Na Figueira da Foz, a praia do relógio, está repleta de casais que esperam por Sting, acompanhado por dois músicos: Dominic Miller na guitarra e por Chris Maas na bateria, a digressão tem o nome de 3.0. Poderá ser apelidada de uma formação minimal e que tal afectaria a canções do cantor inglês, excepto as dos Police que como é sabido eram um trio; e é com uma canção da sua ex-banda que inicia o espectáculo, “Message in a Bottle”, é recebida por uma histeria contagiante que abafa o som das colunas. De seguida tocam um slow denominado de “I Wrote Your Name (Upon My Heart) que é no mínimo soporífera, depois passam elegantemente por “If I Ever Lose My Faith in You” ou “English Man in N.Y” e a uma outra dos Police “Every Litle Thing She does is Magic” com groove, e regressa ao seu repertório: “Fields of Gold” , no mínimo brilhante, “Never Coming Home” somente entediante, “Mad About You” de facto hipnotizante. Junta duas canções dos Police “Wrapped Around Your Finger” e “Driven to Tears”, a primeira parece escrita por um marinheiro no alto mar, a segunda é puramente new wave com inúmeros solos de Dominic Miller. A melancolia é exacerbada em “A Thousand Of Tears” que entra em confrontação “Can´t Stop Losing” mais uma dos Police arrematada por uma improvisação. “Shape Of My Heart” e “Brand New Day” , a primeira é de melodia viciante a segunda é de uma alegria contagiante. As três finais “So Lonely” (dos Police), “Desert Rose”, “Every Breath You Take” (dos Police), a primeira é quase um reggea com uma letra e refrão repetitivo, a segunda é de um exotismo delirante, a terceira é pop com a entoação acertada de Sting, que apesar dos setenta e quatro anos revelou uma voz potente, digna de um jovem. Para o encore executam “Roxane” (dos Police) aproximando-se do original e “Fragile” um slow com o Sting à guitarra acústica.
Sting, 3.0 Tour, 17 de
Julho, Figueira da Foz, Praia do Relógio