetica-futurista, é devedora à digressão de David Bowie, “The Glass Spider Tour”, do fim da década de oitenta do século passado. “Space Odditity”, é a música que com as luzes acesas dá sinal para a entrada do quarteto pela esquerda alta. Bono é The Fly, a sua persona que imita Charlot pela passadeira e abre a boca como se as cinquenta e cinco mil pessoas se estivessem a vir na sua boca projectada pelo ecrã. The Edge é o condutor da nave espacial, o impulsionador de uma métrica que oferece a descarga eléctrica sobre o estádio. “Beatiful Day”, “tell me?”, “See the World in green and Blue!”, “get aaway”, “touch me”, a voz ainda não se encontra afinada mas a guitarra mimetiza-a, como se The Edge fosse o duplo de The Fly. “New years Day” é reproduzido com exactidão e melodicamente o teclado é dominante e entrecortado por solos marciais distorcidos circulares e mecânicos da guitarra. “On the Way”, “night and day”, “on the red sky”. “PORTUGAL!”.  O hino da ONU dá início a “Get on your Boots”, o universo que predomina é a paz “love and eternity”, “you don´t know”, “you are”, The Edge projecta acordes melódicos distorcidos, estabelecendo-se como o desfibrilador da multidão histérica. “Magnificent” quando perde o pendor progressivo da guitarra, e esta se estabelece num nível inferior em relação à voz, o vídeo ganha relevo, “to be with you”, pop, “I Was born to sing for you”. O reggae cibernético da década de noventa em “Mysterious Ways”, com bailarinas no ecrã a movimentarem-se ao ritmo dos acordes da guitarra, “she moves”, “Living in the ground!”, “love”, “she took a shot”, “to hurt is to steal”, “She sees a man the side of a chiiiild”, “It's all right, it's all right, all right, She moves in mysterious ways”. A voz The Fly é abafada pela multidão, “hands in the air”, “sing with me: ´E-L-E-V-A-T-I-O-N”. Distorção sobre os espectadores que pululam ao ritmo sincopado: “E-L-E-V-A-T-I-O-N”, distorção da guitarra, “E-L-E-V-A-T-I-O-N”, distorção da guitarra, “E-L-E-V-A-T-I-O-N”, distorção da guitarra, “E-L-E-V-A-T-I-O-N”, finalizada num solo angular de tão violento. A turbulência fílmica sobrepõe-se à narrativa de Jesus na “Última Seia”, a papel químico azul: “Killing time”, “Last time We meet”, “I Drank the Wine”, “Everybody having a good time”, os acordes a meio tempo suportam Bono, assim como a secção rítmica: “I took the Money”, “I Kiss your lips”, “Inocent eyes”, The Fly ajoelha-se: “I Kiss your lips”, “Until the End of the World”, “I reach to the one I tray to destroy”, nesse instante as pontes que unem os U2 separam-se com The Edge a encarnar Jesus. “Thank you! Obrigado! Thanks to feel us at Home”, “In our home, it´s bad, bad for our countries.  But, That ins`t going to stop this evening”. “I Still Haven't Found What I'm Looking For”, os acordes de uma América idílica é monótona com o público a ter o protagonismo, o ritmo é pop, facilita o sing along. “Pride (In The Name Of Love)”,  “one man”, “on a empty beach”,“of love”, público: “LoooVVEE”, “April four”, “Memphys Sky”, “PrIDE”, a distorção afasta-se do original como se fosse uma granada de Delays, a secção rítmica segura e concentrada, público: “In the name of LoveEE”. The Fly veste a capa de estudante católico, “F-R-E”, resposta do público: “Frí!, Fró! Frú! Frá-fré-frí-fró-frú! Áli-quá-li-quá-li-quá! Hurra! Hurra! Hurra”, é o momento em que The Fly é dono das massas, conquistador: de cabedal  preto, óculos escuros. The Edge de camisa sintética e o tampão enfiado na cabeça. Larry e Clayton de claro. The Fly: “Público fantástico”. “We are going to Play a new song”, “that we never played before”, “This `s ´A Boy falling from the sky”`, uma canção pop a meio tempo perfurada por solos épicos minimais progressivos da guitarra, “Sky”, “AHAHAHHA”, “AHHAHAH”, “wonder if he is far away from home”, “save yourself”, “try to fly” , “Sky”, “tonight”, “from the sky”. The Fly na guitarra procura acompanhar Jesus, “melody”, “humanity”, “You and I”, “there`s no way”, “you and me”, “EEEEEEE”. “In A Little While”, “Miss Sarajevo”, “City Of Blinding Lights”, todas inserem-se no mesmo ritmo com variações diversas mas maioritariamente a nível melódico. “That girl, that girl is mine”, no ecrã surge o Planeta Terra, “a man takes a spaceship, in to the sky”, surge um astronauta numa nave espacial suspensa no Universo. Na segunda, canção-hino o Pavarotti compareceu, numa estranha relação entre a pop e a ópera, unir culturas é o objectivo de um pacifista, no ecrã: “Roubavas por amor?”. Na terceira o ecrã desce, tem uma steel guitar a encurtar as notas, como se fossem naves espaçais a percorrer, “advertising in the sky for people Like Us”. A multidão acorda com “Vertigo”, “Un, dos, três… catorce”, “is dark”, “hole”, “I ask for the cheque Jesus by the neck”, “feeeeeel”, o ecrã projecta a banda circularmente e rapidamente, o wall of sound da guitarra transporta-a para uma dimensão futurista. “Relax don´t do it, if you want to come” , The Fly de joelhos, “turn on your raadios”,  funk, introduz: “Crazy Tonight”, em versão “Discoteque”, com os músicos em movimento constante, os seus rostos surgem no ecrã e sobressai cada um ritmicamente. The Edge e Adam Clayton, a encostarem as costas no centro da passadeira circular, Larry Mullen Jr. com o tambor a marcar o ritmo de uma rave espacial. No ecrã surge um texto em islâmico, estes lançaram a fatwa a Salman Rushdie após a publicação de “Os Versículos Satânicos”: “I Can´t belive the News today”, “Sunday Bloody Sunday”, o solo marcial é a representação da canção alicerçada numa melodia rítmica que pontua “tears away” com uma distorção. No ecrã a eterna Aung San Suu Kyi, o seu rosto sobre um fundo vermelho, Nobel da Paz em 1991, em prisão domiciliária  imposta pelos militares da Birmânia. “Radio free radio national”, “to the people of Burma, We `ll stand by you”, ergue o o braço direito e fecha o punho.  No ecrã surge um texto que desaparece rapidamente, “be strong”, “Walk on”, “stay safe tonight”, “Walk on”, solo progressivo e semi-distorcido, “leave behind”, “All that you can`t leave behind”. Bispo Desmond Tutu, sul-africano activista e cúmplice de Nelson Mandela é projectado, “the same people”, que estiveram envolvidas no fim do eslavismo nos EUA ou na lei de divisão de raças, são as mesmas que estiveram contra o “Apartheid”, “and finaly one day, We feel as ´One`”. “Do you feel the same?”, “one”, “one”, blues, “Did I disapoint you? Or leave a bad taste in your mouth?”, “too late tonight”, “light”, o ecrã exibe os U2 a sair de um Trabant, próximo de escombros do Muro de Berlim. “Carry each other”, “one”, é uma pérola pop-retro-psicadelica, com a guitarra a assumir a alma de The Fly. “Love is a temple”, solo distorcido, “each other”, “Oneeeee”, solo circular. “Where The Streets Have No Name”, os U2 são projectados no deserto à procura da Joshua Tree um local sagrado, onde possam rezar. O desenho animado, uma cabeça infantil cantarola no ecrã: “This `s Major tom”, “Planet Earth is blue and there´s nothing I can do”.  “Sometimes I feel I Don´t Know”, “be strong”, Bono tem um microfone iluminado pendurado da cabeça da Spider, e um casaco que emana luz vermelha, dança e a luz rodopia pelo estádio, é o êxtase da conjugação suprema da pop, “baby, baby light my way”, “Be found”,  “Where no one can sleep”, “baby, Bay”, solo distorcido-psicadelico, os U2 aparecem de azul no ecrã. Baixo + Bateria, a guitarra intrometesse, a tragédia é conduzida a uma vertigem, “see the stones in your eyes”,  “I Wait for you”, “she makes me Wait”, “With our without you”, a intensidade rítmica é em crescendo, com o solo a prevalecer como a voz da consciência de The Fly.  Após “Moment of Surrender”, caem pingos da fotografia de Hiroshi Sugimoto, onde o mar e o céu se encontram. As luzes acesas, os quatro lado a lado na boca de cena, não acenam um gesto de despedida, sorriem, The Fly abraça Adam, riem, The Fly, abre um guarda-chuva e canta: “I`m singing in the rain".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;360º Degrees, U2, 03 de Outubro, Estádio Cidade de Coimbra @ Coimbra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-9146680036461653690?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/9146680036461653690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/9146680036461653690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/10/space-oddity.html' title='Space Oddity'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3358482958742879548</id><published>2010-09-29T17:14:00.001-07:00</published><updated>2010-09-30T16:16:29.932-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TKUaRbE3TiI/AAAAAAAADOg/8KQiiraXOHY/s1600/Pop.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 264px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TKUaRbE3TiI/AAAAAAAADOg/8KQiiraXOHY/s400/Pop.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522849404668038690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3358482958742879548?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3358482958742879548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3358482958742879548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/09/picinoff.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TKUaRbE3TiI/AAAAAAAADOg/8KQiiraXOHY/s72-c/Pop.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1977251633733560740</id><published>2010-09-28T16:51:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T17:54:13.408-07:00</updated><title type='text'>Contra Mundum</title><content type='html'>O intro que assinala a entrada dos Pop Dell `Arte no palco do Teatro Aveirense é tribal, as luzes estão estáticas. As palmas eclodem quando surge o colectivo de João Peste e José Pedro Moura, o primeiro encontra-se magro, veste jeans e uma camisa branca, gravata vermelha e um casaco de marinheiro errante. As primeiras canções versam sonoramente o universo de Brech/Kurt Weil, acentuadas pela vocalização grave e a expressão corporal do cantor é mínima: encontra-se sentado num banco alto e levanta os braços acima da cabeça e deixa-os estáticos enquanto é fotografado pelos fãs. O terceiro tema é um slow circular, a voz de Peste assinala palavras-chave: “real”, “I`m a ancient tunel”, “man”, “friend”, a tragédia: “end of times”, com solo do baixo de José Pedro Moura. O ritmo africano resurge em regime de break beat, “I´m sorry, Mr. Worry”, “Mr. Guilty”. João Peste canta por vezes como se fosse um relógio ao qual é necessário dar corda, a questão é: em que tempo é que ele se encontra? “You are my real life”, “life”, retorna a atoada de cabaret visitado por marinheiros à procura de marinheiros que fumam liamba antes de atracar em terra firme. A incursão pela década de oitenta é perceptivel através do uso da guitarra, oferendo à canção uma perspectiva naive, “não sei”, “não sei o que fazer de mim”, “não sei o que viver”, “ainda tenho um sonho ou dois”, “não sei como viver sem ti”, “não quero mais sofrer”, “não sei como chegar ao fim”, a voz é grave e dissonante que impesta a canção numa pop esquisita, a banda faz uma pausa e Peste continua numa deambulação que espanta o auditório: “é triste viver de iluções”, “recordar é viver”, “sim eu sei”, os acordes da guitarra reintroduzem a canção, “estou preso neste elevador”, “ainda tenho um sonho ou dois”. O electro-afro-kitsh surge, mas a equação é árida e o chamamento é longínquo, “telhados desertos”, “ao longe oiço os passos de um marinheiro louco”. A bateria perde acidentalmente o pedal do bombo, o que obriga a uma pausa prolongada. Peste improvisa à capela: “a tua sombra abraçou-me, implorou-me”, “numa noite de chuva em Campo de Ourique”, “beijou-me, implorou-me que a minha sombra e a tua fosse só uma nessa noite de chuva em Campo de Ourique”. Palmas. “Godnight”, é delicado, fantasmagorico, pontuado por um coro de crianças, que se despedem antes de se irem deitar. “I`m a slave”, “S. Fancisco”, o baixo é quem domina o groove e o distribui pelos colegas, numa vertente blues, mas dark, “EEEEEEE”, a onomatopeia pontua-a, “I `m a slave”, “DTURUURURUUU”, “S. Francisco”. Os violinos apresentam melodicamente, a tragédia “I don´t want to see you”, o baixo elimina as cordas, “URSURURUSURRUR”; “OOOOOO”, “teus sonhos não têm coração”, “sedução”, “eu apenas sou uma mentira”, “LARAIRARARAIRARA”, “passa os dias à frente do espelho”, “quando me venho na tua boca”, “abraça-me lentamente”, “ATARATATRA”. Peste ri fantasmagoricamente, adensando o nível de ironia das suas palavras enquanto coloca os dedos longos sobre o rosto. “Aveiro foi um dos primeiros locais onde tocamos em 1985, foi a nossa primeira incursão pelo Norte. Depois tivemos o famoso concerto nas Catacumbas”. “XX Century Boy” de Marc Bolan, marco do glam rock inglês é distorcido até ao limite permitido por lei, sendo que esta (LEI) foi esquartejada ao longo de vinte e cinco anos à procura de uma quimera que teima em zarpar sempre que os Pop Dell`Arte a pretendem alcançar.               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra Mundum, Pop Dell`Arte, 25 de Setembro, Teatro Aveirense @ Aveiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1977251633733560740?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1977251633733560740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1977251633733560740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/09/contra-mundum.html' title='Contra Mundum'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4300896065670821761</id><published>2010-09-27T13:43:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T13:45:11.945-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TKECLu_a-VI/AAAAAAAADN4/YHal59vwjEU/s1600/O1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TKECLu_a-VI/AAAAAAAADN4/YHal59vwjEU/s400/O1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521697018748795218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4300896065670821761?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4300896065670821761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4300896065670821761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/09/blog-post_27.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TKECLu_a-VI/AAAAAAAADN4/YHal59vwjEU/s72-c/O1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1667536977043591020</id><published>2010-09-26T14:57:00.001-07:00</published><updated>2010-10-02T16:26:24.547-07:00</updated><title type='text'>Untitled</title><content type='html'>Ver um ponto de luz no horizonte e persegui-lo é seguir o sentido do infinito. Percorrer uma ambição com a perspectiva de acrescentar ao presente um futuro, espaço ou um trabalho que alimentam a possibilidade de liberdade. No Salão Brazil, na baixa de Coimbra, bar de luzes ténues com um pé direito gigante, as luzes iluminam Ana Deus e Alexandre Soares, unem-se em redor de Osso Vaidoso. A primeira vitima deste duo é o amor, “estropiar”, “cortar-lhe as asas”, “e”, “dormir”, “amarrar-lhe”, a guitarra eléctrica de Alexandre Soares exibe-se a completar os versos de Regina Guimarães, a voz é de Ana Deus, que se divide entre a spoken word e o canto. A segunda canção insere-se na mesma lógica gramatical, “não tenho papá, não tenho trovão, não tenho peso ideal, não tenho conta poupança, nem doutor de confiança, há coisas que são só minhas”, os acordes de Alexandre Soares variam e procuram completar os estilhaços das letras.  O solo é longo e circular os versos curtos, Alexandre Soares coloca-se de joelhos numa estranha penitencia, tentativa de se aproximar de uma concentração perfeita, a estranheza do acto da purificação. O terceiro tema é um slow, que ancora num lugar comum: “Chorar não vale a pena, sobre leite derramado”. Sobre a próxima canção Ana Deus, refere: “É a visão deles, dos rapazes da tutoria do Porto”, resultado de leituras com jovens delinquentes, impera a spoken word, e a letra é de auto-comiseração, “eu roubei, poderia ser a minha mãe”, e a lógica que impõe a solidariedade, “ladrão não rouba ladrão”, a guitarra eléctrica ganha protagonismo através de dinâmicas desconstrutivistas. Esta é substituída por uma viola picola, num tema que versa a vida saudosista dos emigrantes em França, o timbre da viola é a peste, é através dela que visitamos as casas com corações de Fátima, velas por Cristo, fotografias em Nazaré, garrafões de vinho da adega da aldeia, mulheres gordas e feias, homens escarram para a sanita, arrotam, e o Benfica está no coração: “Je pleure en regarde la telé”, “Je voudrais mourir chez mois”, é dito tão delicadamente, que se transforma numa pequena angustia. A guitarra eléctrica inicia a canção, “todas as noites são de transição”, “começam pelo céu pelo chão”, a sobreposição de acordes dá lugar a um improviso introvertido. A verão dos Velvet Underground, “Vénus in Furs”, “podia dormir 1000 anos”, “1000 sonhos não me acordariam”, “AAAAAAA”, “que briga na rua escura”, “que o teu mal te cura”, “amor chicote estala”, “estou cansada, estou exausta”, Alexandre Soares desconstrói o tema numa vertente minimal em que as notas são dedilhadas lentamente, a voz é que a retira do andamento fúnebre, “tua sombra, tua luz”, “já não se apaga”, “traga-me a”, “Aaiaiaiaiia”, “morte viva”, “AaiAIAIAIA”. “A próxima chama-se ´Poligamia` escrita pelo Valter Hugo Mãe”, num ritmo rápido como o desejo de qualquer mãe ou pai: “hei-de fazer a minha filha rica, dar-lhe um namorado de cada cor”, a guitarra quando se enfurece ouve-se um génio que a domina de cima abaixo, e lhe rasga as cordas, asfixia-a, num auto-erotismo suicida. “´Cacofonia` é dedica ao Mário Henriques [técnico de som] que é aniversariante”, o gráfico dos acordes é intenso e assimétrico, “tetas”, “drogas”.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osso Vaidoso, 24 de Setembro, Salão Brazil @ Coimbra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1667536977043591020?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1667536977043591020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1667536977043591020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/09/untitled.html' title='Untitled'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4927872509029170172</id><published>2010-09-10T15:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T15:57:18.679-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TIq3x4OKUzI/AAAAAAAADFc/9ybeCSv_Kf0/s1600/PeterMurphy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TIq3x4OKUzI/AAAAAAAADFc/9ybeCSv_Kf0/s400/PeterMurphy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515422761201849138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4927872509029170172?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4927872509029170172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4927872509029170172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TIq3x4OKUzI/AAAAAAAADFc/9ybeCSv_Kf0/s72-c/PeterMurphy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-257906932258942811</id><published>2010-09-09T21:46:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T15:39:14.187-07:00</updated><title type='text'>Hell and Heaven</title><content type='html'>Se o paraíso é uma plataforma épica de glorificação de uma eternidade utópica, então coloquem-se no interior de Peter Murphy, o morcego dos Bauhaus, o homem que nos orienta para o Inferno. Magro, caminha sobre as pontas dos pés, encara o público de Águeda de frente, beija o guitarrista, discute com o técnico do palco, este é o seu inimigo que Murphy tem que degolar e posteriormente violar. A suavidade de “Cuts you Up” é apenas para o registo fonográfico, ao vivo o power trio acompanha a guitarra acústica, em regime distorcido com o baixo a ganhar gradualmente o protagonismo. “You now the way?”. O plano que se inscreve a partir daqui é tétrico, cavernoso, com esqueletos pendurados em árvores, e mulheres obesas a cozinhar cadáveres, com velhos a rezar, “going to hell”, a bateria repete sete vezes como se fosse o prenuncio de um enforcamento induzido pela solidão, extrema unção, “going to Hell”, ecoa pelo recinto devoto ao hominívoro Leitão, com Peter ao lado do baterista corpulento latino americano. “Strange kind of Love, strange kind of feeling”, a sua voz é modular como a língua do Diabo, “broken Hearts”, o foco sobre o rosto emagrece-o, “to Love or to HATE?”, com o teclado a adocicar a cauda de espinhos. “This is a new song”, “wich is about, Magnificent.”. Duas guitarras em distorção, Peter dança como se estivesse sobre uma passadeira de ginásio, “she takes”, com a malha distorcida a soprar violentamente sobre os suicidas a impedi-los de se matarem, “all the cities”. Pausa. Peter, rodopia, como se fosse uma agulha a cair sobre uma teia de aranha.  A alma dos Bauhaus é ressuscitada numa vertente niilista, o fundo do fundo, o bicho das sete cabeças e língua de bovino. “I don´t now anymore”, ritmo sincopado, variações rítmicas, “anymore” “anymore”, “anymore”, “anymore”, “anymore”, “anymore”, “anymore”, “anymore”, “anymore.”. A lágrima negra é aspirada, numa distorção revestida a prata pop, “OOOOOOO=OO”, “she is in parties”, parece a antepassada de uma canção dos Suede, mas Peter Murphy dança como um menino tolo de uniforme no recreio de um colégio inglês. “She is in Parties”, é uma premonição violenta num dub claramente dark. Stop. Peter Murphy entra em palco e posiciona-se na boca de cena, coloca os braços ao nível dos ombros e o roadie, segunda guitarra ocasional, enrola-lhe ao pescoço plumas negras, “Ziggy Stardust”, é corrompido longitudinalmente e em latitude, libertando-a da demência contida do original de Major Tom. “Space Oddity”, é apresentada numa sincope em que as teclas do piano são sempre as negras, abissal precipício delicado, cantado, por Peter Murphy e os três músicos deitados, numa encenação do pós-além, o supra-Inferno, “major Tom to run control”, numa, “today”, “no Way to go.”.“Transmission” da Joy Division, “radio”, “live transmission”, ouvem-se as guitarras a deflagar, e bateria a estourar, numa vertente de pura transmissão, diversão, negritude, dark, suicide, “dance”, “dance”, “dance”, dance”, “dance”, “dance”, “dance”, oiço a voz de um suicida, “show”, “dance”. “RADIO”, “dance”. Nine inch Nails e Johny Cash, em simultâneo são cantados pela voz do além, à guitarra eléctrica com as luzes acesas, num último shot de heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17ª Festa do Leitão, Peter Murphy, 09 de Setembro @ Águeda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-257906932258942811?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/257906932258942811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/257906932258942811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/09/hell-and-heaven.html' title='Hell and Heaven'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4259695785992881501</id><published>2010-07-23T14:54:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T14:57:02.312-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TEoQKFwUtAI/AAAAAAAACn0/8qaGNKEMiTs/s1600/R.Music"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 272px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TEoQKFwUtAI/AAAAAAAACn0/8qaGNKEMiTs/s400/R.Music" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497224060688708610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4259695785992881501?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4259695785992881501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4259695785992881501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/07/blog-post_23.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TEoQKFwUtAI/AAAAAAAACn0/8qaGNKEMiTs/s72-c/R.Music' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3139531826753309155</id><published>2010-07-22T21:42:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T21:48:41.059-07:00</updated><title type='text'>Money</title><content type='html'>Manzanera, Ferry, Mackay, ocupam o palco da esquerda para a direita, nos jardins do Palácio dos Marqueses de Pombal, espaço de uma elegância neo-classica, mergulhado na noite o seu perfil esvai-se. Roxy Music são acompanhados por coristas de vestido curto, bateria, teclados, uma segunda guitarra, há uma pianista de fato prateado, rabo-de-cavalo, que se remexe como se fosse uma serpente egípcia. As primeiras músicas do alinhamento, prevalece uma progressão constante com o saxofone a solar e a sobrepor-se ao todo, “While my Heart is still Beating” tem esse código genético. Bryan Ferry desloca-se para a direita do palco a bater palmas, repete o gesto na esquerda, é sinal que o líder dos Roxy Music quer-se divertir, apesar do frio de Verão. “More Than This” é sensual, e a sua lírica é uma suave simulação, recebida por parte do público de forma entusiasta. Mas as canções seguintes conduzem a multidão a um adormecimento ilusório, “Ladytron”, ou, “A song for Europe”; “but yesterday”; “these cities may change”, a voz por vezes não se faz ouvir. Estas duas canções, têm o sangue envenenado, surgem como se fossem banais e gradualmente transformam-se numa trip digna dos anos setenta, o ácido repercute-se pelas nossas almas. É o estabelecer de um psicadelismo neo-kitsh, que podem ser ouvidas num Casino, onde uns tipos vestem fato com camisa de seda, compradas em Oxford Street numa tarde de Verão, abafada, acompanhados, pelas namoradas, como a Jerry Hall. “My only sorrow”: “yeasterdaAY”; “jamais”. “There is no time for us!”, é contra o tempo, que o separa de  manter o sentimento que o prendeu no instante em que o alvejou. O saxofone entrega a sua cor de elemento aglutinador, a partir do qual tudo se transforma num hino psico-progressista, dedicatória à Europa: “Song for Europe.” Bryan Ferry senta-se ao piano e ouvimo-lo a dedilhar, “only my”, “my only love”; “my oonly Love”, o solo da guitarra é executado por um jovem de cabelo louro, que nunca olha os portugueses de frente, numa timidez perturbante. “More than words can`t save us”; “there`s a river”; “only love” repete o coro de quatro mulheres, que raramente se faz ouvir. “Jealous Guy” é sublime, acrescenta ao original a voz ondulante de quem está a cantar para uma multidão de mulheres e não exclusivamente para a Yoko Ono. “I was dreaming about the past”; “I began to loose control”; “I didn´t mean to hurt you, I `m just a jealous guy”. “I Didn`t mean to hurt you, I sorry”; “I`m just jealous guy” o saxofone enrola-se na melodia, tão insuportavelmente kitsh quanto bela? Sim. A ponta final da canção é assobiada por Bryan Ferry como se fosse um pavão a passear por este jardim, com as asas a irradiar fantasia. "Thank you Lisboa!”. “Virginia Plain”, é honky tonk. “”Love is the Drug”, é uma droga com duplo sentido, “OOO”, “can you see?” “love is the drug for ME!”, snifamos cada nota como se fosse o último risco vertido sobre a mesa de tampo com vidro. “OOO”, “love is the drug, that I´m thinking of!”, “love is the drug”, “LOVE THE DRUG FOR ME”; “OOOO”, soul-pop. Quando os acordes de “Let´s stick Together”, soam, num ritmo onde se assegura uma country-psico-killer, inapropriada para show girls, perversa, suprema, “common, common, let´s stick together”, o sax despe as portuguesas, com o seu ritmo penetrante. Bryan dança, como Elvis, as ancas, os pés, o riso, o seu rosto de revista de negócios artísticos, fato escuro, com uma calça justa, e camisa branca. Quando se ouve a sua harmónica, a canção ganha um fraseado metálico, “common”, a ironia atinge o topo da sua realização numa obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oeiras Sounds, Roxy Music, 22 de Julho @ Jardins do Palácio dos Marqueses de Pombal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3139531826753309155?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3139531826753309155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3139531826753309155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/07/money.html' title='Money'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8763398691963613652</id><published>2010-07-20T16:13:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T16:14:37.568-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TEYt1iIXXkI/AAAAAAAACnU/LxQXCwv5Us8/s1600/PRINCE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TEYt1iIXXkI/AAAAAAAACnU/LxQXCwv5Us8/s400/PRINCE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496130792970477122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8763398691963613652?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8763398691963613652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8763398691963613652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/TEYt1iIXXkI/AAAAAAAACnU/LxQXCwv5Us8/s72-c/PRINCE.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2889470771665583029</id><published>2010-07-19T21:56:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T18:05:03.270-07:00</updated><title type='text'>The Unabomber Weekend</title><content type='html'>À entrada do recinto do Festival Super Bock, Super Rock no Meco, sou impedido de entrar com canetas, que um policia descobre na minha mochila, ele alega que são como armas brancas. Percorro o recinto à procura do Multibanco, deparo-me com o palco EDP, estão a tocar os Godmen, um power-trio com um vocalista expedito, e uma secção rítmica segura, são a primeira e única surpresa sónica portuguesa. Estão trinta cinco graus, e sempre que dou um passo levanto pó, que me entra pelas narinas que são limpas pela Super Bock, a dois euros o copo. Jamie Lidell, está no palco principal, é rodeado por músicos de uma destreza eléctica, o Jamie é branco mas a sua voz é negra, assim como o funk que produzem, com um beat boy genial. Jamie é de uma simpatia extrema, e faz uso da sua ironia: “I feel Good! Do you feel Good?” St. Vincent, é um trio de uma pobreza geral, liderado por uma voz inexpressiva. Já Mayer Hawthorne &amp; The County, são o oposto do Jamie Lidell, americano branco a ser um monge copista de escrita soul, o Jamie seria o mais indicado para abrir para sua Majestade Prince. Encontro, ocasionalmente rostos conhecidos, um dueto como os Beach House, em palco têm um baterista, falam devagar para a multidão os compreender, a cantora dedilha o teclado alinhada com os seus colegas, mas se ela estivesse na linha da frente, as canções seriam muito melhores. A noite, há pouco se estabeleceu como denominador comum, escurece os pinheiros e os corpos perdem os rostos. Cut Copy são um agrupamento soft-pop-electronico, eficazes e muito cantaroláveis. Uma mulher, dá-me um beijo, ela mete a mão sobre a objectiva da minha máquina fotográfica, “eu estava a brincar”, ri. Keane, tão básico quanto elementar, ouvem-se os hits da rádio e tudo o resto é vazio, por muito que se empenhem em lutar contra a mediocridade, é-lhes impossível.  Pandemonium é o nome da tournée dos Pet Shop Boys, uma dupla acompanhada por cinco bailarinos com diversos figurinos, como por exemplo: rectângulos que encaixam na totalidade sobre a cabeça, reproduzindo uma movimentação robotizada. Neil Tenant e Chris Lowe, transformam o recinto numa disco em Ibiza com modelos a oferecer Cristal à beira de uma piscina turqueza. “Go West” derruba o muro que se encontra atrás da dupla, é o hino gay do século XX, assim como, “New York City Boy”, uma coisa é certa: “Always in my mind” é uma travessia tecno-pop. A relação imagem som é interactiva, com o Chris Lowe a emitir toda a base sonora do seu teclado. “Suburbia”, “What have I done to deserve this?”, são recordações emitidas numa alegria contagiante. O Brasil diz-nos: “Se a vida é”, com o ritmo das escolas de carnaval brasileiras com mulheres bronzeadas a dançar despidas pelo Sambodromo. Para cantar “Viva la Vida”, dos Coldplay, Neal tem na cabeça uma coroa, enquanto no ecrã passeia com um guarda-chuva pelos parques londrinos. “Being Boring” é tocado com uma sobriedade notória, “creo que voy a chorar”, emocionada, beijo-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondo, antes de entrar no recinto, a caneta na sapatilha, revistam-me a mochila descobrem uns comprimidos, refiro que são inofensivos, mas não me livro do véu da desconfiança, posso matar-me? Tiago Bettencourt é de uma boçalidade arrepiante, pauta cada nota com uma palavra, como se tivesse horror do vazio, avisa: “Amanhã também estou desse lado para ver Prince.” O Julian Casablancas entra em palco no lusco-fusco, nervoso, vestido de Thriller, com sapatilhas brancas e uma t-shirt de cavas de uma equipa de basquetebol americana. A sua voz é constantemente sequenciada e colocada numa frequência inferior aos restantes músicos, que se dividem entre o rock e a tecnologia, o resultado é uma massa sonora sem qualquer pigmentação. Dou-lhe a minha mão e recebo um copo de cerveja, tem o corpo efervescente, tão quente que se derrete na minha boca e as línguas enrolam-se formando um nó cego. Hot Chip, são uma companhia de músicos que se dividem entre a electrónica e as guitarras, uma mistura perfeita de Happy Mondays com New Order, incendeiam a sala principal do Super Rock, a nuvem de areia sobe para ser inspirada por nós. Encontro uma loura esculpida em raios solares, sigo-a, e dou-me conta que estou no palco EDP a ouvir a Rita Redshoes, a chamar uma ex-estrela do folclore, que desempenha as funções de roadie: “Jorge Buco apanha a palheta”, o ex-Sitiados entra em palco e recolhe o utensílio que se encontra nos pés da Redshoes. É este pormenor que faz um artista em alguém mesquinho e medíocre, que ignora o ridículo do seu acto, e faz jus a um poder exibicionista. Vampire Weekend tocam perfeitamente cada uma das canções, uma tem dois minutos e durante esse tempo vamos estar todos conectados, é o desejo de  Ezra Koenig,  as músicas mais interessantes são as que constam do último “Contra”, se no futuro se decidirem entrar no território dos Talking Heads, os Vampire serão eternos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temperatura ambiente está ao rubro, a sombra pesa como se fosse um outro corpo, e o pó é um companheiro fiel, cada passo uma snifadela. Jorge Palma apresenta-se com o seu Gang: Kalu, Alexandre Cortez, Flack, Zé Pedro, que revisitam os clássicos do bardo português distorcidamente e com ritmo mais acelerado. Palma arrasta as palavras, como se estivesse a lê-las naquele instante, mas começa sempre adiantado e acaba cada verso atrasado. A cerveja é bebida como se fosse o único elemento que mata a fome, o espaço é composto por um conjunto não estipulado de stands que vendem, ou, oferecem viagens e preservativos, ou, bilhetes pela Santa Casa da Misericórdia para o Festival Sudoeste. Enquanto a escuridão vai ganhando à luz, a lua discretamente ensimesma-se, os Stereophonics apresentam o seu rock incaracterístico, nos discos é mais comercial, live é rude. Nada a declarar sobre os Spoon, apenas que estão colocados no alinhamento erradamente, após a banda de Kelly Jones. “Hight Violet”, é o novo álbum dos National, que mais os representa mas em simultâneo os separa, é uma encruzilhada, que apenas fortalece a perspectiva: The National, gostam de viver na vertigem de se colocarem constantemente em questão. Mas Matt Beringer não se encontra motivado para cantar os seus devaneios existências, não descobre inimigos no público, nem se consegue revoltar contra si mesmo, os seus companheiros seguem imperturbáveis, mas também não se excedem para além do que está pré-estabelecido. Colocam em palco os instrumentos do séquito de Prince, que surge e exibe o seu rosto imberbe, vestido de branco, sem salto alto. A histeria apodera-se do público, que delira com a presença do mais distinto representante de Litle Richards e James Brown, funk, “1999” é acelerado como se estivéssemos atrasados para a passagem de ano em Mineapolis, estabelece-se uma ligação de loucura entre Prince e os portugueses. “Little Red Corvete”, é um gingar funk viciante, o condutor é dono e senhor do nosso corpo. “I love you Portugal!”, “let´s go!”, resposta: “Yeah”. “Nothing Compares to U”, é uma balada púrpura, com Prince a dividir a canção com uma cantora vestida de verde, gorda, careca, as vozes dos portugueses percorrem o refrão cor-de-rosa: “COS NOTHING COMPARES TO U.”   “Cream” é apresentado com o beat a suar lascívia, Prince pertence ao universo dos que devoram solos, ou, se enlouquece com a entrega de pó por parte do público quando, “U Got The Look” é arrasado com tufões de energia rítmica e com os acordes a saírem pungentemente da guitarra do génio, lado a lado com o pirómano Jimy Hendrix. “What´s my name?“, resposta: “PRINCE” berram os pulmões extasiados, estamos perante um mito. “My name is Prince and I ´m your Dj tonight.” “It´s time time to get funcky”, a extensão de delírio que projecta sobre o Meco é incomensurável. Pausa. Prince veste calça preta e casaco amarelo-torrado, mune-se da guitarra. Chama o “irmão” de “Ana Moura”, ele toca piano ela é a fadista preferida dos Rolling Stones, Prince dedilha a guitarra eléctrica, como se fosse uma guitarra portuguesa psicadélica ondulante, Prince personifica a nossa natureza. “Oh POTUGAL! OH PORTUGAL”, e desfere um “kiss” de delírio absoluto desafiando a loucura que pode prevalecer entre a perfeição e a perfeição. “COS I ONLY WANT YOUR EXTRA TIME OF YOUR KISS”, ooooyh yeah! “Do you love ME?”, “I LOVE YOU PORTUGAL!”, “DO YOU LOVE GOD?” YEAH! As músicas são partilhadas em regime de soundsystem, com TODOS os instrumentos, seja harmónica, ou, a bateria a seguirem milimetricamente a dança de Prince, a gritar: “TURN ON THE LIGHTS”, é olhos nos olhos que se transmite “love”, “Do you love me!”. Atira-se ao chão numa farsa ensaiada, entram os roadies e os músicos não param de tocar, é o êxtase, a afirmação de que Prince é a encarnação de uma alucinação extravagante, Prince desmaia perante a massa que lhe responde com laivos de incontornável demência. O símbolo, nasceu antes do mito? Prince.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festival Super Bock, Super Rock, 17, 18, 19 de Julho @ Meco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2889470771665583029?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2889470771665583029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2889470771665583029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/07/unabomber-weekend.html' title='The Unabomber Weekend'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2508977662941469211</id><published>2010-05-27T15:48:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T15:54:04.615-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S_74BP0jifI/AAAAAAAACXg/iW0MfUAV9xU/s1600/XX.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 289px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S_74BP0jifI/AAAAAAAACXg/iW0MfUAV9xU/s400/XX.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476086897239624178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2508977662941469211?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2508977662941469211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2508977662941469211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/blog-post_27.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S_74BP0jifI/AAAAAAAACXg/iW0MfUAV9xU/s72-c/XX.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1414707492755503586</id><published>2010-05-26T18:58:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T16:50:27.178-07:00</updated><title type='text'>A Broa de Mel</title><content type='html'>O pano branco está colocado na boca de cena, é-lhe projectado um X, é uma incognita ou uma premissa? XX é a designação adoptada por uma banda de adolescentes, timidos, introvertidos, monosilabicos. O som prolonga-se em eco, as luzes atrás dos músicos projectam as suas sombras ritmicamente sobre o tecelão, a batida é manipulada por um Dj, ouve-se a guitarra e o baixo, ela é feminia, ele masculino, são os cabecilhas dos XX. Romy Madley-Croft, tem um timbre sussurrado, “yeaahhahaaaa”, Oliver Sim grave, mas pausado num arrastar constante das vogais, “AaaaaAAaaAA”. O pano cai e as silhuetas ganham matéria humana, ela é baixa e entroncada, ele é alto e magro, os penteados e a roupa negra, são retro. As palmas eclodem na Aula Magna, repleta de melómanos, curiosos, e estrelas da rádio e da TV como Silvia Alberto. A sincope marca o ritmo, os acordes wenstern da guitarra impõem-se ao baixo: “And forgive, and forgive”, “to keep you satisfye”, Oliver diz que estará “away”, “Aiaiaiaiaiaiiaaai”, acordes da guitarra, “in my direction”, “your afection”. Ambos: “OOOOoooOOOOOOOOOO”, “slow”, “slow”. A lentidão é uma constante, como se a furia fosse algo de domesticavel, a simplicidade é monastica tal como os primeiros registos de Robert Smith/The Cure. A poesia frágil proveniente de um impeto que descobre o amor e se liberta: “I don´t have to live anymore”, “here I”, “I `m your smile”, a batida é hard, a resposta do baixista, “I found my desire”, Romy, “I `ll be”, “desire”, “I`m yours now”, pop, “I´m yours now”, pausa, os acordes que ilustram o refrão emitem da guitarra, o Dj incute o freestyle, as luzes decoram o palco de vermelho é o fim da virgindade: “So you feel like never before?”. A “fantasy” é carnal, a penetração é sub-aquatica, “oooooo”, “I can be your fantasy”, o ritmo é proveniente de Portishead, com o baixo em loop, a voz é exclusivamente masculina, está é mais pobre do que a da guitarra, que se sobrepõe através de um solo sobre o todo, “I found a shelter in this World”, “could I be?”, “I feel cristal in the air”, “please teel me gentil how to breathe!”, “So you can see”, com uma batica robotica dos Kraftwerk. “Boa noite tudo bem? This is our first show here in Portugal!”. “VCR”, é revista, tal como é apresentada no álbum de estreia dos XX. “Nothing there”, break-beat, “left behind”, responde a voz quente e sussurrada. As duas vozes: “they say space, yeah, yeah,”, “nothing there.” O teatro das vozes é uma peça radiofonica, ou, será telefónica? Creio que poderá ser via internet, que é mais actual e veloz, contudo os efeitos secundários para a juventude são letais, o envelhecimento é uma droga que nos consome todos os dias lentamente: “I can give up”, “I can see you”, “leave”, fechem os olhos, oiçam somente, “see your eyes”, “I can give up”, a bateria ressoa chicoteando a carne, “I can give up”, a ansiedade é acutilante e espeta na veia da saudade numa ilha onde reina a melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XX, The XX, Aula Magna, 25 de Maio, Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1414707492755503586?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1414707492755503586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1414707492755503586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/broa-de-mel.html' title='A Broa de Mel'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4407491571207357246</id><published>2010-05-21T19:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T19:10:47.463-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S_c9HIc3wGI/AAAAAAAACWA/72zaexuRbGw/s1600/Metallica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 288px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S_c9HIc3wGI/AAAAAAAACWA/72zaexuRbGw/s400/Metallica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473911064829083746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4407491571207357246?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4407491571207357246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4407491571207357246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/blog-post_21.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S_c9HIc3wGI/AAAAAAAACWA/72zaexuRbGw/s72-c/Metallica.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3835823575639808442</id><published>2010-05-20T15:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T15:22:35.351-07:00</updated><title type='text'>St. Quentin</title><content type='html'>São cinco da tarde e o público no interior do Pavilhão Atlântico marca lugar em redor do palco circular dos Metallica, que se situa no centro da arena. As colunas estão colocadas sobre o palco mas direccionadas para os balcões, as luzes são jogos variados, há umas que estão acopladas a sarcofágos de lata, que têm a forma dos utilizados no Antigo Egipto, pelos faraós que se mumificavam para manter a beleza após a morte. Antes, dos cabeças de cartaz tocam duas bandas, a primeira é de facto de um primarismo sintéctico, a segunda joga com ritmos pop, que mistura com distorções, têm como objectivo despertar o público que anseia pela chegada dos Master of Puppets. Pois, o suor, tabaco, os charros, a cerveja, que irá inundar o chão e torná-lo pegajoso e escorregadio, são sinais claros de que o caos é eminente. Elton John, jamais apareceria para cantar, pois o odor nauseabundo, lhe entupiria as cordas vocais, apesar da possibilidade de ver os troncos nus tatuados, com cabelos pelos ombros, alguns trazem no tornocelo a pulseira eléctronica, outros, cicatrizes no rosto, o segredo para sobreviver é não olhar directamente, ver as horas, são quase nove e quarenta, as luzes apagam-se: Metallica! A guitarra é acompanhada por raios lazer que variam entre o verde e o azul, ouve-se a bateria e a voz, mas o baixo somente é audivel à um quarto do espectáculo.  A histéria é brutal, “OOOO”, o público sobrepõe-se a James Hetfield, e as palmas acompanham Lars Uldrich, os dois membros históricos desta banda californiana que publicou, “Kill Them All” em 1983,  destacado como um marco no trash-metal americano. “Your life!”, “right now is your life!”. A gritaria é constante, os Metallica estão no patamar dos consagrados, e qualquer gesto ou questão é respeitada e respondida pelos metaleiros: “After life?”, haverá mais questões filosoficas por responder, dor, sangue e suor. A guitarra de  Kirk Hammett irá ganhar personalidade, não se confinando a apenas ao deflagar de distorção em paralelo com a de Hetfield: “Are we going to have more fun than yesterday?”. “OOOOOO”. “Thank you! Did you hear the early bands? Did you see Metallica?”, o cantor responde: “So, so... Do you like it heavy?”. Imagiam a resposta dos portugueses? “I `m your life”, “I`m sure”, “you are the one”, “I`m your dream.”. A mosh é de tal forma violenta que é complicado não ser empurrado para o meio do turbilhão, “Keeps me satisfye”, com os acordes da guitarra a romper a malha da distorção, “anytime”, “everywere”, James Hetfield, assume que errou nos acordes: “I lost my head! Sorry! Thank you to show me that!”. O speed-metal, “don´t care”, “ARE YOU UP THERE?”: “YES!”. O ritmo abranda com a canção country-metal: “On the road again”, “here I ´m, here I go”, “here I´m, on the road again”, voz grave, solo de Kirk. O tiroteio toma conta do Pavilhão os corpos empurram-se para o interior das chamas que o palco cospe, os quatro Metallica, encaixam-se nos sarcófagos a caminho da imortalidade: “Cos nothing else mathers.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Death Magnetic, Metallica, 19 de Maio, Pavilhão Atlantico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3835823575639808442?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3835823575639808442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3835823575639808442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/st-quentin.html' title='St. Quentin'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2228850589364446704</id><published>2010-05-14T14:24:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T14:25:58.244-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S-2_xUR_P2I/AAAAAAAACUg/JDnvcicYEy4/s1600/T.B"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 324px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S-2_xUR_P2I/AAAAAAAACUg/JDnvcicYEy4/s400/T.B" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471239976303673186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2228850589364446704?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2228850589364446704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2228850589364446704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/blog-post_14.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S-2_xUR_P2I/AAAAAAAACUg/JDnvcicYEy4/s72-c/T.B' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-5715229471343450788</id><published>2010-05-13T07:37:00.001-07:00</published><updated>2010-05-13T07:42:30.845-07:00</updated><title type='text'>Heart Attack</title><content type='html'>Aveiro tem um canal por onde circulam durante o dia moliceiros, que no lusco-fusco são atracados na margem. O céu está negro, a lua está num vazio que se aproxima da solidão, a suprema invisibilidade. Mercado Negro, o local onde irão tocar os Tiguana Bibles, pelo bar,  passeia, o baterista Kalo, veste blazer preto, todo o seu corpo é maciço, parece um pugilista que o Martin Scorsese filmaria. Ele é um dos primeiros a subir ao palco de uma sala rectangular negra com uma luz verde fixa sobre o tecto, e dois candeeiros de luz branca que ladeiam a bateria. O instrumental é um western hillbilly, com as guitarras a percorrerem o deserto de cactos que sangram se forem beliscados. Aparece Tracy Vandal,  perfumada a Primavera, de preto, a camisa tem um lacinho branco sobre o peito, os calções que agigantam as pernas elegantes que calçam salto alto de agulha. “Be your wife”, “Want to be alone”, “run”, a bateria eleva o ritmo, e as duas guitarras canibalizam-se com parcimónia, mas é na contenção do baixo que está a chave para a obra dos Tiguana Bibles. A cantora despe o casaquinho, “there`s no home but a heart”, “Child of the Moon”, é uma besta ritmica onde as guitarras deflagram. “Yeah”, “The Sex Pistols”, ao terceiro tema deita-se sobre os degraus de madeira, e estira as pernas assumindo-se como uma bailarina que exala lascívia. Tracy: “A fucking bad thing is going to happen!”, e canta compenetradamente, “I found myself in the killing Moon”, “The night is young, please come soon”, “I Can´t wait no more”, “it`s against the law the way, I´m feeling about you”, “poor heart is out of control”, com o solo de Victor Torpedo a soar como um tremilim.  As letras versam constantemente uma proibição, algo impede a cantora de alcançar o amor, é esse o enigma, a distancia que a separa de algo imaginário. Tracy Vandal: “This next song is about boobs”, slow-billy, “you talk too much”, “What can I say”, “I don´t care anymore”, “I can´t speak”, “I don´t care anymore”, num timbre acre-doce. “This next song is for our friend Paul, he decided to die last Week”, Paul era irlandes e guitarrista dos Tiguana, o seu coração parou a um  Sábado. “There is no time for winters”, “bye, bye dream”, “goodbye”, “bye, bye girl”, “goodbye”. Tracy: “This is our next single ´Rebound`”, uma canção neo-pop-billy. O circulo completa-se numa perfeita difusão, Tracy assume o seu papel de guia, como uma serpente que nos dá a provar uma maçã envenenada: “Run”, “Won´t last too long”, “run to her town”, Tracy Vandal fecha os olhos, “heart only now”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebound, Tiguana Tibles, Mercado Negro,  12 de Maio, Aveiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-5715229471343450788?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5715229471343450788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5715229471343450788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/heart-attack.html' title='Heart Attack'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3219675190947963297</id><published>2010-05-02T08:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T08:54:17.102-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S92fjnme9EI/AAAAAAAACSY/b7LRjnqzhPg/s1600/RETRO1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S92fjnme9EI/AAAAAAAACSY/b7LRjnqzhPg/s400/RETRO1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466700956972282946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3219675190947963297?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3219675190947963297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3219675190947963297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S92fjnme9EI/AAAAAAAACSY/b7LRjnqzhPg/s72-c/RETRO1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-102199768862926223</id><published>2010-05-01T14:49:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T14:42:52.519-07:00</updated><title type='text'>Retropolitana</title><content type='html'>As luzes do Auditório Jorge Sampaio no Centro Olga Cadaval em Sintra apagam-se e a voz off informa: “A Rádio Comercial apresenta Retropolitana”, o novo álbum dos G.N.R. O palco emite sirenes e as luzes imitam o foco de uma prisão de alta segurança, entram os três músicos que acompanham, Jorge Romão no baixo, e Tóli César Machado na guitarra-ritmo, veste uma camisa branca sob colete azul. El Rei del Roque, canta: “Macacos imitações”, “Rei da rádio, compõe para nós”, as guitarras estão afinadas e equalizadas na mesma onda, são os reis de la rocke. A guerra é apenas uma pintura, “retrato em pó”, “o rádio berra”, “o Sr. Dos Anéis”.”Clube dos Desencalhados” , “não é?”, “e vivo à beira de um mar plantado” , “o sorriso à espera”, “bem-vindo ao Clube dos Desempregados”, o meio tempo ganha em crescendo, “sentir tremuras” , “como as estrelas”, “há festa na praia do afogado”, “sentir tonturas“, trágico, sensível, frágil, “sentir touturas”, “soltar amarras”, o abandono: “Ficar no bar a ouvir as estrelas”, a melodia é perpassada por uma descontinuidade, “soltar amarras”, “passar a barra”, “a cantar.”. “Efectivamente”, “engate”, “ratos do esgoto”, al El Rei le gustam las aparências. É implacável com as suas groupies: “Já não tocávamos para gente sentada, desde o Natal dos Hospitais. Antes sentados que acamados!”. A constatação: “qualquer escravo era feliz”, “a rir a ser imperatriz”, “a cabra faz-me mal”, “já cá estamos outra vez?”, “a culpa é das televisões”, “e os bebés vinham todos de Paris”, “Papa faz de mama”, “e o bebé até é pop” , “pó sai”, pop/soul, o falseto é tão irónico: “O Papa faz de mama”, ahahah, “e a bebé já sai com o papá”, eco, a canção acaba em regime de Eurovisão com El Rei a rodopiar no sentido dos ponteiros do relógio.  “Chama-me um táxi, já amanhece”, slow de telenovela. “Ainda bem que a névoa anda por ai”, “overdoses”, “as trevas vão iluminar.”.”Dunas”, é um passatempo, apenas se destaca quando o guitarrista mimetiza a delicadeza tímbrica de Alexandre Soares. El Rei reflecte: “Depois da nossa música sobre os submarinos”, aproxima-se da bateria e segura um copo na mão e com o olhar mede o líquido amarelo: “O que é isto?”, bebe, “cerveja? É a minha análise.”. Asas, “hesitas”, “paixão”, retira do indicador a aliança que coloca no bolso esquerdo do casaco branco. “Também somos das profissões mais antigas do Mundo”, “somos os piratas”, vivemos em “Tirana.”. Emitem mais um novo tema a meio-tempo, “até do musgo, casca de carvalho.”. Ouve-se a perfeição onírica com a melodia do teclado de Tóli: “Os Diamantes são eternos, como os amores de Verão”, “acrobacias”, “as nossas manias”, “pulseira electrónica”, “a nossa vaidade sem”, “pulseira electrónica”, “as más companhias”, El Rei ensaia uma queda, enquanto um solo electrónico de guitarra eclode. A constatação: “Eu acho que o Papa, não deveria ir ao Porto, ser feriado, porque ele está lá todo o ano!”. “U.S.A”, El Rei despe o casaco branco, e enluta-se enquanto canta este clássico, “abusa”, “tratado por tu já nem se USA nem em Castelhano”, num groove que sintetiza o neo-kitsh, “uma Musa.”. E, “Popless”, é  inebriante. “Quem é que aqui é que usa Tatoo?”, os casais de meia idade, sorriem contrariados: ”Não foi de acto natural”, El nancimineto del Rei, “higiene pessoal”, “marca tropical”, “ABC é um animal”, “um homem nu”, speed-pop, “eu vou pagar uma bebida Nacional”, o imperativo: “Quero ver o teu tatoo”, “de um homem nu”, o sintetizador de Tóli, a sobrepor-se ao todo. “Quero ver o teu Tatoo”, Roxic Music é claramente o seu ADN, Del Rei! Viva El Rei! Viva El G.N.R: “Mostra lá esse tatoo”, “deixa ver esse tatto”, “o piercing é anal?”, ”paraíso fiscal.”. A narrativa do burro em pé é uma fábula gasta, que dorme “em pé”, harmonicamente devedora de um tema dos Beatles. “Mais vale nunca”, o tema hiper-pop, “crescer”, os sentados catapultam-se para a verticalidade, palmas, gritos, histeria. “Sangue Oculto”, loucura, espelho meu amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retropolitana, G.N.R, Auditório Jorge Sampaio, Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra, 30 de Abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-102199768862926223?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/102199768862926223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/102199768862926223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/05/as-luzes-do-centro-olga-cadaval-em.html' title='Retropolitana'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7655534336458539174</id><published>2010-04-30T18:51:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T18:53:18.835-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S9uJf9Q5bOI/AAAAAAAACSI/Hpw-LgxRecA/s1600/Sitiados.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S9uJf9Q5bOI/AAAAAAAACSI/Hpw-LgxRecA/s400/Sitiados.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466113754858613986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7655534336458539174?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7655534336458539174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7655534336458539174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/04/blog-post_30.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S9uJf9Q5bOI/AAAAAAAACSI/Hpw-LgxRecA/s72-c/Sitiados.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6100115410115022996</id><published>2010-04-29T22:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T14:43:15.997-07:00</updated><title type='text'>Sitiados</title><content type='html'>São nove e meia da noite e o Coliseu de Lisboa espera que os Mão Morta subam ao palco para festejar vinte e cinco anos de vida e de morte. Há algo de enigmático neste colectivo bracarense, a postura de outsiders em relação a um sistema que privilegia quem segue os outros, mesmo que estes sigam para o vazio. E a lírica contestatária alicerçada em escritores obscuros que realçam o carácter decrépito do homem social, que ao criar a sua rede, é preso e morto pela mesma. São vinte e cinco anos de suor fétido a cadáver, a forma mais directa de anunciar a existência de vida alienada, corrompida pelo presente, a luz é predominantemente vermelha. “Qual é a tua identidade?”, é uma pergunta de um agente da autoridade, mas simultaneamente prende-se: ao quem sou eu? Quem és tu? O rock é alicerçado na distorção das guitarras, num baixo pulsante apalpado por uma mulher, “e se depois?”. Se o nosso, “corpo, sexo”, “agrarra”. A voz de Adolfo é uma faca com dois gumes cuspida por uma língua vertiginosamente sanguinária, “tu dissestes?”, “eu já tive muito medo!”, os acordes são sublinhados por um arranjo de citara a oferecer à canção uma tonalidade psicadélica. O pesadelo pode ser um caniche de peluche que uma criança desmembra com um prazer perverso, e o seu “cortex cerebral processa”, “e regista a reacção da medula espinal”, é um tema fúnebre, como qualquer pesadelo onde enterramos o inconsciente para ser possível viver em saudável relacionamento com o seu oposto. “Para fazer de morto”, basta ficar deitado no chão imóvel, para ludibriar a vida e ganhar invisibilidade, coro: “meu irmão”. “Budapeste” é um rendilhar de drogas e sexo, de bar em bar a aviar o putedo, ah putas, “sempre a ronckarollar”, “AAAAAAAA”. “É guerra sem quartel, de empresas rivais”, “em busca do control”, “encena-se o directo para televisão”, o hino anti-Face-Oculta/Telecom-compra-da-TVI-pelo-monco-Rui Pedro Soares, insurge-se contra a manipulação das televisões que enganam os ignorantes ligados a satélites, “por entre a multidão”. “Vão-se foder?”, “estes gajos são uns paneleiros”. As guitarras são o sangue dos Mão Morta, o baixo o coração e a bateria o martelo que aplica sobre as tábuas do nosso caixão os pregos necessários para encerrar o morto, a morta, a mão que escreve, e dedilha o piano: “Ó Capitão”, “dente por dente”, “olho por olho”, é uma lenga-lenga hipnótica, corrosiva, perversa, o público acompanha com palmas, e canta: “E o fim chegou”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesadelo em Peluche, Mão Morta, Coliseu de Lisboa, 29 de Abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6100115410115022996?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6100115410115022996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6100115410115022996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/04/sitiados.html' title='Sitiados'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6930751047706595622</id><published>2010-04-11T07:09:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T07:11:17.642-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S8HYcmlBWPI/AAAAAAAACJ4/EWFQEdvAHTQ/s1600/RAMP2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S8HYcmlBWPI/AAAAAAAACJ4/EWFQEdvAHTQ/s400/RAMP2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458882209253513458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6930751047706595622?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6930751047706595622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6930751047706595622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S8HYcmlBWPI/AAAAAAAACJ4/EWFQEdvAHTQ/s72-c/RAMP2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4354223439511373898</id><published>2010-04-10T12:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T14:43:56.837-07:00</updated><title type='text'>Holocausto Canibal</title><content type='html'>Está uma noite quente de Abril, na Charneca, uma freguesia rural de Pombal. Onde se encontra o colectivo de metal RAMP, ainda estão a jantar, juntamente com as duas bandas que os irão anteceder. A sala onde irá decorrer o espectáculo tem um friso superior onde constam taças de casados contra solteiros, t-shirts emolduradas com as equipas visitantes, e uma guilhotina encostada à esquerda do palco, com a lâmina afiada pronta para decapitar os amantes de Deus. Rui Duarte está nas escadas oblíquas que dão acesso a esta sala: “É agora”, é uma da manhã, e os putos estão transformados em devoradores de cerveja, charros, cigarros. Rui, contorna-os com a confiança de quem enfrenta multidões há vinte e cinco anos, os seus cabelos encaracolados, chegam-lhe à cintura, é possante, e cada passo é uma marca de poluição contra o ambiente. Um intro antecede a entrada da banda em palco, os primeiros sessenta minutos de concerto, são de uma violência excessiva, as guitarras jogam entre si, como se estivessem a descarregar choques eléctricos sobre os putos, que abanam as cabeças e fazem das suas cabeleiras espanadores, que o Diabo usaria para limpar os ventres das suas amantes que se recusaram a abortar os filhos de Deus. “Somos milhares”, e os “RAMP gostam de ter os amigos consigo”, “obrigado!”. Os miúdos erguem os dedos como se fossem os cornos do Diabo, e exalam todas as energias acumuladas das rotinas diárias, gritam, e a histeria é contagiante. Rui Duarte é o incendiário, o pirómano, que congrega em si a atenção dos milhões que ficaram em casa a ver “as novelas da TVI”, e aponta o dedo “ao BLITZ” que no passado ainda dava atenção à música dos “RAMP”, mas, “isso, pouco importa!!! O que nos interessa é que temos connosco os nossos amigos!” Que veneram, mais uma hora e quarenta e cinco de espectáculo, de decibéis distorcidos, de voz grutural, de mandamentos que instalam a irracionalidade. “Alone”, será “SEMPRE MAS SEMPRE PARA A MINHA MÃE”, o tema rejeita o meio tempo do original e é decapitado na sua tensão, ouve-se a lâmina da guilhotina a decepar a cabeça multifunções de DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subversion Tour, RAMP, Associação Desportiva Acção Cultural da Charneca,Pombal, 9 de Abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4354223439511373898?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4354223439511373898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4354223439511373898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/04/holocausto-canibal.html' title='Holocausto Canibal'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6125560757318957240</id><published>2010-03-21T14:25:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T14:27:17.619-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S6aPAan9jAI/AAAAAAAAB64/tj-PLS9CvgE/s1600-h/L1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S6aPAan9jAI/AAAAAAAAB64/tj-PLS9CvgE/s400/L1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451201636288269314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6125560757318957240?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6125560757318957240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6125560757318957240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/03/blog-post_21.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S6aPAan9jAI/AAAAAAAAB64/tj-PLS9CvgE/s72-c/L1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6385672433370367178</id><published>2010-03-20T15:20:00.001-07:00</published><updated>2010-03-20T17:32:02.749-07:00</updated><title type='text'>French Kiss</title><content type='html'>Não sei como se chama a mulher que se senta num banco, num palco exíguo, com uma guitarra eléctrica nas mãos. A cantora dos hibernados  Stereolab, é uma francesa que aparenta uma jovem inglesa, dirige-se ao público do Teatrão, em inglês sem sotaque, nem o usa como se fosse postiço. As canções discorrem de lamurio em lamurio, com a guitarra a ser a sua fiel parceira no dedilhar de tristezas e evasões. Com dois acordes é genial quando acrescenta diferentes cabeças a cada um deles, nem sempre a pigmentação sonora é tão eficiente. Mas Laetitia Sadier é sedutora, daquelas falsas ingénuas que se espanta por Coimbra a estar a receber numa Sexta-feira chuvosa: “The house is full today!”. “This is a song about divorce, it´s not funny! It´s tragic!” “Paraipara”, falsetto, “pararaia. “´On One million Trip”, “ is the journey of a life time”. E que explica que esta francesa de corpo forte mas rosto angelical teve coragem para, “left everything behind”. “Lalaraira”- Introdução. Falseto- em duas perspectivas: baixo e o alto. A promessa: “I `ll be back for lifetime.” O quinto tema da noite tem um carimbo brechtiano, “appositive of the spectator”,  canção que se pode adjectivar de uma silly bossa nova. Já “Afraid of the Rivers” é um western spaghetti pornographic, é transmitida inicialmente em mid tempo, na segunda parte acelera, “transforming the night in to Day”, “There `s room for you?” Remexe numa musica de uns desconhecidos, pergunta: “do you now them?”, que se submete a um esoterismo arrepiante. Meio tempo. “Manunanana”- falseto. Mas quando dedilha acordes mais rápidos, submerge-se a uma dinâmica Radiohead, Ok Computer?, Laetitia Sadier: “ If God is love? Yeah you can put that way.”   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laetitia Sadier, O Teatrão, Coimbra, 19 de Março.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6385672433370367178?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6385672433370367178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6385672433370367178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/03/french-kiss.html' title='French Kiss'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7832885078439509846</id><published>2010-03-15T16:00:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T16:05:58.246-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S569OskOuII/AAAAAAAAB6I/Wr2fEO56AiA/s1600-h/Diana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S569OskOuII/AAAAAAAAB6I/Wr2fEO56AiA/s400/Diana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449000659343816834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7832885078439509846?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7832885078439509846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7832885078439509846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/03/blog-post_15.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S569OskOuII/AAAAAAAAB6I/Wr2fEO56AiA/s72-c/Diana.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8775266854592962940</id><published>2010-03-14T18:26:00.001-07:00</published><updated>2010-03-19T19:29:04.261-07:00</updated><title type='text'>Flor de Verano</title><content type='html'>Diana é uma mulher alta, cobre-se por um vestido branco apertado de alças, que lhe sobressai as ancas, e o decote permite ver parte de uns seios tão belos quanto perfeitos. Mas o que tem de mais sensual é o seu timbre é uma pedra lapidada, que os garimpeiros que removem as terras das florestas virgens da América Latina, não se atreveriam a vender. “Entre magicos suenhos que de noche se pierden”, há um romantismo trágico nas suas canções, algumas são recolhas de cancioneiros do tempo em que os europeus inavadiram o Novo Mundo. Diana Baroni tem consigo dois músicos, um harpista e um guitarrista, ambos percussionistas. Diana: “O nosso programa tenta contar um dia en las colinas do Novo Mundo. Numa manhã atormentada de alguém que se desperta na manhã”. “Vamos contar com um ritmo de raiz europeu, com origem no Chile, Argentina, Venezuela”, Diana coloca na boca uma flauta transversal de bambu, que é o respirar de uma ruralidade tingida à cores de sépia, onde é emitida a melodia, enquanto os outros dois instrumentos impõe o ritmo. Ao terceiro tema a greve dos escravos surge espontaneamente, que fazem sangrar as árvores de “goma”, “no hay novedad”, “no trabajo más”. Diana em discurso directo: “Neste dia imaginário de Verão. Durante a qual se realizou a colonização dos pretos. Entramos numa sessão, onde vamos trazer de novo numa memória. De uma lavandeira, rememorando para ela. Esta é uma canção para fazer dormir um bebé. E no fim uma flor de mulher, flor canta uma mulher, canta muita tristeza quando um amor importante acaba, ´Flor de Verão`, que dá titulo ao nosso album. A flauta inicia o tema, polvilhado por sons concretos da floresta Amazónica nocturna, “hasta la água”, “para lavar necessito um poco de água clara”, “me basta con tu mirada”. A cascata tépida flui por entre uma floresta com macacos pendurados em árvores, ou, de cobras sem principio, meio, ou, fim, escorregam pelos troncos, a luz são raios que provocam um efeito de estufa, o calor é abrasivo. A caixa onde se senta o harpista é usada para ritmar as canções, as maracas dão cor a uma rumba, “una flor en él veraño”, “en él mar só se olle el mar”, “quando se muere un amor”, “el amor no mas quiere”, “se desgarra él corazon”. “Para celebrar a tarde que vai chegando para evaporar o calor da siesta. Muitos compositores espanhois misturaram-se com os ritmos das colónias, com uma fuerte influência africana”, a harpa oferece aos temas um carácter quase diáfano, como se fosse um complemento da voz esotérica mas viril de Diana, que bate palmas como elemento rítmico: “Adiós Chinita, adiós hermosa”, “adiós chinito”. Diana Baroni, é uma mulher com o poder da palavra, “a noche se aproxima como as cobras de amor. No Peru temos uma grande cultura, temos melodias de povos que foram totalmente eliminados. Para não esquecer esse processo de dor, de sangue que viveu à América Latina, ´Una Larga Noche`, que conta a história de uma pessoa que tem sempre medo da noite. De uma noite que nunca mais acaba”. A flauta e a voz de um espírito que tem uma casa escrita por Isabel Allende, a precursão são cascavéis, o espanto de que a dor é veneno, “si me dizen que eras muerto al otro mundo passarán”, Diana deita-se ao lado de todas as vitimas das injustiças, “como quieres que me acueste en una cama que me ofreces?”, “quita-te de la ventana!”, “la lucha de una buena marca no necessita de bandera”, “una larga noche”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana Baroni Trio, Flor de Verano, Pequeno Auditório do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, 13 de Março.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8775266854592962940?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8775266854592962940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8775266854592962940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/03/flor-de-verano.html' title='Flor de Verano'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7227648590366018729</id><published>2010-03-14T08:07:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T08:10:20.835-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S5z8SKycyLI/AAAAAAAAB4Y/Dikzbzo1fDE/s1600-h/F.F"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S5z8SKycyLI/AAAAAAAAB4Y/Dikzbzo1fDE/s400/F.F" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448507038275258546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7227648590366018729?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7227648590366018729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7227648590366018729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S5z8SKycyLI/AAAAAAAAB4Y/Dikzbzo1fDE/s72-c/F.F' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8021362412422162787</id><published>2010-03-13T16:18:00.000-08:00</published><updated>2010-03-14T08:17:54.403-07:00</updated><title type='text'>Final Fantasy</title><content type='html'>O. Pallet entra discretamente em palco, é um rapaz tímido em escura camisa a cair pelas ancas. Situa-se junto a um teclado e o violino está ligado a vários pedais, que realizam a circulação dos acordes que iniciam as canções, sobre a qual sola, seja de forma delicada mas também violenta. O concerto no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, está repleto de um público heterogéneo, “take a plane for the Filipines”. “Hello I´m Owen Pallet”. O loop é uma constante e a indefinição entre música erudita e a pop, acentua-se como se Pallet estivesse em continuo solilóquio: teclado, violino, voz, numa tendência minimal construtivista e o oposto. A luz branca que se mantém inalterável sobre o palco, com tecelões pretos à ladearem-no, parece um consultório dos inimputáveis: “Never leaves their homes”. A floresta, há uma vertente de contador de histórias tendencialmente românticas, o chamamento é a sua voz tripartida, seja para o abismo, o pizzicato, “OOoooO”. “Co-co-co-caine”, “broken home”. Entra um homem, “friend Thomas”, que se apropria da guitarra e da bateria, usando as escovas ou as baquetes. “Enough of sad songs. Now We are blowing your mind”, sorri como se fosse um menino traquina a rir-se de uma premeditação. Esta união provoca um wall of sound, como se fosse um repertório minimal dos Velvet Underground, polvilhado com delírios estilísticos de Cale. A voz a dois, sobrepõe-se à de Thomas, com raiz no solário dos Beach Boys, Brian Wilson é saqueado na vertente melódico-rítmica, é o belo que se ergue perante o nosso olhar. L.A soturna com os candeeiros e painéis publicitários, semáforos, armas nas mãos, “never speak again”, “fingers”, solo de guitarra misturado com o violino, loop, pizzicato, bateria, acordes curtos e rápidos, tempestade de Wagner. A junção dos timbres do violino, com bateria e a guitarra, é poético, “trees”, “tha´s how the history ends”. “I love these bitter moments”, violino, voz, assobio do Thomas, um som concreto é emitido, por entre as almas: “I don´t give a shit”, “Final Fantasy”.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final Fantasy- Owen Pallet, Heartland Tour, Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, 12 de Março.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8021362412422162787?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8021362412422162787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8021362412422162787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/03/final-fantasy.html' title='Final Fantasy'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7545182920812116066</id><published>2010-02-17T07:52:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T07:56:43.850-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S3wQ-6nN29I/AAAAAAAAByI/Uk6e0i9xXvw/s1600-h/Panda2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S3wQ-6nN29I/AAAAAAAAByI/Uk6e0i9xXvw/s400/Panda2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439241123028392914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7545182920812116066?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7545182920812116066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7545182920812116066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S3wQ-6nN29I/AAAAAAAAByI/Uk6e0i9xXvw/s72-c/Panda2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-5041167728923676893</id><published>2010-02-14T20:54:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T08:19:55.390-08:00</updated><title type='text'>New York</title><content type='html'>O meu bloco de notas, está manchado de ritmos afro minimal, baixo pulsante, e vozes fantasmagóricas. O ecrã acompanha a narrativa musical de uma forma cinestésica, Panda Bear é alto magro, veste casual, dedilha o baixo e canta, como se fosse um homem-soundsystem. O jogo sonoro que cria através do sampler, que manipula durante as canções, torna-o num Dj cibernético, entre Frank Zappa e Brian Eno. Conjugados por um vértice de agonia, sombria, quase esquizofrenia, Allen Ginsberg e William S. Burroughs, a queimar ópio em Marrocos. Hipnose, o público no Lux, dança ordeiramente, acentuada presença de adolescentes. Há diferentes graus de profundidade em cada um dos temas, que formam melodias circulares, que se conjugam como um remoinho obscuro, esquizofrénico, violento, “robot”, “robot.” Panda Bear processa a voz através do sampler, um eco, que ora constrói ou destrói as frases seguintes, impondo um paradoxo que se revela em distanciamento. Aceita timidamente as palmas quando decompõe um tema ao subtrai-lo à distorção, acto de violência premeditada, que gera o grotesco. As colunas irrompem a partir do chão, confiscando, aos presentes a incapacidade de fuga do indutor musical-visual, num cenário de néons que pendem do tecto, apagadas. A luz que percorre Panda Bear heterogeneamente é o vermelho e o azul, assumindo a dupla figura: a humana e a digital. O ecrã é como o seu alter-ego, o seu duplo, que converge para a disfunção, associação é realizada através do onírico, é aí que preside o transcendental.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panda Bear, Lux/Frágil, 13 de Fevereiro, Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-5041167728923676893?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5041167728923676893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5041167728923676893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2010/02/new-york.html' title='New York'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7654618394139254577</id><published>2009-11-16T11:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T11:13:17.395-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SwGkP7yPICI/AAAAAAAABKs/bVL1nB3jOQI/s1600/Depeche+Mode+14-11-09+Pav.+Atlantico"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SwGkP7yPICI/AAAAAAAABKs/bVL1nB3jOQI/s400/Depeche+Mode+14-11-09+Pav.+Atlantico" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404781621474697250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7654618394139254577?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7654618394139254577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7654618394139254577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/11/blog-post_16.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SwGkP7yPICI/AAAAAAAABKs/bVL1nB3jOQI/s72-c/Depeche+Mode+14-11-09+Pav.+Atlantico' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-432938366366052865</id><published>2009-11-15T17:47:00.001-08:00</published><updated>2010-08-28T20:32:43.861-07:00</updated><title type='text'>Black Celebration</title><content type='html'>As nuvens adensam-se em redor do perímetro do Pavilhão Atlântico, composto na sua maioria por prédios longos, constituídos por materiais que os tornam leves, quase inexistentes. No interior do Pavilhão há muitas mulheres vestidas de preto, a elegância predomina, não seria surpreendente que estivessem algures a Kate Moss, ou, a Tracy Vandal. O ecrã led que ilumina o palco tem um círculo a meio do topo, passam as iniciais D.M, as pessoas aplaudem, o som da sala aumenta gradualmente. Os Depeche Mode estão a subir ao palco pela direita baixa, o compositor Martin Gore é o primeiro a surgir, de casaco de lantejoulas cinzentas e sapatos da mesma cor. “In Chains,” abre a celebração em volta de um agrupamento que no início da década de oitenta uniu dois campos estéticos aparentemente opostos: a pop e a música electrónica com origem nos alemães Kraftwerk. “In chains,” mistura-se com o ecrã vermelho a pingar sangue, no círculo um homem caminha mas o seu destino é inequívoco: “In chains,” com a voz de Gore a fazer de coro à do cantor-performer Dave Gahan, de fato e colete pretos, sem camisa. “I `m in chains!”, a canção tem como princípio o blues misturado com um tóxico que o torna cibernético. Dave dança e abre os braços como se estivesse a espalhar uma fé, que se transmite através do seu sex-appeal. “I´m in Chains,” despe o casaco e ouvem-se os gritos de uma muralha desafinada de mulheres. “Wrong” é o extremo do erro, da má conduta, da perversão, “wrong!”, de todas as maldades ocorridas e que são da nossa responsabilidade. O ritmo é violento e a conjugação dos acordes tem mais plasticidade do que o original, o primeiro single que serviu de apresentação a “Songs of The Universe,” o último álbum, que os D. M promovem em Lisboa. No ecrã surge a banda, que em palco é apoiada por mais dois músicos, um baterista e um pianista. Dave dança antes de surgir a batida tribal de “Hole to Feed,” as duas vozes encontram-se afinadas ao mesmo nível. Inicialmente o tema começa a impor uma maior agressividade, mas tal foi apenas desenhado e não totalmente concretizado. “Good evening Lisboa!”, Dave recebe em troca um milhar de gritos. “Walking in My Shoes,” é um tema tétrico, de apelo a que os outros se solidarizem com a nossa dor, tremendamente desesperada, e por conseguinte ajudar-nos a fugir da ansiedade que nos encaminha para o suicídio: no ecrã um corvo negro sobre um fundo cinzento, está empoleirado numa trave, à espera do nosso cadáver. “I´m not looking for absolution”, “forgive me”, “I do”, “star walking in my shoes”, “star walking in my shoes”, “if you try, try walking in my shoes.” A música segue o percurso que nos leva até à demência electrónica, o corvo esvoaça ao sentir o vento mórbido. Desce o jogo de luzes e torna o palco mais pequeno. Dave rodopia com o tripé do microfone nas mãos, “only fifteen”, “you look good,” Dave coloca as mãos entre as pernas e ri ao ouvir os gritos das, “only fifeteen”, “you look good,” e quando o refrão: “It´s a question of tiiiaame”, “a question of time,” movimenta-se com o tripé, do lado esquerdo para o direito, como se o objecto fosse o seu ponto gravitacional. “Precious,” perde o pendor sintético e ganha rugosidade e o preâmbulo da primeira para a segunda parte da canção é acidentada, quase em contra-circulo para com os acordes suaves. A responsável é a guitarra de Martin Gore que transpõe a canção do slow para o psico-rock. “World in my eyes,” é a primeira vez que Gore se coloca atrás do teclado, a narrativa insinua que as palavras são supérfluas, “let the body to the talking”, “let me show you, the world in my eyes!”, “I take you to the highest mountains”, “belive me”. “Can you hear me  Lisboa?” Gritos. Dave Gahan transforma o tripé do microfone num varão de uma casa de streap, sobe e desce, com ele entre as pernas e olha para a plateia, e convida-os a entrar no jogo da… “My eyes”, “my eyes”, "my eyes" a voz grave leva-nos para dentro de um corpo nu. O ecrã ganha tonalidades laranjas, os samples lançados são um fraseado árabe, a batida é reminiscente à dos Einstürzende Neubauten. Variando do rápido ao lento, as vozes relatam: “touch me.” Dave Gahan abandona o palco e é Martin Gore: “Sister of the night”, num binário lento, “breaking down your wheel”, denota algumas limitações vocais de Gore, tentando gradualmente instalar-se na melodia do tema, em vão. “Hey sister?”, com um solo réplica de uma geografia acidentada, mas simultaneamente calculista. O piano surge delicado e a voz ganha tonalidades quentes, num chamamento irresistível, “and I Thank you, from bringing me here, for bringing me home”, “belong here”, o público: canta o coro: “Home”. “My last praaaay”, palmas, as luzes iluminam os espectadores. Martin ergue os braços e movimenta-os como as de um maestro, marcando o ritmo do coro: “OoOoOOooOoOoOoOO”, passeia, “Thank you, for bringing me here”, coro: “OoOOOOOOooooOOOO”, do público, Martin dobra-se e agradece a atenção e o carinho dos portugueses. “Mr. Martin Gore!”, sublinha Dave Gahan. “Miles away,” com a guitarra em estrela de Martin Gore, “you are miles away”, num gingar de bordel repleto de clientes com chapéus de cowboys prontos a snifar a nossa alma. O solo distorcido, destrói o passado e estabelece um outro futuro, onde “your eyes tell me something”, “you are miles away”, voz diabólica: “Miles away”. “Thank you very much!” Dave dança quando os acordes míticos de “Policy of Truth,” são disparados pelos três teclados e a bateria pontua-a com o respectivo balanço, “never again”, com o ecrã a projectar um jogo Tetris, Dave rodopia, “never again, is what you saw”, “never again”, “never again”. “Don´t say you love me, don´t say you want me, cause`s no good,” comparativamente com o original, este ganha na vertente extravagante, como se estivesse Andy Warhol na mesa de som de palco, a misturar o Kitsh e a dar-lhe uma conotação comercialmente seriamente icónica: “You now you can´t be”, “it´s no good”. “Thank you!” O sadomasoquismo é revelado, quando as luzes descem, e o ecrã se enche de tinto, que nos inebria, alcooliza, e o inconsciente invade o consciente, vestimos a mascara e sufocamos em cabedal preto: “In your room”, “your favoritive slave”, solo agudo e rápido a rasgar as nádegas, a dor é orgasmo: “In your room, Where time disapear”, “your favoritive mirror”, “your favoritive slave”, “away”, Dave dança, as luzes sobem e o prazer desaparece. “I Feel you” é tão penetrante quanto um sentimento que estamos a praticar pela primeira vez, o ritmo seco, leva Dave a beber de uma garrafa de plástico com conteúdo escuro, as luzes dançam lentamente, os acordes percorrerm a canção e transformam-na num Inferno, para onde correm os desalmados. “I Feel YOU! AAAAAAAAAAAA!”, solo, a maquina não pára, o sentir de: “AAAAA”, com a voz a ser o elemento distorcido. No ecrã três astronautas: Dave Gahan, Martin Gore, Dave Fletcher, ficam em suspenso, mas os acordes circulares, “words are very unnecessary”, “hearts to be broken”, são as palavras-chave de “Enjoy the Silence”, “to be broken.” Dave Gahan desloca-se pela passadeira, pede ao público para mexer os braços da esquerda para a direita, tenta dar continuidade à canção, mas todos os músicos seguem a guitarra de Martin Gore, que em regime progressivo, alavanca consigo tudo e todos, ignorando o cantor, épico: Dave, agacha-se e coloca a sua boca junto à guitarra de Martin, e finaliza: “Enjoy the Silence”. “Never let me Down again”, “taking a ride with my best friend”, “ride”, “come down”, “my feet on the ground.” O primeiro tema do encore é um passo atrás na interpretação de Martin Gore, “One Caress”, não consegue ser expressiva, reduzindo-se a um momento nulo, apesar da letra: “Oh girl!”, “in your darkness”, “obrigado!”. "Stripped" é um hino que se poderia ouvir num bar, repleto de espelhos, o ritmo mistura-se com os acordes de “Stripped”, “take my hand”, “back to the land”, refrão é cantado pelo público: "Let me see you stripped down to the bone,"  a progressão é violenta, a carne é apenas a decoração dos ossos, Dave e Martin fazem headbanging junto ao bombo da bateria, segundos em que o delírio não faz parte da razão.“Behind the Wheel”, palmas, acordes, teclados, samples, loops, voz: “I don`t care,” desvairo, delirio: “Tonight”, “passenger”, “tonight.” O epílogo é um ponto equacionado através de uma imagem de montes a serem montados por cavaleiras, prontas a estarem nas esquinas dos círculos das cidades, onde se vendem por uma bebida, um fósforo ou um cigarro, desde que haja pavio, e se tenha confiança no nosso “Personal Jesus.” Com os acordes da guitarra em constante distorção, e os samples a nos transporem para o deserto e se formos atingidos pela alucinação da miragem, e esta seja uma mulher de pernas longas, cobertas por meias de rede negras, um casaco curto com um friso ao longo dos braços, e uma mini-saia, que quando se abaixa mostra as zonas que nos providencia a devoção aos Depeche Mode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tour of the Universe”, Depeche Mode, Pavilhão Atlântico, 14 de Novembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-432938366366052865?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/432938366366052865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/432938366366052865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/11/black-celebration_15.html' title='Black Celebration'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7210298410382196951</id><published>2009-11-08T18:29:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T18:31:40.987-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Svd--U0BwtI/AAAAAAAABJM/d2zobbutyfQ/s1600-h/J.A-C.C.B"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Svd--U0BwtI/AAAAAAAABJM/d2zobbutyfQ/s400/J.A-C.C.B" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401925887258116818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7210298410382196951?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7210298410382196951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7210298410382196951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Svd--U0BwtI/AAAAAAAABJM/d2zobbutyfQ/s72-c/J.A-C.C.B' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-810219679232611191</id><published>2009-11-07T20:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T11:07:58.814-08:00</updated><title type='text'>Blade Runner</title><content type='html'>As ruas criadas por Vittorio Gregotti e Manuel Salgado são percorridas por um acorde fino de frio. O Tejo que toca a costa e gradualmente mistura-se com o mar salgado, passando próximo de uma base área de Tires, onde vivi, com a minha avó, pai, mãe e irmão. Sou filho de duas mães, sou João Aguardela. Vou ser sempre este binómio, como se houvesse um outro para descobrir, a portugalidade, esse conceito cultural. Está a passar um conjunto de segways conduzidos por um par de anjos, um homem caminha lentamente e segue o carro de tubos pretos que tem umas colunas suspensas a cantar: “diz-me amor quem são os teus pais? Eles são normais?”; “Morcão de um raio, tu não passes mais no meu bairro!”; “Logo, logo de seguida perco sintonia”; “mas gosto de sentir a tua língua dentro de mim, dizem os meus bons amigos, que não se beija assim! Os lábios? Os lábios nos lábios e o coração? O coração à míngua. E a tua língua na minha língua!”; “Sonho com uma princesa… Eu sooou escravo do amor”, “um Marciano no congelador.” O carro tem no cimo um anúncio Blade Runner: “Megafone 5= Atelier? Teatro de Rua,” e ostenta uma bandeira cravada como uma antena e na ponta um Coração Independente, “diz-me amor quem são os teus pais?” A plateia do Centro Cultural de Belém está cheia, assim como os camarotes, estão reunidos para ouvir: “Eu só com a boca faço isto:” e ouve-se uma mola a saltitar de palavra em palavra circularmente. O programa semanário da "As Quintas dos Portugueses" da Antena 3, é misturada conjugando frases em inglês do nono ano. Os anjos transportam o Coração Independente do cimo da plateia até à fronteira com o palco, e erguem-no psicadelicamente e as suas luzes expandem-se gradualmente pela sala. Uma gaivota é projectada, o ritmo é acelerado, “dentro do meu peito”, “meu peito há um alambique de aguardente!”, surge a síncope com um baixo pesado, os anjos separam-se e bebem de pequenos cantis o álcool. O Coração Independente apaga-se. Silêncio. Desce um ecrã sobre o pano de cena, surge a ficha técnica e artística dos que irão subir ao palco, apareço numa planície a misturar a origem das coisas, e a alterar definitivamente o percurso cultural de uma ruralidade que foi gradualmente urbanizada, pela tradição e modernidade importada. Megafone ao vivo, ou, era um DJ, ou, três músicos em palco, as pessoas dançaram na Expo 98. “Eu basicamente quero fazer um trabalho de guerrilha.” Sobe o pano e surgem vários vultos vestidos de preto, tocam flauta, e tambores, há uma voz principal masculina secundada por outras duas, mas como são de timbre muito próximos, formam um coro de avarentos que cantam sobre os costumes rurais: “cruel vento”, e ainda o caso de uma mulher que andava com o padre da paróquia, “mora lá uma mulher perto de uma vizinha”, “ou sacerdote de missa.” E o “piripiri em excesso”, os Gaiteiros de Lisboa quando se tornam arrítmicos, as canções ganham garra, mas são uma minoria. “É para nós uma honra, esta festa de homenagem. Porque sei que o João detestaria que fosse uma homenagem. Antes uma festa à música portuguesa e da liberdade e irreverência!” Desce o ecrã e surjo a explicar quando começaram os Sitiados, “com um grupo de amigos do mesmo bairro”, “que se juntaram com o propósito de irmos ao Rock Rendez Vous”, a, “partir daqui percebemos que íamos ter futuros diferentes.” Sou projectado a vociferar e a gritar, “SE CONDUZIR NÃO BEBA!” Surge a banda de uma cantora com um comportamento febril como se quisesse absorver toda as pessoas à sua volta, tem um microfone à boca, e canta, fala pelo meio, despe o casaco de cabedal, canta, há uma voz off de um macho, que dialoga com a artista, os músicos vestem fatos de bares do fim do século XX. O acordeonista lidera o grupo encaminhando-o para as ruas de Paris e a um subúrbio latino-americano. Cada tema é um postal ilustrado percorrendo diversas geografias europeias, acentuada pela presença de um “pugilista.” Que canta o fado como se estivesse a fazer o refogado para a “porcalhota”, repetiu o termo três vezes, foi continuamente interrompido pela cantora dos Oquestrada, “ahahah, repete que o som estava muito mau! Ahaha,” à segunda algo parecido, e à terceira foi enxotada pelo pugilista. “Tony Paiva: O maior fadista das noites de Lisboa!” Intervalo. No ecrã surge o Megafone 5, o site que continua a espalhar as minhas canções através de descarregamento gratuito dos quatro Megafone, o primeiro editado em 1997. Dead Combo são dupla de baixo e guitarra, vestem fato de segunda-mão, cartola tétrica, e uma sequência de canções que quando se separam da métrica ficcional de Ray Cooder, e isso sucede quando a guitarra de Tó Trips, está ligada ao pedal da distorção, ganham um autónomo pendor visceral. Desce o pano e surgem imagens do meu passado instigado por uma obsessão em que queria ser 50% por cento da equação do outro lado está o público a cantar, a dançar, a bater palmas, a fazer moshe. E eu a gritar em Alvalade: “as formigas no carreiro da Ponte 25 de Abril”, “mudaram de rumo”, "mudaram de RUMO!", na atitude mais punk do Portugal ao Vivo, a seguir aos Xutos com stripers que se despiram integralmente! Sobe o pano lentamente  e ouve-se o trinar das garras do Luís Varatojo nas doze cordas da guitarra de Lisboa. E Maria Antónia Mendes de luto de uma elegância irresistível segura o microfone, e canta: “Antes que o Mundo seja um incêndio”, “quantos ciclones queres?”, “éramos rebeldes por sistema”, “o terrorista carregava às escondidas uma bomba”, “no peito era o coração,” é este turbilhão que incendeia a sala. Soa o baixo e entra Sandra Baptista, que é ovacionada, veste calças negras largas, e um top negro com decote em V, que se prolonga para as costas, dedilha o baixo como se estivesse a revelar-se o meu anjo, de noite e de dia. Estou em palco com duas mães: a Sandra e a Música. “Nosso”, “remorso”. “Monotone”, surge numa frequência groovebox, “largas o coração ainda adormecido”, e “esqueces essa canção, já não passa na rádio mas que vive secretamente dentro de ti”, “bem dentro do teu corpo, esqueces essa canção”, “mas que vive secretamente dentro de ti”, “mas que vive secretamente dentro de mim”= Bairro Alto a passear pelos estúdios da Motown. “Encontrei-o no Teatro”. “Não me queres?”. O drama, “nunca me quisestes!”. “Um dia tão bonito e eu não fornico!”, secundada por uma guitarra com efeitos psicadélicos. Maria Antónia Mendes segura as mãos junto ao rosto, “tenho 365 sonhos”, num ritmo mergulhado em algo, como os passos de elefante de pernas de girafa que surgem no horizonte de uma peregrinação no deserto. Ah Dali? Dada? , “tenho uma estatua fluorescente da Virgem”, a iluminar a mesa de cabeceira, “tenho uma estatua da Virgem Maria, que me dá confiança e brilho à noite,” a voz desce umas oitavas e cava dentro de mim: “Tenho joelhos magoados, o calvário dos fiéis deveria ser menos árduo!” O pop-fado de, “um saco de merceeira”, “um só prato para o jantar”. Maria Antónia Mendes: “Sandra no baixo! Obrigado Sandra!”, palmas. Vou chamar ao palco um grande amigo do João que tocou com A Naifa, quando o João já estava doente,” Rodrigo Dias que balança um baixo familiar. “Como água como pão”, “assim te vi”, “que te vi a rasgar a vida.” A Naifa assume uma linhagem com as canções de intervenção que rugiram no Alentejo, com a guitarra portuguesa de Varatojo a frasear a pauta com acordes que se assumem a veia da sublimação. Paulinho cede o lugar a Samuel Palitos, ex-baterista dos Censurados, “fui apanhada aos 22 dois anos”, “a verdade apanha-se com enganos”, é uma verdade lúcida, a bateria dança juntamente com a baixista, a guitarra mergulha em si, a sorte, a frase neo-kitsh: “Sobrevivi a um coração míope”, “em amantíssima posse viral.” A voz e a guitarra enrolam-se, com o baixo a sustentar gravemente, pulsante, demente, “em amantíssima posse viral.” Paulinho, baterista dos RAMP, regressa ao seu lugar: “Obrigado Samuel!”, palmas. Um marinheiro soviético atraca em Lisboa e pergunta onde, “há senhoritas?”, de “um barco soviético a meio gás”,“disse-lhe que em Portugal haviam muitos comunistas,” mas o é que ele queria? Uma prostituta. Palmas. Do cenário austero da Naifa surge o João Aguardela, numa fotografia rectangular em t-shirt e a tocar baixo, atrás de Varatojo e de Paulinho. O olhar azul está ligeiramente a contemplar o céu. Maria Antónia Mentes emociona-se, ao revê-lo ao seu lado, “está um rapaz a arder no cimo de um muro”, “no cimo do muuuro,” é a cedência do meu corpo à imortalidade. “Antes de acabarmos, que queria dizer que foi o João que escreveu os poemas do último álbum ocultando-o da própria banda. Assumindo o Nome da avó,” e a sua mãe, são as suas duas mães. Reina o psicadelismo kitsh, com a voz embargada de tristeza, “mas levo muito a mal a ideia de ser feliz”, Groove, “ensinar-te em meu amor em praticar a caridade, nunca direi Saudade mas levo muito a mal a ideia de ser feliz. Filho de duas mães, adoro vesti-las de igual, tenho andado à tua procura para te amar. Sobre a mesa posta sem nenhuma vaidade, ensinar-te em meu amor a praticar a caridade. ENSINAR-TE EM MEU AMOR A PRATICAR A CARIDADE, ENSINAR-TE EM MEU AMOR A PRATICAR A CARIDADE, NUNCA DIREI SAUDADE MAS LEVO MUITO A MAL A IDEIA DE SER FELIZ." Sobem à alta esquerda do palco os anjos, apoiam a subida dos meus pais enlutados, no centro ao microfone, o meu pai: “O nosso filho esteja onde estiver, agradece e de facto não seria uma homenagem, mas uma festa da música portuguesa, como já foi dito. Ao irmão do João, ao Luís Varatojo, e a essa mulher que nunca abandonou o João, essa mulher é a Sandra Baptista." A minha mãe esconde o rosto, constrangida com as luzes, os seus dois pais. Recebem uma salva de palmas de vários minutos, como se fosse um palpitar das almas presentes a reconhecer que existe o megafone: “JOÃO AGUARDELA!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Megafone 5”- Homenagem a João Aguardela: Centro Cultural de Belém, 04 de Novembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-810219679232611191?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/810219679232611191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/810219679232611191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/11/blade-runner.html' title='Blade Runner'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7061540007011592895</id><published>2009-10-31T15:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T15:18:16.916-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Suy3e-B41iI/AAAAAAAABGo/GEg3VEEQpSU/s1600-h/Tiguana+Bibles+Via+Latina+29-10-09.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Suy3e-B41iI/AAAAAAAABGo/GEg3VEEQpSU/s400/Tiguana+Bibles+Via+Latina+29-10-09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398891795985258018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7061540007011592895?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7061540007011592895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7061540007011592895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Suy3e-B41iI/AAAAAAAABGo/GEg3VEEQpSU/s72-c/Tiguana+Bibles+Via+Latina+29-10-09.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8997608116154855510</id><published>2009-10-30T20:45:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T15:26:53.810-07:00</updated><title type='text'>A Clockwork Orange</title><content type='html'>As propriedades detectadas neste corpo denominado de Tiguana Bibles destacam-se como um complot armado com doses de independência febril, que por vezes se encaminham para o abismo. O palco está montado na pista de dança da Via Latina, discoteca próxima da Praça da República, que agrega alguns bares onde os estudantes se drogam e embebedam, e discutem o improvável futuro, ou, as aulas na Universidade de Coimbra, o cérebro da Capital do Distrito. Tiguana Bibles começam com o instrumental que é uma passadeira por um deserto banhado por tubarões ensopados em sangue, pinga das guitarras, em particular da Victor Torpedo, um filho do tédio. A música ganha voz humana através de Tracy Vandal, e saia preta com riscas brancas, e um top, que é encoberto por um casaquinho, que encobre os seus ombros brancos. A sua voz é a lava de um vulcão que hibernou num Verão e se ausentou distraidamente, não para a terra do nunca, mas para a aridez que provocam os sonhos premonitórios que nos explicam a beleza. “IT´s against the law”, influenciar as pessoas a se auto-mutilarem, e a se canibalizarem e se exporem aos raios cancerosos. “Child of the Moon” é de compasso acelerado, com o contrabaixo e a bateria a imporem um pendor hell-billy, são o pulsar do edifício, que o fazem tremer mas em simultâneo são os seus pilares: Tracy: “OOOO”. Ela puxa a saia e a boca expande-se pelo microfone, os acordes de, “I Don`t care anymore”, saltitam de guitarra em guitarra, que se inclinam para a esquina onde espreita o rock à espera de violar uma idosa endinheirada, de saia e casaco, o clássico Coco-Chanel, “I Don`t care anymore”. Vandal bebe whisky, despe o casaquinho, ergue os braços e bate palmas, abana as ancas de costas para o público, “so run”, “so run”, “so run”, acordes surf-billy, a cantora retira o microfone do tripé. A movimentação no palco de Tracy, é de uma profunda sensualidade contaminada por uma ironia provocativa que é British. “I saw you in the streets”, mas não esqueças o covil que te aquece e que por natureza te irá transformar em cinza, numa auto-combustão que é um luxo para o portador desta doença rara, “don´t forget your home”, falseto: “I saw you in the streets”, e o impulso é para ser seguido através de um gráfico cardíaco de um hiper-tenso, foge, foge, “runaway from your hooome”, com os Tiguana Bibles, falseto: “UUUUU”, falseto, “UUU”, “UUUU”, “UUU”. “I only now tree words in Portuguese!”, alguém do público entrega-lhe toalhetes para limpar o colo suado, o seu rosto está maquilhado para realçar os lábios e os olhos, mas estes são dois pormenores que magnetizam o espectador. A introdução do oitavo tema é longa e compassada, num ritmo western-spagheti, oiço tiros, sangue, sangue, os bons os maus e os medonhos a cavar a sua sepultura, Tracy recorre à spoken word para narrar o sucedido, dos seus lábios as palavras brotam como se fossem pétalas embebidas num frasco de formol. É a altura para a autópsia realizada pelos solos de Victor Torpedo, que em ziguezague se multiplicam, a bateria de Kalo e o contra-baixo apoiam a guitarra, Tracy: “you”, falseto: “ouououou”, “aaaaa”, “aaaaa”. No primeiro encore a canção é lenta, pautada por “dreams”, e o falseto… “This is a song for all the Boys!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Child of The Moon”, Tiguana Bibles, Via Latina, 29 de Outubro, Coimbra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8997608116154855510?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8997608116154855510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8997608116154855510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/10/mulholland-drive.html' title='A Clockwork Orange'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-5405960487289682961</id><published>2009-09-27T10:46:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T10:48:38.351-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Sr-lcPKkNcI/AAAAAAAABAI/dZ7LrInuK8A/s1600-h/TheCult1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Sr-lcPKkNcI/AAAAAAAABAI/dZ7LrInuK8A/s400/TheCult1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386205583884170690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-5405960487289682961?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5405960487289682961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/5405960487289682961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/09/blog-post_27.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/Sr-lcPKkNcI/AAAAAAAABAI/dZ7LrInuK8A/s72-c/TheCult1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-4631758227828082513</id><published>2009-09-26T14:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T15:29:50.794-07:00</updated><title type='text'>Electric Love</title><content type='html'>The Cult: a imagem que prevalece no fundo do palco é um índio, apesar de serem uma banda inglesa, a iconografia relacionada com o seu álbum Love de 1985, é o universo dos índios americanos, que irão apresentar na íntegra. O Coliseu de Lisboa encontra-se repleto de t-shirts pretas, góticos, botas de tropa, ou, de plataforma, adolescentes, e quarentonas. Esta banda faz parte de um imaginário libertário, que através da conjugação das guitarras e de uma forte secção rítmica, expressam “Nirvana”. Ian Asturby já não é magro e com cabelos até à cintura, está gordo e com os cabelos encaracolados, e perdeu a voz límpida de barítono. Está alheio ao facto de que estão trinta graus, o casaco de cabedal, o cachecol, e as luvas que seguram uma pandeireta, levam-nos a julgar que ainda crê que está nos Estados Unidos, onde decorreu a primeira parte da digressão Love Live. “These way “, “Nirvanaaa”, atira a pandeireta para o público. “Only you baby”, “only you baby”, “think a solution”, “yeah, yeah, yeah”, “baby, baby, baby”, com o solo de Billy Duffy, a completar, “Big Neon Glitter”. “Thank you for coming tonight”. “Love” é apresentado de forma irrepreensível, com uma voz insidiosa e o riff da guitarra percorre a canção, quando Ian se cala, a guitarra de Duffy liberta-se num solo majestoso. “Brother Wolf, sister Moon”, é um slow épico em que o amor entre o lobo e a lua é um conto de fadas negro, e o uivar é de Ian: “sister Moon”, “help me”, “sister Moon”, “OOOOO”. A chuva cai sobre o deserto onde crescem escorpiões que se reviram e espetam o seu veneno que intoxica quem se atrever a enfrentá-los: “Here comes the rain”, “I Have been waiting for her, for so long”, “yes, it comes again”, “I love the rain”, “Yes, it comes again”, “I love the rain”, solo da guitarra de Duffy. “The Phonenix” é uma sequência de acordes de wah wah, em que a voz é um mero elemento decorativo, sem grande presença na canção. “Do you now Cristi Ronaldo? He sucks!”, é Ian Asturby a provocar os portugueses, que não reagem, ficam inertes, confusos. Despe o cachecol, “away”, “get away”, pausa, “hollow man”, “every day”, solo, “yeah”, “yeah”, “yeah”. Os índios foram devastados pelas doenças dos europeus, pelo alcoolismo, pela tecnologia das armas, roubaram-lhes a cultura, roubaram-lhes a alma: “Flowers”, solo, “There`s a revolution”, “revolutuion”, “revolution”, “revolution”. No ecrã que se encontra atrás dos músicos surgem imagens da queda do muro de Berlim e do Maio de 68, “There`s a Revolution”, “revolution”, “revolution”, “revolution”, “revolution”, “revolution”, com solo de Duffy a finalizar. “Sanctuary”, e, “Black Angel”: “now he thinks he `s at home”, “Where to go?”, Ian ajoelha-se: “Goodbye!”. E encerram a sequência do álbum Love. “Electric Ocean” é uma mistura de hard-rock que provoca que as ondas produzam curto-circuitos, com Ian de pandeireta e Billy, a fazer solos, a levantar o braço direito, a empunhar o indicador como se estivesse a liderar a catarse do público, “EEEElectric”. “I love you every hour”, “Wildflower”, com solo compassado, “I love you every hour”, “Wildflower”. “These `s our first concert for the European tour, thank you so much for coming!”. A apoteose final é apresentada através de “Firewoman”, “common litlle sister”, “Fire”, solo, “baby”, “baby”, Firrereerwomanna”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Love Live, The Cult, Coliseu, 25 de Setembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-4631758227828082513?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4631758227828082513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/4631758227828082513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/09/electric-love.html' title='Electric Love'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6857374859171688918</id><published>2009-09-21T12:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T12:43:15.470-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SrfXTOf8VNI/AAAAAAAAA-E/JfM5SnSiWRU/s1600-h/PaulaRego.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SrfXTOf8VNI/AAAAAAAAA-E/JfM5SnSiWRU/s400/PaulaRego.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384008604854277330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6857374859171688918?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6857374859171688918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6857374859171688918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/09/blog-post_21.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SrfXTOf8VNI/AAAAAAAAA-E/JfM5SnSiWRU/s72-c/PaulaRego.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6329187608791776225</id><published>2009-09-20T18:19:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T13:05:49.889-07:00</updated><title type='text'>A Casa da D. Celestina</title><content type='html'>Em 1965 Paula Rego expôs em Lisboa, pela primeira vez, na Galeria de Arte Moderna nas Belas-Artes, estiveram presentes os progenitores (o pai viria a falecer seis meses depois), e a alta sociedade da capital. Nesta altura, Paula desenhava e posteriormente recortava-os, e colava-os na tela sobre fundos monocromáticos, era fortemente influenciada por Francis Bacon amigo do seu marido Victor Willing. As telas eram de uma agressividade voraz, e os temas manifestos contra o Estado Novo, que era dominado por um homem: António Oliveira Salazar. Paula havia realizado o seu percurso artístico-escolar em Londres, para onde partiu com 16 anos, na Slade Scholl of Fine Art. Na exposição de Lisboa foi interpelada por um convidado que lhe perguntou se os seus quadros são coisa de prostituta? “Não, se fosse estaria a desenhar igrejas”, foi a resposta mais politicamente correcta que se pode dar a um ignorante, dominado pelo preconceito e pela insegurança. As pessoas que me rodeiam na inauguração da Casa das Histórias, são na sua maioria pertences à nata de Cascais, de bronzeados ainda latentes e perfumados com fragrâncias inevitavelmente elitista, há artistas, empresários, executivos, críticos de arte. Não há espaço para se ver as obras e seguir o percurso que é predominantemente didáctico, desde um trabalho de escola, onde começou a desenhar à vista, passando pelas óperas, Vivian Girls, Pillowman. A mulher é a paisagem que Paula Rego prefere explorar, pelas razões que se prendem com a sua sexualidade, que era censurada durante o Estado Novo. A artista é todas as mulheres, em especial aquelas que sofreram por não terem liberdade para abortar, ou, que são manipuladas pela vontade de Deus, ou, pela sociedade. Estes vértices, são dominados por homens? É contra o falocentrismo que a obra se insurge, algo que é típico da sociedade latina, neste ponto aproxima-se de Portugal, e quanto mais se focaliza mais dilacerante é o seu discurso. Esta política de confrontação irá dominá-la sempre, mesmo quando relaciona as suas telas com obras literárias, algo que já a cativava em criança quando ouvia a leitura do pai, sobre o “Inferno de Dante” com ilustrações de Gustavé Doré. Este interseccionismo, marca obras como “Under a Milk Wood” de Dylan Thomas e “Birthday Party” de Harold Pinter, ambas peças de teatro. Surgem através das diversas personagens que cria mas acima de tudo, pelos fundos falsos, que remetem para cenários, esta contra-posição, entre: algo real, as personagens, e algo artificial, os cenários, provocam uma dicotomia que projecta relevância às personagens. A Casa das Histórias, poderia ser um teatro onde se colocariam em cena as peças que marcaram a vida de Paula. Ela criou inúmeros vectores de entendimento com a realidade, a sexualidade, a ópera, a literatura, drama, a arquitectura, religião, a portugalidade, a pedofilia, o aborto, o alcoolismo, a paternidade e a maternidade, a demência, abandono, a violação, regicídio. Estes temas não são preocupações de uma prostituta, nem tão pouco é tema de conversa dos convidados, que se fazem valorizar por serem vizinhos da Casa das Histórias e ter sido uma maçada ter vindo de carro, porque não havia lugar para estacionar. Aceitam Paula Rego porque é consagrada por uma sociedade anglo-saxónica, onde dominam critérios de liberdade e onde se premeia o mérito, assim, como existe uma forte educação artística que reúne nomes como Turner, David Hockney, Damien Hirts, Bansky. Paula Rego realizou uma longa peregrinação, viveu na dependência emocional de Victor Willing, que a orientava em termos estéticos, sobreviveu à sua morte. Colocou nas telas Lila Nunes, a enfermeira que o tratou até aos seus últimos dias, e que é o espelho de Paula, na raiz deste triunvirato há uma história de amor, que encontrou a sua casa com vista para o mar tantas vezes navegado para descobrir o desmistificar do medo de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa das Histórias, Paula Rego, 18 de Setembro, Cascais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camane, homem de estatura baixa, de voz grave que canta o fado. Foi escolhido por Paula Rego para animar a Cidadela de Cascais, uma área rodeada por edifícios que formam um quadrado. A entrada é um túnel com origem na arquitectura militar, e o fadista, canta como se fosse um farol, que em noites de nevoeiro perfura as ondas e traz de novo à vida as ninfas que viviam no Tejo e que Camões tanto enalteceu. “Fica preso à saudade”, “naquele rio tão puro, o tempo inseguro”, o rio, a corrente, como metáfora da passagem do tempo que é domínio de Deus e não do homem. Camane, tem consigo a guitarra portuguesa, a viola e o contra baixo, “entre o passado e o futuro”, “mas não acho o que procuro”, “quando o tempo é inseguro”, “entre o passado e o futuro”, “mas não acho o que procuro”, “o amor quando se revela”, “não se sabe revelar”, “quem quer dizer o que sente, não sabe o que dizer”. “Mas se ela adivinha-se”, pausa, “fica sem alma, fica só inteiramente” com a voz de Camane a subir como se fosse um apelo de comiseração. À capella “partiu zangada comigo, deixou um retrato que me aqueceu na noite friaaa”, surge o trinado lento da guitarra portuguesa, “o céu que não é meu”, “porque é que partiste? Ainda vivo sofrendo a minha agonia e não me levaste a morte”, com um final apoteótico, pois a voz arrasta os três instrumentos. A introdução é realizada pelo trio de músicos, devagar entra a voz do fadista, “livre pensamento foram-te hoje encerrar”, “levaram-te”, pausa, “a meio da noite”, “de todas as mais sombria”, “foi de noite e nunca mais se fez de dia”, “noite, o veneno”, “persiste em envenenar”: “ao menos ouves o vento de cristal?”, “ao menos ouves o mar?”. É o veneno que as palavras incutem na memória e nos recordam da paisagem que passou e amanhã a noite será diferente, venha Deus ou seu irmão gémeo o Diabo, para nos resgatar desta mortalidade. Aha saudade. O fado corrido é cantado do “Bairro Alto, vou dar o salto?”, “para o tempo que aí vem”, “ouvir Lisboa a chorar”, “Lisboa morre por sair à rua”, “para as tristezas que Lisboa tem”. As notas arrastadas são fruto de um dia “azarado”, “céu que nos agarra”, “de cem milhões de guitarras”, “pode ser que nos mate”, “só por séculos de fado”, “só milénios de NAAAAADAAA”. A mulher é o objecto do amor de Camane: “os teus olhos sedutores são duas Avé Marias”, as guitarras trinam, a portuguesa sola sobre a viola, o baixo faz a ponte entre ambas: “REZO TODOS OS DIAS”. Quando Camane era criança era-lhe proibido cantar os fados dos adultos, “e as quintinhas, sextilhas, e os decassílabos” que eram escritos pelos seus amigos, juntava-lhes as guitarras e cantava, quando ascendeu à idade adulta foi-lhe permitido cantar: “Alfredo Marceneiro, este fado é dele”, a guitarra portuguesa ensimesma-se solenemente, devagar, devagar, devagar, “de uma noite menos fria onde não sinta a agonia”, “vou de um fado a outro fado, porque o fado sou eu”, “o meu destino assim mudado”, “ser fadista”, pausa, “triste sorte”. “Antes de acabar quero oferecer um ramo de flores à Paula Rego”, o fadista entrega o ramo ao Ministro da Cultura, que se levanta para as receber e entrega-las à artista plástica. “Sei de um rio”, as margens nocturnas do Tejo unem-se: “a minha boca a separar-se da tua”, “sei de um rio”, a voz é tão funda quanto o Cabo da Roca, “dá-me os lábios desse rio que nasceu na minha sede”, “e a minha boca até quando vai separar-se da tua?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadela de Cascais, Camane, 18 de Setembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo dia de festa na Casa das Histórias, conta às três da tarde com a “apresentação das publicações e da programação para 2009-2010”. No auditório o primeiro a discursar foi o Presidente da Câmara de Cascais, António Capucho. “Como é que chegamos até aqui? Tenho duas irmãs que são pintoras, uma delas fez uma tese de mestrado sobre o desenho de Paula Rego. Ela não conhecia Paula Rego, ou conhecia de se cruzar com ela no paredão, conheceram-se, e foi daí que elas se aperceberam da vontade de Paula Rego em ter um Museu”. Posteriormente, António Capucho, encontrou-a no Palácio de Belém onde a artista estava a fazer o retrato de Jorge Sampaio que a “apresentou aos Conselheiros de Estado, aí, ela percebeu que eu era o Presidente de Cascais”. Após este encontro o Presidente visitou diversos locais com a artista, que “acabou por se apaixonar da Casa Zamora”, “onde D. Carlos jogava ténis”, “depois foi a escolha de Souto Moura, tinha que ser um dos expoentes máximos da arquitectura portuguesa”. Quando “este local começou a crescer, Paula, perguntou-me: ´Para quê quero uma casa das histórias tão grande`”, por fim, “convidamos a Dra. Dalila [Rodrigues] que aceitou o desafio”. E antes de finalizar: “O impacto de Paula Rego teve sobre a opinião pública de Lisboa, foi enorme, todas as pessoas vieram para ver a exposição”, “até podíamos transformar a Cidadela em Casa da Paula Rego, porque não?”. Conclui: “Espero que ela seja feliz neste regresso a casa”.&lt;br /&gt;  A Directora da Casa das Histórias, Dalila Rodrigues, considera a Casa das Histórias: “não é o Museu Nacional de Arte Antiga”, mas antes, “uma marca internacional, tem um reconhecimento claramente internacional, não pode ter outra marca”. A ex-Directora do Museu Nacional de Arte Antiga, lidera uma equipa que se ocupa das diferentes vertentes da colecção. A Casa das Histórias, terá “duas exposições temporárias ao ano, com a possibilidade de ter mais uma”, no acervo constam “seiscentas obras, gravuras, desenhos, modelos”, “irão prevalecer conferências internacionais”, “onde estarão especialistas internacionais”. Prevê-se para Abril uma exposição de Victor Willing, para além da eventualidade de uma de Goya, que Dalila Rodrigues se encontra a negociar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa das Histórias, António Capucho, Dalila Rodrigues, 19 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às cinco horas sobe ao palco do auditório da Casa das Histórias Jake Auerbach`s, inglês documentarista. Começou por dizer que havia feito um primeiro documentário sobre Paula Rego em 1988, quando expôs “in Serpentine Gallery”, mas não ficou satisfeito com o resultado e aproveitou a retrospectiva no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia em 2007, para iniciar outro documentário. Neste basicamente apresentou a vida e a obra, em que os comentários eram realizados pela artista, sem que surgisse um contraditório ou alguém que desse uma perspectiva mais ampla das telas. Enigmaticamente não referiu que Victor Willing, já era casado quando se juntou a Paula, e que ele era consagrado mesmo antes de Paula ter almejado esse cunho em 1988. Não colocou nenhum dos críticos de arte que a têm estudado, como é o caso de John McEwen, Ruth Rosengarten, Fiona Bradley, para assegurar algum contra-ponto. Focou o seu trabalho na vertente mais sensacionalista e pessoal da artista as depressões crónicas do pai de Paula Rego, e o domínio que a mãe exercia sobre ele. E deixou que Paula, se diminui-se ao ponto de que se, “não fosse a pintura estaria num manicómio, que é o lugar onde poderia estar”. Jake pergunta-lhe: “Está a dizer isso literalmente? “Sim, eventualmente será para onde um dia irei”. Não lhe pergunta se ao longo da vida recorreu a psiquiatras para controlar a demência. Apenas, deixa o quadro da mulher perturbada, que é um clichet redundante, que pinta para exorcizar os demónios que a vida lhe consignou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa das Histórias, Jake Auerbach`s, Documentário sobre Paula Rego, 19 de Setembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6329187608791776225?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6329187608791776225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6329187608791776225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/09/casa-da-d-celestina.html' title='A Casa da D. Celestina'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7735270967342627641</id><published>2009-09-04T05:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T05:39:10.482-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SqEKZeEZxiI/AAAAAAAAA68/M_SRMcL47Po/s1600-h/Henri1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SqEKZeEZxiI/AAAAAAAAA68/M_SRMcL47Po/s400/Henri1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377590862741620258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7735270967342627641?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7735270967342627641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7735270967342627641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SqEKZeEZxiI/AAAAAAAAA68/M_SRMcL47Po/s72-c/Henri1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-2954152655391754542</id><published>2009-09-03T15:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T11:25:30.233-07:00</updated><title type='text'>Pintura e Poesia</title><content type='html'>Henri Fantin-Latour (1836-1904) foi um artista plástico que tinha um domínio profundo sobre a poética romântica. Era esta a raiz do seu trabalho, que se dividia em três temáticas: o lirismo suportado na música clássica, a natureza-morta, e o retrato. O primeiro ponto, é realizado através da inspiração proporcionada pela Ópera, em que a técnica aplicada é de pinceladas individuais policromáticas, a intenção é transpor cenas lúdicas, em que as figuras surgem esotericamente. A natureza-morta é levada ao extremo da delicadeza que o pormenor permite, são pequenas composições de um realismo desarmante, pela sua representação de um género que tinha tanto de académico quanto de obrigatório a qualquer artista do século XIX. No retrato, Fantin-Latour, excedia-se através de figuras de corpo inteiro, ou, de meio corpo, sentadas ao piano ou a ler, os fundos— tal como na natureza-morta— são meios-tons invariavelmente pardos, as figuras sobressaem, e a perspectiva criada é a partir destas por contra-posição do fundo. É neste capítulo que Fantin-Latour se transcende ao representar o exterior dos seus familiares e amigos como Baudelaire, mas simultaneamente incute-lhes uma gestualidade “invisível”, quase passiva, estática, mas que obriga o olhar a incidir e a tentar perscrutar o seu carácter. &lt;br /&gt;No catálogo consignado à exposição da Fundação Calouste Gulbenkian e que será também publicado no Museo Thysen-Borneisza, para onde seguirá a mostra. Eduardo Lourenço intitula a sua dissertação de “Pintura e Melancolia”, e inicia a sua tese da seguinte forma: “Diz-se do génio que é como os anjos, uma espécie num só individuo. Pelo menos foi assim que o Romantismo o teorizou e o mitificou. Só na nossa memória como pura legenda os génios vão aos pares para a Arca de Noé. Nos meados do século XIX, Baudelaire, num poema famoso, dedicou aos génios da pintura ocidental um retábulo mítico onde a sua visão romântica do génio inventa a genealogia da própria Modernidade. Baudelaire desce ao limbo da aventura pictural menos para resgatar quem o não precisa—de Rubens a Delacroix—que para assinalar à pintura mesma o estatuto sublime por excelência.  &lt;br /&gt;O reservado Fantin-Latour não figura nesse cânone poético destinado a influenciar o discurso estético desde Élie Faure a André Malraux. Nem pela idade, nem pelo estatuto discreto, o futuro autor de &lt;em&gt;Le Coin de Table&lt;/em&gt; podia pretender aos olhos do poeta de &lt;em&gt;As Flores do Mal&lt;/em&gt; essa consagração. O seu lugar na cena pictural da sua época e na sempre viva memória dela que ainda conservamos, é mais modesto. Quase frisa o apagamento. Como se tivesse escolhido adoçar a luz ofuscante do génio, segundo Baudelaire, semelhante à dos “´faróis`” que aclaram por intermitência a vaga sinistra que de “´idade em idade vem morrer à beira da eternidade`”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henri Fantin-Latour (1836-1904), Fundação Calouste Gulbenkian, 02 de Setembro. Patente de 26 de Junho- 6 de Setembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-2954152655391754542?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2954152655391754542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/2954152655391754542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/09/pintura-e-poesia.html' title='Pintura e Poesia'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-970841327553065399</id><published>2009-08-26T07:19:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T07:22:14.943-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SpVE6LgjRwI/AAAAAAAAA5M/-7Qdo1mz0JU/s1600-h/GNRB.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SpVE6LgjRwI/AAAAAAAAA5M/-7Qdo1mz0JU/s400/GNRB.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374277496648976130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-970841327553065399?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/970841327553065399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/970841327553065399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SpVE6LgjRwI/AAAAAAAAA5M/-7Qdo1mz0JU/s72-c/GNRB.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-3535559304432027346</id><published>2009-08-25T12:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T07:52:38.296-07:00</updated><title type='text'>Délicatessem</title><content type='html'>A aldeia encontra-se iluminada com as luzes do Verão, à entrada da área destinada às farturas e carros de choque, várias lápides estão expostas rodeadas por uma rede de galinheiro. As adolescentes com sotaque de França, Suíça, vestem roupas de cores claras e acentuam nos topes, para aumentar a corrente de ar e desta forma arejar a temperatura corporal. Os convidados desta noite de festejo são os G.N.R, com o palco instalado à frente de um campo de futebol sintético coberto por uma alcatifa para não o danificar e impedir os jogos dos casados contra os viúvos aos Domingos à tarde após a bênção do Padre às suas beatas e beatos. A bandeira da festa na Bidoeira de Cima é hasteada por Rui Reininho, vestido com um blaze azul às riscas brancas, e uma camisa branca, ganga e sapatilhas cinzentas completam a indumentária digna de um por de sol em Cascais, junto à marina a ver os velejadores a zarparem para o Ultramar. Os G.N.R ainda perguntam se o espelho é a fonte adequada para obter o reflexo de Portugal, “perguntei ao meu espelho”, “complicado”, “e continua de pé?”, o fraseado da guitarra sustenta toda a canção que é envenenada por um funk nervoso e excitante. “Bom dia. Obrigado pelo vosso convite, apropósito foi o primeiro deste ano”, é a cerimónia do Rei. Sou o “Popless”, “yeah”, com as guitarras em distorção, “quando tudo sobe também desce”, “mexe e remexe”, “ e assim acontece”, “ai, ai, sabendo que é boa”, “o segredo é Pop-pop-pop-lesss”. O aviso do Rei: “Meninos e meninas não se cheguem às falécias, por causa da humidade, capice?”. O palco encontra-se rodeado por um pinhal de solo arenoso, as luzes são um jogo simples de very lights e de uma parede led que dança ao ritmo das canções. “Há um bicho novo para limpar”, “mais vale nunca, mais vale nada”, “cérebro em fuga”, “letal”. Apresenta Jorge Romão, como o “George Constanza” da “série Seindfeld, não era?”. “Somos muito novos, temos 30 em cada perna. Tirando as partes gagas”. A pronúncia do Norte é sempre prenúncio de morte, “hemisfério traga outro Norte”, “a bússola”, está de tal forma viciada que aponta inquestionavelmente para Norte: “Mar”, “mar” e o bandoleon expira uma tragédia que levava os portugueses para o Mar do Norte à pesca à linha do bacalhau, “não tenho barqueiro”. O agradecimento vindo de um Rei letrado em romances de cavalaria queimados por Cervantes: “Se não fossem vocês estaríamos na tropa! Esta é dedicada ao meu amigo Mickael, assim um gajo giro. E eu não sou giro? Somos uma boysband de gajos giros!”. Os “ratos” nesta aldeia parecem “mafiosos convictos habituados a controlar”, não vos parece? “Efectivamente!”. Nunca daria para instalar uma banheira decorada à sombra dos pinheiros, porque a “Ana Lee”, “Ana Lee”, é mulher da elite, que delira com um “Lotus azul”. O que era uma canção à viola, é transposta em regime de rock-funk-transgressor, a transbordar de um “triângulo molhado”. Reininho informa o público: “Esta é mais difícil, é tipo preço certo”. Coloca a voz à David Fonseca a carpideira-mor deste país de anglo-saxónicos: “Esta música é em modos de Leiria, é em inglês!”, “she sucks”, “que rico”, “que maravilha”, com as guitarras a repetirem os acordes, no interlúdio são as teclas que realçam o kitsh, “ai! The Puerto Rico Show”, “The Puerto Rico Show”, “Miss. Venezuela”, “Miss. Caraibas”, “que rico sabor, ai! Ai!AI!AI!”, “Guantanamera, Guantanamera”, “AHAHAHAHAHAHAHA”, ecoa, soul-psicadelica, “Conchita, you are in the business…”, “I Want you!”, “Aiaiaiaiaiiaiai”, “The Puerto Rico Shooooooow!” . E a “Tirana”? A gestualidade do Rei implica uma comunicação semelhante à de um professor de matemática surdo. “Esta é o terror”, de onde fogem, “Dama(s) e Tigre(s)”, de um jogo “divertido e letal”, “por trás de cada porta há um só destino”, numa convergência proeminente rock. É “Sexta-feira (um seu criado)” algures num espaço onde rodam bebedeiras de bar em bar, com a voz em simultâneo com o riff: “Falta o teu voto na mão”, “já não sei em quem votei”. A conclusão de que, “os gajos com piada estão a morrer todos. Eu vou viver até aos cem!”. “Sinto a língua morta o latim vai mudar”, “estará a meditar?”, “Ui!”, “Ai!”, “Ui”, “Ai”. “E se o amanhã perdido for? Metamorfoses de pavor”, “OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO”, “aí vem a luz”, solo de guitarra-psico. “Esta é de um amigo nosso, Roberto Carlos”, vale a pena ser belo, rico e dono de um cabriolet e contar as histórias da nossa juventude às virgens que se passeiam à beira mar. Pois, as “assas servem para planar e sonhar”, e inscreve-las na memória para as noites gélidas de Inverno, “aconteça o que acontecer”. A adolescência é sinónimo de leituras com final feliz: cão, gato, e os objectos domésticos para dar utilidade à casa. Quando se é “Sub 16”, tem-se o sonho de ver os G.N.R ao vivo no Estádio de Alvalade e beber “cerveja escondido da mãe”, e gritar: “ESTOU FARTO, FARTO, DE DORMIR SÓ”. “Patchiuri, patchiuari, patchiurirararararararara”, “onde?”, “agora somente os de Bidoeira de Baixo”, “patchiuari, patchiauari, patchiuari”, “agora só aquela senhora que está a conduzir de sandálias e de topless!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G.N.R, Bidoeira de Cima, 23 de Agosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-3535559304432027346?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3535559304432027346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/3535559304432027346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/08/delicatesse.html' title='Délicatessem'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8453700780026699925</id><published>2009-07-06T06:11:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T06:15:09.865-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SlH4xKRFVYI/AAAAAAAAAyE/MBOS72S2MfE/s1600-h/K3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SlH4xKRFVYI/AAAAAAAAAyE/MBOS72S2MfE/s200/K3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355334955373516162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8453700780026699925?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8453700780026699925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8453700780026699925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SlH4xKRFVYI/AAAAAAAAAyE/MBOS72S2MfE/s72-c/K3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6272893424369771558</id><published>2009-07-05T10:28:00.001-07:00</published><updated>2009-07-06T19:13:10.827-07:00</updated><title type='text'>Krazy Horse</title><content type='html'>Um espaço construído para voar como um óvni a rodopiar, comprometido no objectivo de exibir que há vida extraterrestre, lunar, onde teremos que nos deslocar num Moonwalk. Um dos protótipos que ainda está na linha de montagem, desfaleceu após uma injecção de adrenalina, como a que me esta a picar neste momento, a agulha chama-se: Kylie Minogue. Veste um vestido inspirado nas princesas das arábias, a sair da lamparina sonora do disco, tecno, bom, bom, a sonorizar uma discoteca repleta de pessoas vestidas com modelos do Jean Paul Gaultier.“Can you hear me Lisboa?”, “lá, lá, lá, lá, lá.”. O livrete do tempo é folheado através do cibernético, “I Just can`t get you off my mind”, “boy”, “lá, láaa, láaáa,”, a dançar livremente, ou, em sintonia por entre os bailarinos, cobertos com cabeça de predadores. “I feel you”, sustentada pelo baixo e bateria, “spining around”, “I don `t feel coming down”, “It `s no”, curva-se exibe as pernas, “OooooOOOO”, “I don`t feel coming down”, “AAAAA”, palmas, “Tank You!”. “WoW, Wow, you got it”, “Yeah, yeah”, “you got it, Wow, Wow, Wow,”, “slowoooooo, you got it”, “Wow, Wow, Wow”, teclados e o beat a potenciar uma luminosidade do pano de fundo, uma parede led, emite imagens, como se estivéssemos no interior do limão dos U2, “discoteque”. Intervalo. Kylie Minogue encontra-se num biombo gradeado, veste de vermelho, desloca-se, empurrada por dois escravos, rodopia, tem um chapéu para usar em Ascot, beat, beat: ”I Have my…”, “make me feel”, “Like”, num assalto de dominatrix sobre o público do Pavilhão Atalântico. “I never saw it right”, “so melectric”, “yeah”, “slow”, na recta final da música o break torna-se mais orgânico, pesado. “It `s so hot in here”, despe a saia, suspira, apresenta a banda. “You know something? I `m in love! There `s someone in love?”, o público diz-se apaixonado por Kylie Minogue: “two hearts beat together , IIIIII `m in Love”, “I `m in Love!” . Intervalo. Surgem os acordes bissexuais do “love boat”, da série de TV, Kylie aparece na proa do cruzeiro, num teté a teté com cinco marinheiros. A canção assume-se num “Querelle”, cor-de-rosa, azul, verde, lilás. Colocam a musa da Austrália sobre uma mesa onde ela canta aninhada, com os calções de marinheiro a apertarem-lhe as coxas, os mariachis irrompem por entre a métrica tecno. “Can you see these flower?”, e na mão esquerda desvenda uma rosa vermelha, essa pinga amor. “Are you ready for this?”, “ I know you feel me, cause you love me”, “baby, baby”, o ecrã led divide-se semelhante a um jogo de computador dos anos oitenta. Kylie fixa os braços, como se fosse o último reduto de sensualidade, secundada pelos bailarinos a acentuarem o ritmo sexual da trepidação das colunas a bombearem o beat dominado pelos samples dos teclados. Senta-se, dobra as pernas, bebe: “Tudo BEM?”, “If you now the title of the next song, I’d like to hear it”: coros: “OOO”, “OOO”, “OOO”, disco-sound, “Hey Lisboa!”, abana o traseiro, coloca o microfone sobre um apito vermelho: “Prrrriiimmmm”, “Thank you very much!”. Intervalo. No ecrã surge um palácio Vitoriano, a preto e branco, uma valsa perversamente kitch, marca o ritmo aos bailarinos. Kylie de top branco, com um colete coco-chanel e um tutu preto, as botas negras cobrem-lhe os joelhos. “Stay forever, with a night like these, just be together”, “very close to you”, “I Just can´t be”, “Will you touch me?”, pausa, “thessses”, pausa, “just wanna be together.”. Os bailarinos criam um corredor por onde Kylie desfila, antes de começar a cantar: “Ne laissez pas tomber votre nation!”, “To your lonely hearts”, “oOOOOOOOOOOOO”. “It`s so hot”, deita-se, e dobra as pernas como se estivesse a pedalar sobre Pégaso, “ready to sing with us? Are you ready?”, “Let `s do it…”, “Kids,” é a primeira canção onde o baixo se sobrepõe ao teclado, funk, “yeah”, o dueto, originalmente interpretado com Robbie Williams, é interpretado juntamente com as duas coristas, num jogo soberbo de confiança. “I `M gonna give you all of my Love”. “F-U-N”, à capella a arrebatar das suas cordas vocais uma profunda veracidade, anulando o tecno dos plasmas, que tem predominado durante o espectáculo. “Do you remember the old times?”, abana o traseiro, “Remember?”. “How does it feel?”, as luzes incendeiam o pavilhão que é manchado por nuvens de confetis que nos levam de volta às noites loucas do Studio 54, “How does it feel?”, “in my heart?”. “Lucky”, “Lucky”, “Lucky”, com a guitarra em distorção, e os metais a repetirem as notas, como se fosse um coro da Antiga Grécia. A sua voz ensimesma-se: “It´s in the air”, coros: “love me”, Kylie : “I do Love you.”. “Let´s go back to the beginning? You are being amazing!”, “Let `s do the Locomotion?”, “In my imagination, there`s no complication.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kylie Minogue, Pavilhão Atlântico, 4 de Julho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6272893424369771558?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6272893424369771558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6272893424369771558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/07/krazy-horse.html' title='Krazy Horse'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-8433994928376949350</id><published>2009-06-25T14:37:00.001-07:00</published><updated>2009-06-25T14:37:42.707-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SkPuIgI5vdI/AAAAAAAAAwU/NM3EKDlOPwk/s1600-h/TigunaTAGV2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SkPuIgI5vdI/AAAAAAAAAwU/NM3EKDlOPwk/s200/TigunaTAGV2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351382612079918546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-8433994928376949350?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8433994928376949350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/8433994928376949350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/06/blog-post_25.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SkPuIgI5vdI/AAAAAAAAAwU/NM3EKDlOPwk/s72-c/TigunaTAGV2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-1077839046031002632</id><published>2009-06-24T20:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T15:32:20.984-07:00</updated><title type='text'>Blue Velvet</title><content type='html'>A lua envolve Coimbra exalando um perfume suave e intenso que se cola à pele lentamente. Circunda a arquitectura repleta de rugas impostas pelas estações, que durante o ano, se passeiam pelas ruas. A fuga é um acto falhado. O fado é o travo de um trevo que dá sorte por ser diferente dos seus idênticos, crescem à sombra das árvores centenárias do Jardim da Sereia, que a noite esconde, por ser um pulmão marginal. Acendem-se as luzes e a música, é um instrumental de contornos rock and billy, quando os brancos tomaram de assalto o blues e lhe deram um tempero mais agressivo, menos rural e consequentemente citadino. Entra uma mulher de franja, que lhe esconde os olhos e atira o rosto para o mistério que o conceito de beleza encerra. O seu corpo robusto, é vestido por uma seda de alças preto, que a cobrem somente até abaixo das ancas, as meias de licra calçam uns sapatos de salto alto metalizados. A sua voz é tão suave quanto volátil, “I now my faith”, “give a litle of your heart”, com as guitarras a deflagrarem em distorção, e o contra-baixo juntamente com a bateria a se justapor a este dueto. “It`s against the law”, “these kind of love”, “to feel the way, I feel about love”, com um ritmo marcial e as guitarras a ocuparem o espaço deixado vago pela voz para adensar a fatalidade da canção: “It`s against the law!”. “I `m coming home”, é a promessa, cantada por Tracy Vandal, é um convite irrecusável, atrevam-se a ouvir este canto e estarão próximos de um lar doce, doce, doce e febril, “don`t waste my time, I`m coming home.”. “And your blood is going cold tonight, bye (train), bye (train), bye (train)”, o início desta canção é pautada por um ritmo lento que nos mergulha num vácuo, mas as guitarras elevam-na para uma outra dimensão, como se um par de facas a esquarteja-se em pontos sensíveis e a perpetua-se para o épico, “goodbye train, he `s going to take you home.”. “There `s a place where lovers go, to cry their troubles away, and call it, lonesome town, where the broken  hearts stay”, tão aveludado que se se entornasse sobre uma mesa seria um vinho espirituoso, degustado de olhos fechados veríamos um reduto onde o infinito impera. Tracy, “you are the first people to hear this song”, é a única canção que segue uma métrica pop, fugindo ao escrutínio das guitarras, “I don`t care anymore”, “I don`t care anymooooore”, “there is no escape in our lives”. O segundo instrumental leva Morricone a incendiar as suas pautas e dançar com uma amiga ao abrigo de uma lei que impõe à natureza o seu trágico circuito de renovação. “Lost words” é apresentada numa frequência mais lenta à sua congénere tocada inicialmente, Tracy, aproxima-se da boca de cena, senta-se, canta, abre as pernas, canta, fecha as pernas, e de joelhos desloca-se como uma escrava a cumprir uma promessa por uma santa: Blue Velvet?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Child of the Moon”, Tiguana Bibles, Teatro Académico Gil Vicente, 24 de Junho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-1077839046031002632?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1077839046031002632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/1077839046031002632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/06/blue-velvet.html' title='Blue Velvet'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-6403488605763115959</id><published>2009-06-11T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T09:34:12.673-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SjEx-lfbYDI/AAAAAAAAAts/P47XRhuPOUU/s1600-h/JimmyDunn.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SjEx-lfbYDI/AAAAAAAAAts/P47XRhuPOUU/s200/JimmyDunn.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346109183951069234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-6403488605763115959?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6403488605763115959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/6403488605763115959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/06/blog-post_11.html' title=''/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/SjEx-lfbYDI/AAAAAAAAAts/P47XRhuPOUU/s72-c/JimmyDunn.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6497140595666065769.post-7261143142848195160</id><published>2009-06-10T20:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T07:45:21.744-07:00</updated><title type='text'>Sinestesia</title><content type='html'>Entram os cinco músicos que acompanham Mayra Andrade no seu périplo por Cineteatros e salas de congressos, como sucedeu em Aveiro. Mayra, tem uma tez mulata e um corpo de nenúfar, mas que em vez de seguir a maré, impõe ao mar, o ritmo das correntes, a sua silhueta é de uma sensualidade desarmante. E o seu canto é de sereia que encantou Camões, e por ela, ofereceu aos portugueses a Ilha dos Amores. É o êxtase. A loucura. O crioulo oferece ao seu canto uma perspectiva enigmática, com a repetição de argumentos, percebemos que há uma ausência, que comparativamente ao fado, é semelhante. O público que enche o Teatro Académico Gil Vicente (TAGV) em Coimbra, grita: “És linda”, ou, “és a nossa bandeira”, com resposta da Diva: “Uma bandeira, é muito quadrada”, a rainha é um arquipélago de beleza e de sensualidade. Acompanhada por um duo de guitarras, um, é mais rock and roll, o outro é Pat Meteny, o que em algumas canções é um timbre descabido. Curiosamente, o outro guitarrista, pega em cavaquinhos, e fá-los soar a guitarra eléctrica, em guitarras e fá-las chorar, é o suspeito numero dois, o responsável por uma segunda voz. O baixo é um negro de camisa psicadélica, calça luvas, o seu dedilhar é de veludo, num diálogo directo com a Diva, comunica, não se impõe, é a reverência perante a Rainha de África. Ela é a Ilha de Cabo Verde, que à capela iniciou o concerto, e finaliza-o entregue a uma ladainha encantatória, é a beleza que se concentra num palpitar que sentimos, mas que não conhecemos, a pluralidade e a determinação do verbo, é o substantivo da profunda estupefacção; seja, o jogo dos percussionistas que palpitam como chagas de lava a irromper da terra de Cabo Verde, desta dualidade sobe à vida poética uma geografia exótica, apesar da aridez da paisagem cabo-verdiana. É de uma extrema simpatia para com a Celina da Piedade: “Vocês conhecem a Celina da Piedade”, as luzes acendem-se do TAGV, para Mayra Andrade contabilizar os que conhecem a acordeonista de “Rodrigo Leão”. A canção que assinaram em conjunto, é uma narrativa parisiense, mas falta a Celina no palco, para ela apertar a sua concertina e elevar a estética da canção, para o seu centro. Após o encore, surge Mayra Andrade, a Rainha de África e exala o seu timbre inqualificável, que concentra a sua energia no microfone e gradualmente, afasta-se do mesmo, num scat, inqualificável, poético poderá ser, é virginal, termo que qualifique ou explique o divino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stória, Stória, Mayra Andrade, Teatro Académico de Gil Vicente, 10 de Junho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6497140595666065769-7261143142848195160?l=romanta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7261143142848195160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6497140595666065769/posts/default/7261143142848195160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romanta.blogspot.com/2009/06/sinestesia.html' title='Sinestesia'/><author><name>Jimmy Dunn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06131711332317239539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_c840J4Dc4X4/S2eA-MR-y4I/AAAAAAAABuA/s3I3UJ7hOog/S220/K+5.jpg'/></author></entry></feed>
