sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Stray Dogs
São cinco rapazes de Lisboa, têm nome de uma família nómada americana, das que andam à procura da religião perfeita, que os ajude quando partirem o espelho e passarem para outro lugar, aparentemente imaterial. The Vicious Five, sobem ao minúsculo palco do Ar de Rato, Santa Clara, Coimbra, uma vivenda familiar carregada de adolescentes a verter o pus pelas bolhas do rosto, as meninas cobrem-se de base e de make up para imitarem as mães. “Sounds Like Trouble” é uma histeria catártica ou “Suicide Club” é visceral, “e quem, é que vota a favor de que não é preciso o palco ter segurança!”, é Joaquim Albergaria a piranha humana que berra de uma centrifugadora a extirpar o tímpano, secundado por um dueto de guitarras avariadas, com os solos a quebrarem o wall of sound da distorção, por vezes melodia outras doida. “Let `s get away, get away, away yeah”! ; “Let´s gooooo”!, o ritmo é um estrilho constante como cocktails Molotovs "uuuuu, lá, lá, laaa", "all over again" a explodirem das paredes. “Beat it”, “generation of Cinderals” com origem no mundo dos morangos com açúcar, por vezes a voz de Albergaria não ecoa, como se estivesse presa num aquário a verter sangue. Há ossos a saltitar a aplaudir, “stop me!”, The Vicious Five contaminam a decoração Vodafone em comunicação intra-uterina, mas no sentido de provocar um aborto. A violência do corte umbilical, suavizada por “All night longoo”, cantado à capella por Albergaria e Bruno Cardoso. The Vicious Five são um jogo psicadélico, por vezes irreal de rok and rollar, as guitarras no chão flutuam os acordes e se o ritmo surgir atrasado é pura arte pós-contemporânea.
The Vicious Five, 19 de Fevereiro, Ar D'Rato, Coimbra,Flash Vodafone.
The Vicious Five, 19 de Fevereiro, Ar D'Rato, Coimbra,Flash Vodafone.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Ménage
Maria Helena Vieira da Silva é o centro da exposição denominada, “A intuição e a Estrutura”, que partilha com Torres-García. A maioria das obras pertencem à artista portuguesa, particularmente a década de trinta, quando ainda procurava algo que desconhecia: relacionamento com a arquitectura. Esta forma de arte que é na sua essência uma teia complexa de elementos que se conjugaram com a história ou se estabeleceram de forma dissonante, desde as cavernas até hoje, o seu percurso tem sido determinante para o crescimento do homem com a realidade. Vieira da Silva, exibe os trabalhos de cariz expressionista, figuras de tronco e meio, rostos; desenhos onde se descobre a sua escrita a tentar romper com os preconceitos que a prendiam a um meio estético que a estava a aprisionar. Estes esqueletos já prenunciam os grandes e complexos interiores/exteriores com diversas perspectivas e paradoxais campos de fuga. É o erigir de uma estética, analítico -sintética para com a arquitectura, o espelhar de um pensar repleto de elementos obscuros e que a inconsciência dá a conhecer à sua consciência. Passear pelas salas destinadas à sua obra é conhecer uma alma extravagante, que encontra como “duplo” Joaquím Torres Garcia, um futurista, que explora nas telas estruturas arquitectónicas, assim, como construía pequenos módulos bidimensionais, que questionavam a raiz desta exposição: arquitectura.
“A intuição e a Estrutura” de Torres-García a Vieira da Silva, 1929-1949. 10 de Janeiro, Centro Cultural de Belém, patente de 04 de Dezembro a 25 de Janeiro de 2009.
A fotografia ocupa várias salas do Centro Cultural de Belém, agrupadas por géneros: “Espaços Lugares e Objectos”; “Conceitos e Ideias e Críticas”; “Sociedade e Vida Urbana”, desta forma é possível ao espectador situar-se e orientar-se no meio desta malha de fotografias. Há obras de Nan Goldin ou de Helena de Almeida, de Cindy Sherman ou Thomas Themand, estão registadas encenações díspares, os corpos, as relações dos edifícios, a luz, o nu, o homem, florestas, ilusões e mais ilusões. Podem escolher à vontade, destruir ou até acender um foco sobre cada pormenor distorcido. Muitas são familiares, por causa do curador Delfim Sardo, que assina um texto semanal na revista Única do EXPRESSO onde faz de mestre-de-cerimónias. Como em tempos referiu, “é algo que eu gosto de fazer: escrever uma pequena história sobre uma imagem”. Visitem a Colecção Banco Espírito Santo, a exposição denomina-se “O Presente: Uma Dimensão infinita”, e escrevam a vossa narrativa.
BESart, Colecção Banco Espírito Santo, “O Presente: Uma Dimensão Infinita”. 10 de Janeiro. Patente de 24 de Dezembro até 25 de Janeiro de 2009.
“A intuição e a Estrutura” de Torres-García a Vieira da Silva, 1929-1949. 10 de Janeiro, Centro Cultural de Belém, patente de 04 de Dezembro a 25 de Janeiro de 2009.
A fotografia ocupa várias salas do Centro Cultural de Belém, agrupadas por géneros: “Espaços Lugares e Objectos”; “Conceitos e Ideias e Críticas”; “Sociedade e Vida Urbana”, desta forma é possível ao espectador situar-se e orientar-se no meio desta malha de fotografias. Há obras de Nan Goldin ou de Helena de Almeida, de Cindy Sherman ou Thomas Themand, estão registadas encenações díspares, os corpos, as relações dos edifícios, a luz, o nu, o homem, florestas, ilusões e mais ilusões. Podem escolher à vontade, destruir ou até acender um foco sobre cada pormenor distorcido. Muitas são familiares, por causa do curador Delfim Sardo, que assina um texto semanal na revista Única do EXPRESSO onde faz de mestre-de-cerimónias. Como em tempos referiu, “é algo que eu gosto de fazer: escrever uma pequena história sobre uma imagem”. Visitem a Colecção Banco Espírito Santo, a exposição denomina-se “O Presente: Uma Dimensão infinita”, e escrevam a vossa narrativa.
BESart, Colecção Banco Espírito Santo, “O Presente: Uma Dimensão Infinita”. 10 de Janeiro. Patente de 24 de Dezembro até 25 de Janeiro de 2009.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
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